Degradação da Amazônia já é irrecuperável, diz estudo

por Josélia Pegorim, em Climatempo

Professor na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o engenheiro florestal brasileiro Paulo Brando costuma usar uma analogia simples do mundo financeiro para explicar a importância da preservação da Amazônia. Ele convida o interlocutor a imaginar uma conta poupança. “Bem grande, cujos juros geram bastante dinheiro. Mas em vez de dinheiro, nela há um estoque de carbono. Ou seja, os juros são a capacidade de absorção de mais carbono.”

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Mega-projeto para exploração de potássio no Amazonas gera controvérsias

Antes de a voadeira alcançar o porto por onde se desembarca em Autazes, município localizado a 113 quilômetros de Manaus, é possível avistar o outdoor que comunica aos visitantes aquilo que a prefeitura considera ser a vocação econômica da cidade: “Terra do Leite e do Potássio”. O município amazonense tem 37 mil habitantes, um rebanho de 82 mil bois e búfalos e fica sobre uma jazida de sais de potássio descoberta há pouco mais de uma década.

por Thaís Borges, Sue Branford e Maurício Torres, em Mongabay / IHU On-Line

A maior parte da produção mundial de potássio é utilizada como fertilizante agrícola – 95%, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração – Ibram. O Brasil é o terceiro maior consumidor mundial desse tipo de insumo e o agronegócio dificilmente sobreviveria sem o produto. De acordo com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, o país importa 70% do potássio consumido internamente. E liberar a exploração do minério na região de Autazes foi uma das prioridades anunciadas por Mourão na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, em março deste ano.

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A destruição da soberania brasileira e a debacle de ‘agendas ambientais’ nunca vista na história. Entrevista especial com Telma Monteiro

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Entre as inúmeras declarações polêmicas do governo Bolsonaro na condução da agenda ambiental em seu primeiro mandato, “o que nos atingiu neste ano desastroso no trato do meio ambiente foi a incompetência e o firme propósito de tornar o Brasil um deserto, um campo farto para a exploração de riquezas minerais, da extração de madeiras nobres da floresta, para a produção de commodities agrícolas”, diz Telma Monteiro à IHU On-Line.

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Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento. Por Eliane Brum

Por que a violência na Amazônia aumentou em 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes

No El País

Quando vi Erasmo Alves Teófilo pela primeira vez, o que me chamou a atenção foi aquele homem se movimentando muito rápido numa velha cadeira de plástico branca. Vítima de paralisia infantil, porque não havia vacina onde ele vivia, Erasmo não pode caminhar. Mas lidera. Este homem que só conta com uma cadeira de plástico branca luta pela vida de cerca de 300 famílias de agricultores familiares e pescadores na Volta Grande do Xingu, em Anapu, na Amazônia paraense, uma das regiões mais sangrentas da Amazônia. Este homem sem movimento nas pernas movimenta-se mais do que a maioria dos brasileiros para manter a floresta em pé. Hoje, ele também conta com pouco mais do que sua cadeira de plástico para escapar da morte.

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Hidrovía Amazónica, una amenaza para Perú y el planeta

Un proyecto de una hidrovía en la Amazonía pone en riesgo a las poblaciones afectadas y podría liberar a la atmósfera millones de toneladas de dióxido de carbono. Un panel alertó de la situación en la COP25 en Madrid.

DW / Servindi

La deforestación de la selva peruana no es el único problema al que deben enfrentarse las comunidades locales. Los habitantes ribereños de los ríos Huallaga, Ucayali, Marañón y Amazonas ven con temor la puesta en marcha de una hidrovía que atenta contra su supervivencia. El proyecto, impulsado por el gobierno peruano, fue uno de los últimos temas de discusión en el marco de los eventos paralelos que se suceden mientras se llevaban a cabo las negociaciones climáticas en Madrid (España).

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Brigadistas de Alter do Chão: juiz decide que competência da investigação é da Justiça Estadual

Alexandre Rizzi determinou a devolução de documentos originais apreendidos na operação Fogo do Sairé.

Por Sílvia Vieira, G1 Santarém

Nesta sexta-feira (13), o juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santarém, oeste do Pará, Alexandre Rizzi decidiu que a competência do caso dos incêndios na Área de Proteção Ambiental Alter do Chão é da Justiça Estadual. A decisão ocorre após pedido do Ministério Público Federal para transferir a competência do caso dos incêndios na APA Alter do Chão para a Justiça Federal.

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A Amazônia é uma questão de vida ou morte para todos nós. Precisamos lutar por ela. Por Jonathan Watts

Aqueles que se preocupam com a sobrevivência do planeta devem fazer mais do que expressar mensagens de apoio – a Amazônia é a nova ‘grande causa’ do mundo

Por Jonathan Watts, editor global de meio ambiente do The Guardian

Os incêndios na floresta tropical foram finalmente extintos com a chegada da estação das chuvas, mas ameaças e violências seguem intensas contra os guardiões da floresta. Eles precisam de apoio internacional para que a Amazônia esteja no centro da ação climática, em vez de ocupar apenas um lugar distante na linha de frente da guerra contra a natureza.

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COP 25: Declaração conjunta da sociedade civil sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira

CPT

Ontem (12), na COP 25 da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em Madri, na Espanha, um grupo de representantes de organizações e movimentos sociais, bem como parlamentares, apresentaram uma declaração conjunta, assinada por 110 organizações da sociedade civil, redes e movimentos sociais, entre elas a CPT e a Articulação das CPT’s da Amazônia sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira. Confira o documento na íntegra em anexo:

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Os povos indígenas são fundamentais na defesa da Amazónia

Em entrevista ao Esquerda.net, o antropólogo e indigenista Sydney Possuelo afirma que os índios passam por uma situação muito difícil no Brasil devido à política nefasta de Bolsonaro, que esvaziou a Funai para lhe retirar a possibilidade de agir contra as invasões dos territórios indígenas.

Por Luis Leiria, em Esquerda.net

Sydney Possuelo é um dos mais importantes indigenistas da história do Brasil. Dos seus 79 anos de vida, passou pelo menos 42 no mato. Foi ele, enquanto presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), que demarcou uma imensa extensão de terras para se tornarem territórios indígenas, ainda assim uma pequena parte do que estes povos tinham antes de chegar o homem branco. O território dos Yanomamis, por exemplo, tem uma área superior à de Portugal. Todos estes territórios estão atualmente ameaçados pela política do governo Bolsonaro, que retirou todo o financiamento à Funai, tornando-a totalmente inoperante. O sinal foi claro: estes territórios ficaram abertos para a entrada do agronegócio, para a entrada dos garimpeiros à procura de riquezas minerais. Isto é, para a ampliar a devastação da região, que o índio ajuda a preservar, pois depende dela para viver.

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