Bruno e Dom seguem sendo assassinados

No momento em que o luto se encerra para os indígenas do Vale do Javari, o Congresso brasileiro dá mais um golpe que pode ser fatal para a Amazônia e seus povos

por BETO MARUBO, FABRÍCIO AMORIM e HELENA PALMQUIST, em Sumaúma

Quando o indigenista Bruno Pereira foi morto no Vale do Javari, em junho de 2022, os oito povos indígenas contatados da região se fecharam em luto, cada um segundo seu rito próprio. O povo Kanamari fez seu ritual de luto por um ano inteiro, como é costume dele quando morre um parente: os sobreviventes raspam os cabelos, alguns cultivos são interditados, certos tipos de artesanato deixam de ser confeccionados e a memória do falecido é regada com cantos e lágrimas. A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), organização para a qual Bruno trabalhava quando foi assassinado, mudou sua logomarca em sinal de luto. Ela, que antes continha um desenho de montanhas, palmeiras e um pássaro em um círculo, passou a ostentar uma fita preta. Em 5 de junho de 2023, o luto se encerra e a logomarca da Univaja voltará a representar o Vale do Javari. A fita preta vai desaparecer, mas as intensas relações que Bruno construiu com os povos do Javari e de todo o Brasil estarão vivas. (mais…)

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Um ano depois de assassinados, legado de Bruno e Dom em defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas é perpetuado por jornalistas

ClimaInfo

5 de junho de 2022. O tempo pode passar rápido para a maioria das pessoas, mas para quem era próximo do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, o último ano pareceu ter durado muito mais. Para além da dor da perda repentina e injustificada e da revolta pelo crime hediondo, amigos e familiares da dupla buscaram inspiração no trabalho deixado por eles para levar adiante aquilo que mais aquecia seus corações: a defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas que nela vivem. (mais…)

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Família dona do avião com maconha tem história de grilagem e assassinato de sem-terra

Marcos Bengtson, administrador de serviços na Igreja do Evangelho Quadrangular, responde em liberdade a processo por morte de camponês; o pai Josué, tio da senadora Damares Alves, perdeu o mandato em 2018 por enriquecimento ilícito na ‘máfia das ambulâncias’

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

A Polícia Federal apreendeu no sábado (27) um avião carregado com 290 quilos de skunk, um tipo de maconha concentrada, no Aeroporto Internacional de Belém. Um homem foi preso em flagrante e teve o celular apreendido. A droga ocupava todo o espaço da aeronave, fora os assentos para um passageiro e o piloto. O avião, que estava em um hangar de voos particulares, pertence à Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), que fundada e liderada por um tio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), Josué Bengtson. (mais…)

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Coletivo divulga manifesto por justiça em ‘Massacre do Abacaxis’, no AM, e denuncia interferência nas investigações

O “Coletivo Pelos Povos do Abacaxis”, composto por 17 organizações da sociedade civil, divulgou o manifesto “Massacre do Abacaxis: uma operação de extermínio”, na quarta-feira (17)

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI REGIONAL NORTE 1

O “Coletivo Pelos Povos do Abacaxis”, que tem a participação de 17 organizações da sociedade civil, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), divulgou, nesta quarta-feira, 17.05, o manifesto “Massacre do Abacaxis: uma operação de extermínio”, durante entrevista coletiva realizada na Cúria Metropolitana de Manaus, no Centro da capital do Amazonas. A carta é um pedido de justiça pelos crimes cometidos, em 2020, por integrantes, à época, da alta cúpula de segurança do Estado, contra os povos que habitam os rios Abacaxis e Mari-Mari, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba (distante 135 km de Manaus). (mais…)

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Em grave violação ao júri popular, TJ-PR anula condenação de ruralista por assassinato

Camponês Sebastião Camargo foi assassinato há 25 anos. Diante de impunidade do ruralista, Comissão Interamericana recomendou a responsabilização dos envolvidos

Por Terra de Direitos / MST

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acolheu, nesta quinta-feira (18), um recurso da defesa do ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, Marcos Prochet, acusado do assassinato do trabalhador rural Sem Terra Sebastião Camargo, morto em 1998, em Marilena (PR). Com isso, pela terceira vez a condenação do ruralista – condenado por júri popular – foi anulada. (mais…)

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Massacre do Abacaxis: uma operação de extermínio

Nesta quarta-feira, 17, em coletiva de imprensa na Cúria da Arquidiocese de Manaus, o Coletivo Pelos Povos do Abacaxis e outras redes de defesa dos povos da Amazônia anunciaram que receberam com “alívio e esperança” a notícia do indiciamento de integrantes da alta cúpula de segurança do Estado do Amazonas como supostos mandantes do chamado “Massacre do Abacaxis”, ocorrido em agosto de 2020, quando quatro ribeirinhos e dois indígenas Munduruku foram mortos a tiros durante uma ação policial. A CPT e o CIMI estão entre as 17 organizações que assinam a nota emitida pelo Coletivo.

CPT

No documento, movimentos e organizações sociais voltam a cobrar celeridade na identificação e responsabilização dos envolvidos no episódio. (mais…)

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MPF quer saber paradeiro de placa em homenagem a Stuart Angel

Estudante e militante foi torturado e morto durante o regime militar

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) cobrou informações sobre o paradeiro de uma placa em homenagem ao estudante Stuart Angel, assassinado sob tortura na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, em 1971. O objeto estava em um memorial na sede de Remo do Flamengo, na Lagoa, clube do qual Stuart era atleta, e de lá foi retirada durante as Olimpíadas do Rio, em 2016. O Clube de Regatas do Flamengo tem o prazo de dez dias para prestar esclarecimentos ao MPF. (mais…)

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