Assassinatos, desmatamento e roubo de terras: um laboratório do crime no meio da Amazônia

por Maurício Monteiro/Repórter Brasil

  • O município de Lábrea, no Amazonas, é um dos mais violentos e desmatados da Amazônia. A região combina localização remota, ausência de autoridades e completo caos fundiário. Essa fórmula catalisa a grilagem de terras, o desmatamento, a extração ilegal de madeira. No Seringal São Domingos, todo o sistema de destruição da selva – e a sua consequente violência – parece elevado à milésima potência.
  • O Seringal São Domingos é o balão de ensaio perfeito para diversos crimes. Mas a mãe de todos é a grilagem de terras. A absoluta falta de informações confiáveis sobre a quem pertencem, de fato, praticamente todos os lotes por ali torna possível sua apropriação ilegal, seja pelo uso da força, seja pela documentação criativa. No São Domingos, prevalecem os dois. “É uma região sem fim. Ninguém sabe quem está certo ou errado, se a terra é pública ou privada”, resume o defensor público do estado do Acre.
  • Lábrea é o segundo município de todo o bioma amazônico entre os mais críticos para a destruição da floresta. No ano passado, foi a quinta cidade da Amazônia Legal em incremento do desmatamento. Não por acaso, esteve na mesma posição do ranking das cidades que mais registraram queimadas entre janeiro e julho de 2019.
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Amazônia: assolada pela Covid 19 e o descaso do Estado Brasileiro

“A Amazônia Brasileira vive mais um dramático momento de sua história”. Em artigo, Laura Vicuña Pereira Manso analisa a conjuntura amazônida e a resistência dos povos frente ao coronavírus.

por Laura Vicuña Pereira Manso*, em Cimi

A Amazônia Brasileira vive mais um dramático momento de sua história. Inúmeros massacres e atrocidades foram cometidos contra os povos indígenas na região. Agora, em novo ataque, sofrem pelas faltas de políticas públicas para os povos amazônicos: ribeirinhos, seringueiros, quilombolas e os muitos migrantes que povoaram esta terra. A Amazônia sempre foi uma fronteira econômica para os grupos, que ávidos de dinheiro e poder, exploravam e continuam explorando a região, sem considerar o povo que habita estas terras e suas reais necessidades.

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Ação do MPF requer atuação imediata do governo federal para combater desmatamento na Amazônia

Caso foi levado à Justiça Federal no Amazonas por procuradores da República de toda a Amazônia; desmatamento na região alcançou índices históricos de aumento nos últimos meses

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal pedido de tutela antecipada para que o governo federal promova imediatamente medidas de comando e controle para a prevenção do desmatamento em pelo menos dez áreas de maior incidência do crime na Amazônia. A ação pede que a União, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) sejam obrigados a atuar em articulação para conter a ação de madeireiros, garimpeiros, grileiros, entre outros agentes nos hot spots do desmatamento.

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NOTA PÚBLICA – Amazônia diante da pandemia

A Articulação das CPTs da Amazônia denuncia, em nota pública, a situação dos estados da Amazônia Legal em decorrência da pandemia do novo coronavírus, especificamente em comunidades camponesas e tradicionais. Nesta quarta-feira, 22 de abril, Dia da Terra, o documento alerta para o iminente genocídio dessas populações e também ressalta a ação de atores como, grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros potencializada pela ausência de fiscalização e coibição por parte do Estado.

CPT

Confira a nota na íntegra:

AMAZÔNIA DIANTE DA PANDEMIA 

Assim como parte do mundo, o Brasil está entre os países atingidos pelo Coronavírus (Covid19) e os Povos da Amazônia têm vivenciado tempos difíceis, por conta da pandemia. 

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Amazonía: El coronavirus y las comunidades dependientes de los bosques

Por Caroline de Jong y Vicki Brown, en Forest People Programme / Servindi

El COVID-19 es una amenaza mundial, cuyos efectos completos aun desconocemos. Lo que si sabemos es que muchos pueblos indígenas y comunidades locales enfrentan en este momento, y seguirán enfrentando, desafíos más allá de los que todos estamos experimentando. En el Forest Peoples Programme estamos preocupados particularmente por aquellos pueblos y comunidades indígenas que viven en lugares remotos, alejados de los entornos urbanos, a menudo con una prestación de servicios médicos y de salud muy rudimentaria. Si este virus llega a las comunidades remotas, o cuando esto suceda, sus impactos serán sin duda alguna extremadamente severos.

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Nova alta do desmatamento na Amazônia

ClimaInfo

A Amazônia perdeu pelo menos 783 km2 de floresta entre janeiro e março, uma vez e meia mais do que o registrado no 1º trimestre de 2019. Só em março, o sistema DETER de monitoramento do desmatamento do INPE emitiu alertas de desmatamento de mais de 300 km2, 30% a mais do que o registrado em março de 2019. De agosto de 2019 até o final do último março, os alertas emitidos corresponderam a uma área de mais de 5.200 km2, o dobro do ocorrido no mesmo período no ano passado. O mais preocupante é que estamos na estação das chuvas, quando a área desmatada costuma cair. O dado foi comentado por André Borges, no Estadão.

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Resolução do CNJ para conter coronavírus nos presídios beneficia invasores de Terra Indígena na Amazônia

Decisão beneficia foragido na Operação Terra Protegida, realizada em setembro para combater grilagem de áreas públicas em Rondônia; ONG que atua junto aos Uru-Eu-Wau-Wau teme que os acusados levem a pandemia para aldeias e povos isolados

Por Maria Fernanda Ribeiro, em De Olho nos Ruralistas

Três invasores da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, nos municípios de Nova Mamoré e Campo Novo, foram beneficiados com a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa conter o avanço da pandemia do coronavírus no sistema carcerário brasileiro e tiveram suas prisões preventivas suspensas.

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Invasão de madeireiros no “arco do desmatamento” aumenta risco de contágio na Amazônia

Indígenas relatam intimidações por homens armados nos castanhais e açaizais; fiscalizações em campo diminuem, enquanto falta estrutura para atendimento a casos graves de Covid-19 entre os povos da floresta

Por Caio de Freitas Paes, em De Olho nos Ruralistas

Pouco a pouco, o coronavírus avança na Amazônia. Não é exagero dizer que a doença tem potencial para provocar um verdadeiro genocídio dos povos da floresta. Além da estrutura de atendimento concentrada nas capitais, já sobrecarregada, há um fator que dificulta ainda mais o combate à pandemia: as constantes invasões em terras indígenas e unidades de conservação. O povo Mura denuncia uma investida de grileiros e madeireiros que começou em plena pandemia. Os invasores ocupam áreas à beira de sua reserva, a Terra Indígena Lago Capanã, em Manicoré (AM).

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