Boaventura de Sousa Santos analisa a situação da Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, passando pelo desenvolvimento da social-democracia até a destruição dos pilares que a sustentam.
O que até há pouco chamávamos Europa Ocidental era o conjunto de países que, no final da Segunda Guerra Mundial, ficaram sob a influência dos EUA, para cá da “Cortina de Ferro”, como então se designava a linha que separava os países capitalistas e os países socialistas, estes sob a influência da União Soviética. A Alemanha ficou dividida em duas, a Oriental e a Ocidental, separadas pelo Muro de Berlim. As duas Alemanhas eram os países mais industrializados dos dois blocos. Logo que terminou a guerra, instalou-se a competição entre os dois sistemas políticos e econômicos vigentes na Europa. A primeira tarefa era a reconstrução, pois a Europa estava arrasada. No lado ocidental, sob a tutela dos EUA, o Plano Marshall (1948-1951) foi um vasto plano de recuperação da Europa, com avultados recursos financeiros, metade dos quais reservados à Inglaterra.
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