Rede Mulher realiza Assembleia e reúne cerca de 90 mulheres em Remanso

Por Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

Acolhida, análise de conjuntura, discussões e oficinas de artesanato, culinária e cadernetas agroecológicas fizeram parte da 20ª Assembleia da Rede Mulher do Território Sertão do São Francisco, realizada entre os dias 19 e 21 de agosto, em Remanso-BA. O primeiro encontro presencial da Rede Mulher após o início da pandemia da Covid-19, reuniu cerca de 90 mulheres representantes dos 10 municípios que integram o Território Sertão do São Francisco. (mais…)

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Alienígenas e o antropocentrismo. Por Mauro Luis Iasi

Somos como borboletas que voam por um dia e acham que é para sempre.
Carl Sagan

No Blog da Boitempo

Umas das coisas que sempre me causou um certo estranhamento é a obsessão dos seres humanos na busca por formas de vida alienígena, normalmente voltando sua curiosidade para as estrelas, outros planetas e o espaço profundo. Talvez seja a expressão de um certo dilema existencial, um receio imenso de não estarmos sozinhos, um medo causado diante da constatação de nossa enorme insignificância na ordem das coisas e da dimensão do universo. (mais…)

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Democracia por um fio. Por Boaventura de Sousa Santos

Blog da Boitempo

Vivemos tempos paradoxais. Durante muito tempo depois da Revolução Francesa, as forças políticas de esquerda foram as mais relutantes em aceitar os limites da democracia liberal. Para vastos e respeitáveis setores de esquerda, a democracia liberal era um regime desenhado para favorecer os interesses das elites e das classes dominantes. Pese embora o fraseado inclusivo (“nós, o povo”, “governo da maioria para benefício da maioria”), a verdade é que os mecanismos tradicionais da exclusão social (desigualdade social, racismo, sexismo) continuavam a reproduzir-se sob fachada democrática. A divisão a este respeito entre as forças de esquerda chegou a ser dramática e, de fato, causou feridas que até hoje não se curaram. Para uns, socialistas e socialdemocratas, esses limites eram ultrapassáveis, mas, para o serem, era necessário entrar no jogo democrático liberal e aceitar transformações parciais progressivamente mais avançadas. Para outros, comunistas e socialistas revolucionários, tais limites eram inultrapassáveis e, de duas uma, ou se inventava outro modelo de democracia verdadeiramente inclusivo ou se recorria à revolução, com o (eventual) recurso às armas. No rescaldo das revoluções de 1848, a divisão pareceu resolvida a favor da democracia liberal. Mas foi sol de pouca dura. A Comuna de Paris de 1871 e a Revolução Russa de 1917 vieram dar nova vida à opção entre democracia liberal e democracia não liberal (radical, direta) ou revolução. O século XX foi um período de tensão permanente entre estas opções, com intensidades diferentes nas diferentes regiões do mundo. Os próprios movimentos de libertação anticolonial viveram essa divisão. Depois do colapso da União Soviética (1989-1991), voltou-se a acreditar que a divisão tinha de novo sido superada pela vitória, agora irreversível, da democracia liberal.  Em que consiste, pois, o paradoxo? (mais…)

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Como agregar as várias cidadanias deste país? O desafio de criar um imaginário mobilizador. Entrevista especial com Cândido Grzybowski

“As soluções dominantes que estão no ar não servem para nada”, afirma o ex-diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase ao comentar os desafios políticos contemporâneos

Por: Patricia Fachin, em IHU

A leitura da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!” na quinta-feira, 11-08-2022, foi “uma novidade a saudar” no sentido que é uma manifestação da ação cidadã, disse Cândido Grzybowski. Entretanto, adverte, é preciso mais do que atos desse tipo. “Felicito o ato de leitura da carta pública porque mostra que está preocupado com a situação do país, mas isso tem que ser mais do que uma declaração pela institucionalidade democrática. Nós precisamos de muito mais. Se olhar bem, a conciliação de classe que nos levou a isso aí está embutida na Constituição de 88 e esse é o câncer que temos: que para governar tem que ser conciliador, quando, na verdade, para governar, temos que fazer certas rupturas”, observa. (mais…)

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O julgamento de Bolsonaro. Por Valerio Arcary

Depois da eleição, a grande questão colocada será o destino de Jair Bolsonaro

No A Terra é Redonda

“Aqueles que fazem revoluções pela metade, não fazem senão cavar uma sepultura onde serão enterrados”
(Antoine de Saint-Just, Relatório à Convenção, 3 de março de 1794).
“Nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade” (Antoine de Saint-Just).

O PT tem tido vários acertos táticos, mas insiste em uma estratégia errada. Está certa a tática de unidade na ação para o próximo dia 11 de agosto com todas as forças sociais e políticas, inclusive a Fiesp e a Febraban que reúnem a fração mais poderosa dos capitalistas brasileiros, que subscreveram os manifestos em defesa da legitimidade do processo eleitoral. A orientação de disputa nas ruas da supremacia contra a mobilização neofascista que sustenta a chantagem golpista de Bolsonaro para o 7 de setembro está correta, também.

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A traição da esquerda. Por Slavoj Žižek

IHU

“O eixo antieuropeu que une Putin com certas tendências nos Estados Unidos é um dos elementos mais perigosos da política hoje. Se governos africanos, asiáticos e latino-americanos seguirem seus velhos instintos antieuropeus e se inclinarem na direção da Rússia, teremos entrado num triste mundo novo em que aqueles no poder se abraçam uns aos outros em solidariedade cerrada. Nesse mundo, o que aconteceria às vítimas marginalizadas e oprimidas de um poder que não presta contas, que a esquerda tradicionalmente defende?”, escreve Slavoj Žižek, escritor e filósofo esloveno, em artigo publicado por Project Syndicate, 11-07-2022. A tradução é do Coletivo UniNômade.

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Na superação do enigma das revoltas de 2013 reside a compreensão das necessidades para uma vida melhor. Entrevista Especial com Roberto Andrés

Para o professor, ainda não compreendemos plenamente o que levou uma multidão às ruas, e se não olharmos urgentemente além de uma maquiada recuperação econômica viveremos traumas que golpearão a já frágil democracia

Por: João Vitor Santos, em IHU

O cenário econômico e social do Brasil de 2012 e 2013 era muito diferente do atual. Programas sociais galgavam conquistas que levavam à emancipação de muitas famílias, vivíamos praticamente em estado de pleno emprego, PIB lá em cima e inflação controlada, mais acessos a universidades, facilidades para aquisição de imóveis e até para comprar ou trocar de carro. Ainda assim, em junho de 2013 uma legião se levantou para protestar contra aquilo que não era dito nos bons indicadores, mas que perturbava. Isso fez com que muitas pessoas, inclusive em setores da esquerda, não compreendessem essa explosão. Para o urbanista e professor Roberto Andrés, é preciso fazer memória àquele junho porque ainda não compreendemos o que passou e suas consequências. “Esse enigma de 2013 segue nos desafiando até hoje e talvez ele talvez ele diga respeito a como nossa sociedade enxerga e analisa seu próprio funcionamento”, aponta.

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