Compradores de gado na Amazônia não podem dizer que adquirem carne livre de desmatamento, diz MPF

Auditoria em 23 frigoríficos do Pará mostra avanços na regulação do setor, mas irregularidades como ‘lavagem de gado’ e criação de animais em áreas desmatadas continuam afetando a cadeia produtiva

Por Catarina Barbosa, no Repórter Brasil

Toda empresa que compra gado ou carne na Amazônia, seja um frigorífico ou uma rede de supermercados, acaba adquirindo animais criados em áreas desmatadas. A conclusão é do procurador Daniel Azeredo, do Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA), que apresentou na terça-feira (12) os resultados do monitoramento realizado desde 2009 na cadeia produtiva da carne paraense.

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“Eles combinaram de destruir a Amazônia, mas nós combinamos de defendê-la”: leia a carta dos Povos da Amazônia

Documento é resultado de debate realizado com lideranças de diferentes partes durante o seminário ‘Amazônia: territórios de lutas e resistência´, realizado no início de novembro, em Santarém (PA).

por Terra de Direitos / CPT

Em um momento em que os olhos do Brasil se voltam para a Amazônia – que tem sido palco de intensos conflitos e violações de direitos – os povos da região reafirmam na Carta dos Povos da Amazônia o compromisso de defesa coletiva de seus territórios. Assinado por 26 organizações e movimentos sociais, o documento denuncia o avanço de um modelo de desenvolvimento baseado na exploração e na violência e reivindicam o respeito aos modos tradicionais de vida dos ocos da região.

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Desmatamento legal e ilegal andam lado a lado em Mato Grosso

O Mato Grosso é o maior produtor de madeira tropical da Amazônia e tem quase 40% dessa produção realizada de forma ilegal. Dos dez municípios que concentram 72% da área explorada ilegalmente, oito estão no ranking dos maiores produtores de madeira legalizada. Os dados fazem parte de um estudo publicado recentemente pelo Instituto Centro de Vida (ICV).

por Caio Mota – Proteja Amazônia com informações do ICV / CPT

Existe uma linha tênue entre o que é legal e ilegal no estado que também é o segundo que mais desmata a floresta Amazônica e foi campeão em número de incêndios, em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).  

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O desafio de levar música às comunidades ribeirinhas da Amazônia

Um trabalho amazônico em um momento em que a mata grita por socorro ante a fúria dos predadores

por Oliviero Pluviano*, em CartaCapital

Recentemente conclui um mês inteiro na Amazônia a bordo da Gaia, a minha gaiola, uma embarcação de madeira com dois andares de convés, cheio de redes, típico desses rios. Levamos o cinema até as comunidades do Rio Paru, em uma zona perdida entre os confins do Pará e o Amapá, e apresentamos pela primeira vez a ópera para os ribeirinhos do Rio Arapiuns, afluente do Tapajós, com a presença de dois tenores italianos doc, provenientes de Modena, terra de Luciano Pavarotti. 

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No Sínodo da Amazônia, um futuro possível ao planeta

Encontro, inovador desde seu início, escutou os descontentamentos e pedidos de povos originários da região. Perante ataques da extrema-direita, Papa Francisco cita: “tem gente que não é capaz de amar ninguém, então diz que ama a Deus”

por Roberto Malvezzi (Gogó)*, em Outras Palavras

O processo de preparação do Sínodo levou mais de 3 anos em território brasileiro. Foram realizados 16 seminários regionais e mais um Pan-Amazônico. Desse processo, inclusive da consulta sinodal enviada pelo Vaticano, participaram cerca de 87 mil pessoas.

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Desnutrição, abusos e mortes fazem da Amazônia o pior lugar do Brasil para ser criança

“Muita gente se importa com a Amazônia. O gringo se importa, o governo diz que se importa, mas será que eles sabem que a gente existe? Que aqui não é só mato e água doce?”, questiona a assistente social Glinda Sousa Farias, de 25 anos. Ela nasceu e cresceu em Breves (PA), cidade de 92 mil habitantes considerada a “capital” da Ilha do Marajó. Essa região, cercada por praias e belezas naturais, tem um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) mais baixos do país.

por Ligia Guimarães, em BBC News Brasil em São Paulo

Dias antes, a assistente social havia sido 1 dos 11 profissionais que resgataram uma criança na zona rural de Breves após denúncia de abuso. Uma menina teria sido violentada pelo próprio avô e mais um familiar, na casa dele. Depois de viajar horas pelo rio em uma embarcação a motor, encontraram a menina Sandra*, 13 anos, chorando sem parar em frente à casa de palafita. O irmão da adolescente, também menor de idade, teria presenciado a cena.

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Para que o made in Brazil não tenha sangue indígena

Na Europa, lideranças dos povos originários alertam: corporações do continente são os que mais financiam a devastação da Amazônia. Nas exportações, a brutalidade anti-indigenista: assassinatos, queimadas e invasão de terras

Por Camila Rossi, em Outras Palavras

De 17 de outubro a 20 de novembro, uma comitiva de lideranças indígenas visitará 12 países europeus para denunciar as graves violações que estão ocorrendo aos povos indígenas e ao meio ambiente do Brasil desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro deste ano.

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“A Igreja sempre defendeu os direitos dos povos indígenas”

Em entrevista, Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu, afirma que Sínodo para a Amazônia colocou indígenas no centro da atenção e que Igreja Católica vai exigir, como sempre fez, que o governo brasileiro os proteja.

por Nádia Pontes (do Vaticano), em DW

Aos 80 anos, Dom Erwin Kräutler não se limita a temas referentes à Igreja Católica. Bispo emérito do Xingu, ele é conhecido como grande defensor dos direitos indígenas e da Floresta Amazônica. Em 2010, recebeu o prêmio Right Livelihood Award, conhecido como Nobel Alternativo, por seu trabalho.

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Sínodo: A urgência de uma ecologia integral e outras formas de relações com a Casa Comum

Casa Comum e Bem Viver e os novos caminhos para uma ecologia integral. A responsabilidade com o planeta e o convite para a superação da lógica que se firma na “globalização da indiferença”.

Por Guilherme Cavalli, no Cimi

O Papa Francisco traz na encíclica Laudato Si (LS) a preocupação com a “Casa Comum”. Indígenas e comunidade tradicionais têm no centro de sua vida o “território” e “Bem Viver”. Com similar conotação, descrevem a responsabilidade com o planeta e convidam para a superação da lógica que se firma na “globalização da indiferença”, intensificada pelo livre mercado e resultante numa “falsa, vaga e ingênua inclusão social” (cf. EG 54).

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