Brasil é muito vulnerável à crise climática; aposta na economia fóssil só agravará os riscos. Projeto apresentado pela Petrobras não é seguro e pode abrir brechas para desastres. Há caminhos para outro desenvolvimento
Em 2024, sofremos um aquecimento médio global superficial, terrestre e marítimo combinados, de 1,55ºC acima do chamado período pré-industrial (1850-1900). Trata-se de um aquecimento sem precedentes na história das civilizações humanas e, provavelmente, nos últimos 125 mil anos. O sistema econômico globalizado movido a combustíveis fósseis e a desmatamento está provocando o início do sexto evento de extinção em massa de espécies nos últimos 445 milhões de anos. Em 2022, o próprio Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) admitiu: “A extensão e magnitude dos impactos das mudanças climáticas são maiores do que as estimadas nas avaliações anteriores”. A aceleração do aquecimento é inequívoca. Demorou quase um século (1920-2015) para o aquecimento atingir 1ºC acima do período 1850-1900. Mas em apenas 10 anos (2015-2024) atingimos 1,55ºC, com um salto de 0,4ºC nos últimos dois anos! (mais…)
