Lição de Bob Kennedy: Trump e o peido-de-velha. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

De saída, vou logo avisando: o que sei sobre a eleição nos Estados Unidos é apenas aquilo que vejo no noticiário televisivo e na mídia impressa. Não consigo explicar a apuração que foi mais demorada do que preparação de maniçoba. Não entendo bulhufas de política internacional. Mas conheço o bairro de Aparecida. Por isso, se o leitor me permite, arrisco aqui alguns palpites sobre a vitória de Joe Biden, graças à lição que o Partido Democrata aprendeu com Bobby Kennedy na sua passagem por Manaus, em novembro de 1965. Será?  

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Žižek: Chile e Bolívia, entre duas normalizações

Ao contrário do que ocorre na Bolívia, com a vitória eleitoral de Arce, os chilenos não contam com uma ordem previamente estabelecida à qual retornar: terão que construir cuidadosamente uma nova normalidade para a qual nem mesmo os gloriosos anos do governo Allende podem realmente servir de modelo. Esse caminho é repleto de perigos.

Por Slavoj Žižek, no Blog da Boitempo

Dois acontecimentos recentes trouxeram alguma esperança a estes tempos sombrios. Me refiro evidentemente às eleições na Bolívia e ao referendo APRUEBO no Chile. Em ambos os casos vemos uma rara sobreposição de democracia “formal” (eleições livres) e vontade popular substancial. Menciono os dois acontecimentos juntos porque embora pense que o que ocorreu na Bolívia seja diferente do que está acontecendo no Chile, espero que ambos compartilhem o mesmo objetivo de longo prazo.

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Roberto Requião: “Teria o PT se transformado no Partidão?”

No Blog do Esmael

No dia 21 de setembro, às vésperas da primavera (algum simbolismo?), participei também do lançamento do “Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil” proposto pelo PT. E, mais uma vez, fiquei com a sensação da incompletude, de que minha fome, voracíssima fome, por um programa revolucionário, verdadeiramente transformador para as nossas desgraças tão antigas e encrostadas, ficou na vontade de comer.

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Os intelectuais e a decadência ideológica. Por Mauro Luis Iasi

O que parece incomodar uma certa intelectualidade conservadora que ainda procura preservar seu verniz de sofisticação, é que hoje essa sua função pode muito bem ser exercida por um conjunto de desqualificados e toscos representantes de um conservadorismo tacanho: Mainardis, Olavos, Constantinos et caterva.

No Blog da Boitempo

“Seria possível dizer que todos os homens são intelectuais,
mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais”.
ANTONIO GRAMSCI

Quando Gramsci afirma que todos são intelectuais, assim como em outro momento afirmou que todos eram filósofos, não está abolindo as distinções que se apresentam nas diversas funções específicas presentes na divisão do trabalho. Na sequência da frase que aqui nos serve de epígrafe, o comunista sardo nos diz que alguém pode eventualmente fritar um ovo ou costurar um paletó rasgado sem que com isso se torne um cozinheiro ou um alfaiate.

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Miguel de Barros: “Vivo num país que não suporta imposição em nome da “libertação” da opressão”

O sociólogo e activista esteve à conversa com a BANTUMEN numa entrevista sobre a situação atual e os desafios colocados ao continente africano, no geral, e à Guiné-Bissau em particular.

Por Marisa Rodrigues, Batumen

Miguel de Barros é um Sociólogo e ativista guineense, especializado em Planeamento pelo ISCTE (Portugal). É igualmente Co-fundador do Centro de Estudos Sociais Amilcar Cabral – CESAC (Guiné-Bissau), Investigador no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa – CEI/IUL-ISCTE (Portugal); Investigador no Centro de Estudios Internacionales Epistemología de Frontera y Economía Psicopolítica de la Cultura, Universidad de La Frontera (Chile) e Pesquisador no Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro – NETCCON/URFJ (Brasil) e membro do Conselho para o Desenvolvimento de Pesquisa em Ciências Sociais em África – CODESRIA (SENEGAL) e do Concelho Estratégico da Rede Internacional das Periferias – RIP (BRASIL).

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O fogo da conjuntura pode chegar à pradaria?

Quando o fogo ameaça avançar na pradaria, o movimento dos ventos cria falsas premissas, levando o bombeiro a considerar que o incêndio está sob controle, quando na verdade eles está cercado ou faz parte do incêndio.

Por Milton Pinheiro, no Blog da Boitempo

Quando o fogo ameaça avançar na pradaria, o movimento dos ventos cria falsas premissas, levando o bombeiro a considerar que o incêndio está sob controle, quando na verdade ele está cercado ou faz parte do incêndio. A complexidade da conjuntura, em sua espiral dialética, com a contradição principal e questões secundárias, apresenta variantes que nos informam que precisamos estabelecer um conjunto tático na cena política de crise marcada pela pandemia que, na presente relação de forças na luta de classes, elenque a ordem das contradições.

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