Chauí: No pós-Bolsonaro, enfrentar o neoliberalismo

Aos 80 anos, pensadora vê a hercúlea batalha da esquerda de reconstrução política e social. Terá de enfrentar uma sociedade hierárquica e elitista, que viu em Bolsonaro o palhaço do circo, enquanto formava o picadeiro de desmonte do Estado

por Fundação Perseu Abramo, Outras Palavras

Aos 80 anos, Marilena Chauí se mantém uma crítica feroz do neoliberalismo e da agenda imposta ao Brasil desde a derrubada de Dilma Rousseff da Presidência da República em 2016. Ela não tem papas na língua ao apontar a atuação irresponsável da burguesia nacional, carente de projetos para a Nação, e indiferente ao desmantelamento institucional que o país experimenta nos últimos cinco anos.

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“Governos de direita são bons em destruir, mas ruins em construir”, diz Boaventura

Para o sociólogo português, o Brasil vive hoje um enorme desastre que a população ainda não conseguiu perceber

Ayrton Centeno, Brasil de Fato

Autor traduzido em cinco idiomas, com dezenas de livros publicados, Boaventura de Sousa Santos é um crítico implacável do neoliberalismo e da ascensão da direita de corte fascista. Professor nas universidades de Coimbra e Wisconsin-Madison, é autoridade internacional em sociologia do direito, direitos humanos, globalização, democracia e participação popular.

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“Uma Marcha da Família com Deus, sozinha, não fará verão”, diz jurista

Para Belisário Santos Jr, da Comissão Arns, “não somos o país de 1964” e manifestações bolsonaristas de 7 de setembro não terão força para abalar as instituições democráticas

Por Marina Amaral, Agência Pública

Com 20 anos de idade, ainda estudante de Direito, Belisário Santos Júnior já trabalhava na defesa dos presos políticos na ditadura militar. Foi o início de uma trajetória de mais de 50 anos dedicados aos direitos humanos, passando pela Comissão de Justiça e Paz, Comissão de Mortos e Desaparecidos e depois pela presidência da Comissão de Indenização à Tortura do Estado de São Paulo, criada por ele. Também foi secretário de Justiça e Cidadania do ex-governador Mário Covas entre 1995 e 2000, período em que criou o Plano Estadual de Direitos Humanos. 

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A última saída para o socialismo. Por Slavoj Žižek

Slavoj Žižek escreve à Jacobin sobre como a explosão das crises ecológicas pelo mundo apresenta a necessidade de uma derradeira solução para a humanidade e outros seres na Terra. Será que o socialismo pode ser nossa rota de fuga ou já é tarde demais?

Na Jacobin

Os últimos dados deixam claro que, mesmo após a disseminação (muito desigual) da vacinação, não podemos nos dar ao luxo de relaxar e voltar ao antigo normal.

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Temos de discutir a realidade do país, e não a agenda de Bolsonaro, diz sociólogo

Ao trazer fuzil ao lugar do feijão, presidente foge da perda de renda. “Temos que olhar menos para ele, mais para a realidade”, diz Cândido Grzybowski

Por Eduardo Maretti, da RBA

As falas de Jair Bolsonaro, aparentemente insanas e absurdas, como as desta sexta-feira (27), escondem debates estruturais que a sociedade brasileira deveria ter como prioridade. “Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, disse o chefe de governo de um dos mais importantes países do mundo, a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. A agenda de Bolsonaro de hoje também repetiu ataque ao Tribunal Superior eleitoral, afirmando que “o câncer já foi lá para o TSE”. Em tom de ameaça, continuou: “Tem que botar um ponto final nisso”.

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A recuperação do legado crítico. Por Slavoj Žižek

A ordem capitalista global está, outra vez, se aproximando de uma crise, e o legado crítico radical desaparecido terá de ser ressuscitado

Em A Terra é Redonda

O avanço do populismo de direita no Leste europeu formou o que chamo de um novo eixo do mal – e ele precisa ser confrontado e derrotado. O populismo nacionalista conservador está de volta, trinta e dois anos depois da queda dos regimes socialistas no Leste Europeu, e ele quer vingança. A recente mudança de rumo de países pós-socialistas como a Hungria, a Polônia e a Eslovênia em uma direção conservadora e iliberal nos preocupa. Como foi que as coisas deram tão errado? Talvez estejamos pagando o preço de algo que desapareceu quando o socialismo foi substituído pela democracia capitalista. E não se trata do próprio socialismo, mas daquilo que mediou essa passagem.

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Crise de Estado e crise da hegemonia fascista

Se a estratégia do golpe vencer, este não distinguirá liberais, comunistas, católicos ou protestantes, social democratas de esquerda e de direita, de centristas democráticos

Por Tarso Genro, em A Terra é Redonda

A crise de Estado em curso poderá ser superada dentro da ordem, mas ela deixará sequelas irremovíveis no futuro democrático do país se uma saída não for construída a tempo. Está em curso, também, uma crise da hegemonia fascista sobre as políticas de Estado, que abrem perspectivas de luta e redenção democrática, que demandam talento e organização para a meia-volta da ditadura.

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