O banqueiro e o sem-terra

“Haverá futuro para o Brasil e o mundo enquanto o capital financeiro tratar o planeta como um imenso cassino e perseguir, como prioridade, o aumento de sua riqueza privada?”, questiona Frei Betto, escritor, autor de ”Por uma educação crítica e participativa” (Rocco), entre outros livros. Eis o artigo. 

No IHU

Terça, 10 de maio de 2005, São Paulo, capital. A pedido de Olavo Setúbal que, com frequência, me convidava para almoçar na sede do banco Itaú, no Jabaquara, daquela vez levei João Pedro Stédile, dirigente do MST. Homem culto e aberto, o banqueiro já me havia dito que preferia conversar com quem não pensava como ele.

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O delírio liberal-fascista. Por Tarso Genro

As mentiras fragmentárias em sequência transformaram a locução presidencial em disseminação de mentiras absolutas.

Em A Terra é Redonda

Bom lembrar, neste momento de crise nacional, as suas raízes no tempo social. As tarefas históricas não resolvidas, o crescimento de uma burocracia que reproduz – no interior da estrutura do Estado – as divisões de classe e de renda que existem na sociedade, bem como a formação cultural das elites governantes, dizem muito sobre o estado da nossa crise.

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“Bolsonaro é um candidato fortíssimo e as instituições estão em colapso”, alerta Marcos Nobre

Por Laércio Portela, no Marco Zero Conteúdo

Para aqueles que acham que o presidente Jair Bolsonaro está enfraquecido e chegará cambaleante à eleição presidencial de 2022, uma conversa com o cientista social e professor da Unicamp Marcos Nobre serve como um choque de realidade. Para Nobre, o apoio a Bolsonaro só deve crescer daqui até a disputa eleitoral com a ampliação da vacinação e a melhora gradual da economia.

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Para Boaventura, será preciso se manter nas ruas para garantir ‘eleições livres’ em 2022

Sociólogo português afirma que omissão de jornais sobre atos de sábado mostra que “elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada”

Por Vitor Nuzzi, da RBA

A omissão em parte do noticiário das manifestações do último sábado (29) é demonstração de que “as elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada” sobre a democracia, segundo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. “Penso que se não houver gente na rua até 2022 podemos ver o processo (político-eleitoral) altamente comprometido”, afirmou o professor e diretor emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Ao lado do cineasta Silvio Tendler, ele participou, ontem (31) à noite, de debate organizado pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (SinproRio), que está completando 90 anos.

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A crise do progressismo pode ensejar o surgimento de um novo ciclo, marcado pela forte atuação dos movimentos sociais e de “partidos-movimento”? Entrevista especial com Juliano Medeiros

Para o historiador e líder político, a novidade está no fato de os movimentos de nosso tempo terem outra configuração que busca a superação das crises da combalida democracia liberal

Por Ricardo Machado, no IHU

Quando as perspectivas políticas mais à esquerda chegaram ao poder, especialmente na América Latina, logo se descobriu que há posições à direita da esquerda ou mais ao centro, se formos levar em conta espectros políticos maiores. Para o historiador, pesquisador e líder partidário Juliano Medeiros, esse modelo foi, na verdade, ungido pelo ideal de democracia liberal. Fato é que tudo isso ruiu. “A crise da democracia liberal se revela no crescente ceticismo manifestado por milhares de pessoas em todo o mundo, seja através do surgimento de processos de contestação, seja pelo fortalecimento de forças políticas que prometem superar os limites da democracia liberal dando voz às maiorias excluídas das decisões que realmente afetam sua vida”, avalia Juliano, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Pela graça de Deus. Por Marilena Chaui

O “autoritarismo social” como origem e forma da violência no Brasil.

Em A Terra é Redonda

Desde a Idade Média até a Revolução Francesa, um homem se tornava rei por meio de uma cerimônia religiosa na qual era ungido e consagrado pelo papa. A cerimônia possuía quatro funções principais: em primeiro lugar, afirmar que rei é escolhido por uma graça divina, sendo rei pela graça de Deus, devendo representa-lo na Terra (ou seja, não representa os súditos, mas Deus); em segundo, que o rei é divinizado, passando a ter, além de seu corpo humano mortal, um corpo místico imortal, seu corpo político; em terceiro, que o rei é Pai da Justiça, isto é, sua vontade é lei (ou como diz o adágio: o que apraz ao rei tem força de lei); em quarto, que é Marido da Terra, isto é, o reino é seu patrimônio pessoal para fazer dele e nele o que quiser.

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O vírus mais contagiante. Por Maria Rita Kehl

Reflexões sobre a banalização da maldade durante o governo de Jair. M. Bolsonaro.

Em  A Terra é Redonda

Seria bom escrever que o vírus mais contagiante é o da esperança. Ou o da solidariedade universal. Talvez até seja verdade – haja vista a melhora no ânimo das esquerdas desde o momento em que Lula despontou como candidato apto a derrotar Bolsonaro em todas as pesquisas.

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