Dois terços das mulheres assassinadas com armas de fogo são negras

Pesquisa foi feita com registros do Ministério da Saúde em 2022

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

São negras 68,3% das mulheres assassinadas com armas de fogo no Brasil, segundo a pesquisa O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher do Instituto Sou da Paz. O estudo foi elaborado a partir dos registros de mortes violentas do Ministério da Saúde em 2022 e também da série histórica até 2012. Continue lendo “Dois terços das mulheres assassinadas com armas de fogo são negras”

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Artigo alerta sobre os desafios de adaptação das metrópoles do sul global às mudanças climáticas

Graça Portela (Icict/Fiocruz)

Em artigo opinativo – Heat waves, climate crisis and adaptation challenges in the global south metropolises (em tradução livre: “Ondas de calor, crise climática e desafios de adaptação nas metrópoles do sul global”) –, publicado em 8 de março na editora internacional de acesso aberto PLOS, o pesquisador Christovam Barcellos, da Fiocruz, alerta sobre os desafios encontrados na adaptação das metrópoles do sul global às mudanças climáticas, em especial, as ondas de calor, lembrando que nestas áreas questões como fornecimento de água potável, energia elétrica e saneamento básico são ainda dificuldades extras à população, em especial aos mais pobres. Continue lendo “Artigo alerta sobre os desafios de adaptação das metrópoles do sul global às mudanças climáticas”

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Garimpo desmatou quatro campos de futebol por dia de áreas indígena na Amazônia

Dados do Greenpeace são coletados desde 2016 e foram divulgados nesta segunda-feira (11)

No Metropole

A atividade do garimpo foi responsável pela destruição de 1.409,3 hectares em 2023 nas terras indígenas Yanomami, Kayapó e Munduruku, equivalentes a quatro campos de futebol por dia. Os dados são de um levantamento realizado pelo Greenpeace Brasil e foram divulgados nesta segunda-feira (11). Continue lendo “Garimpo desmatou quatro campos de futebol por dia de áreas indígena na Amazônia”

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MPF instaura inquérito sobre criação de um centro de memória no antigo prédio do Dops no Rio de Janeiro

Órgão analisa medidas para transformar o espaço, abandonado desde os anos 80

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para analisar, discutir e eventualmente viabilizar a criação de um centro de memória e dos direitos humanos na antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio de Janeiro. Abandonada desde os anos 80, a edificação está em estágio avançado de deterioração. Continue lendo “MPF instaura inquérito sobre criação de um centro de memória no antigo prédio do Dops no Rio de Janeiro”

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MPF e DPU acionam Justiça para suspender licenciamento de usina hidrelétrica no Rio Arinos, em Mato Grosso

Órgãos requerem que licenciamento seja feito pelo Ibama; empreendimento afeta terras indígenas

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) ajuizaram uma ação civil pública contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), o Estado de Mato Grosso e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para suspender o processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica Castanheira, prevista para ser construída no Rio Arinos, na Bacia do Tapajós, em Juara (MT). Continue lendo “MPF e DPU acionam Justiça para suspender licenciamento de usina hidrelétrica no Rio Arinos, em Mato Grosso”

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Brasil é denunciado na ONU por caso de tortura em prisão feminina de Minas Gerais

Agência Pública teve acesso exclusivo a relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, na Suíça

Por Leandro Aguiar | Edição: Mariama Correia, em Agência Pública

Soraia Livramento, 32 anos, é uma mulher negra de baixa renda nascida em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Convivendo há anos com a esquizofrenia e o abuso de drogas, ela vivia nas ruas, onde se envolveu numa briga para defender o ex-namorado, esfaqueando o agressor. Foi presa por homicídio em janeiro de 2023, com dois meses de gravidez, e encaminhada ao Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, também na RMBH. Continue lendo “Brasil é denunciado na ONU por caso de tortura em prisão feminina de Minas Gerais”

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Entregadores: Saúde mental e a noia sem fim

Num momento em que discute-se a regulamentação do trabalho por app, fala uma liderança dos entregadores. Gamificação do trabalho. Esgotamento. Medo de acidentes. Corpo e mente são triturados, diz. Plataformas não podem ser senhores do tempo…

Edgar Francisco Da Silva (Gringo) em entrevista a Muza Velasques, Letícia Masson e Yasmin Costa, em Outras Palavras

Nos últimos anos assistimos a expansão de empresas que operam por meio de plataformas digitais no mundo capitalista. Situadas no processo de uberização aprofundam a mercantilização e a precarização do trabalho, em especial quando analisamos os trabalhadores que atuam por meio de aplicativos de serviços, tais como os entregadores. A conivência de Estados neoliberais acabou institucionalizando a precarização e o aumento da informalidade de milhões de trabalhadores, fazendo recair sobre os de maior vulnerabilidade social processos de adoecimento físico e mental profundos. A ausência de normativas governamentais permitiu que empresas, tais como Uber, iFood e Rappi ludibriassem direitos trabalhistas, usurpando horas e horas trabalhadas e não pagas dos trabalhadores. Continue lendo “Entregadores: Saúde mental e a noia sem fim”

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Por um Março das Originárias. Por Inês Castilho

Os cães de guarda da extrema direita ladram – e as feministas passam. Mulheres indígenas convidam as parentes, indígenas ou não, a participar de lives das mulheres-biomas no Março das Originárias

em Outras Palavras

Mulheres terra, mulheres raiz, mulheres semente, mulheres biomas. Depois das mulheres brancas letradas de classe média, das entusiásticas LGBT+, da potência das negras – agora as indígenas se somam aos feminismos e abarcam, com seus corpos territórios, a Terra Brasilis. Neste 8 de março, ocupam as redes e convidam as parentas, indígenas e não indígenas, a “somar com elas suas vozes, seus corpos, seus coletivos.” Continue lendo “Por um Março das Originárias. Por Inês Castilho”

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A luta feminista na Saúde, segundo oito mulheres

Garantia de saúde integral, oferta de creches públicas, programas de renda básica voltados a elas, ampliação da licença paternidade, salário digno, direitos ao aborto seguro e à menstruação com dignidade. Leia as reivindicações feitas neste Dia Internacional

por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Neste 8 de março, o Outra Saúde perguntou para oito mulheres de diferentes áreas o que esperam de avanços para o setor da saúde e, por extensão, o conjunto de seus direitos. Afinal, num mundo em crise permanente, desigualdade, violência e uma política sequestrada por oligarquias, são as mulheres quem paga o maior preço. Elas trabalham mais, ganham menos e, em diversas dimensões, sofrem mais. Continue lendo “A luta feminista na Saúde, segundo oito mulheres”

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Judith Butler: Quem tem medo do gênero?

O fantasma, agitado pelo fascismo, virou álibi para restaurar a hierarquia patriarcal e destruir quem busca viver em liberdade. A tarefa é enfrentar o sadismo moral disfarçado de moralidade, por meio de uma visão ética e política transformadora

Por Judith Butlher, em Outras Palavras

O gênero faz parte do feminismo há muitas décadas. Quando nós, feministas, levantamos a questão “O que é uma mulher?”, estamos reconhecendo desde o início que o significado dessa categoria permanece incerto e até enigmático. O gênero é, em uma definição mínima, a rubrica sob a qual consideramos as mudanças na forma como homens, mulheres e outras categorias afins têm sido compreendidas. Por isso, quando levantamos questões sobre homens, mulheres ou categorias de gênero que se afastam do binário, ou quando perguntamos sobre o que acontece no espaço entre essas categorias, estamos nos envolvendo em uma investigação sobre gênero. A pergunta “O que é uma mulher?” ou a questão psicanalítica “O que quer uma mulher?” foram levantadas e comentadas de tantas maneiras que, em algum momento, simplesmente aceitamos que essa categoria é aberta, sujeita a interpretação e discussão perpétuas, tanto na academia quanto no discurso público. Continue lendo “Judith Butler: Quem tem medo do gênero?”

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