Exclusivo: A desastrosa Operação do Exército que levou à morte de Evaldo Rosa

Desconhecida até agora, Operação Muquiço efetivamente ocupou favela no Rio de Janeiro e teve legalidade questionada pelo Ministério Público Militar

Por Natalia Viana, em Agência Pública

Na tarde de 7 de abril de 2019, um carro com uma família passava por uma travessa próxima à favela do Muquiço, no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro, quando foi alvejado por tiros de fuzil do Exército Brasileiro. O motorista, o músico Evaldo Rosa, morreu na hora. Seu carro foi atingido por 62 tiros. O catador de recicláveis Luciano Macedo, que tentou ajudar Evaldo, também foi fuzilado pelo Exército. Morreu 11 dias depois. Nove militares que atiraram naquela tarde respondem por homicídio, tentativa de homicídio e omissão de socorro na Justiça Militar.

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Cliente que não quis usar máscara e provocou homicídio no PR é fabricante de agrotóxicos

Empresa Gota Ltda foi fundada em 1998 no município onde ele mora, Contenda; imagens mostram Danir Garbossa socando um funcionário do supermercado Condor e enfrentando um segurança, em ação que resultou na morte de uma fiscal

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

As cenas tomaram as redes sociais nesta terça-feira (28): o empresário Danir Garbossa, de 58 anos, morador de Contenda (PR), entrou num supermercado de Araucária, município vizinho na região metropolitana de Curitiba, e se recusou a utilizar a máscara — proteção ao contágio por coronavírus — oferecida pelo fiscal. Em seguida, socou-o. Minutos depois, enfrentou um segurança e tentou tirar sua arma. Resultado: uma mulher de 44 anos, Sandra Ribeiro, fiscal de loja da rede Condor, foi morta.

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Nota de denúncia: mais um assassinato de liderança indígena em Rondônia

Ari Uru Eu Wau Wau vinha sofrendo ameaças de morte pela sua atuação em defesa do território. Denúncias vinham sendo feitas desde 2019

Cimi

No dia 18 de abril de 2020, no território Uru Eu Wau Wau, foi encontrado brutalmente assassinado o indígena Ari Uru Eu Wau Wau, com sinais de pauladas na cabeça. A princípio, a polícia local qualificou o caso como acidente, mas com o resultado da necrópsia, foi constatado que o indígena veio a óbito em consequência de pauladas que sofreu na cabeça, descartando a hipótese inicial de acidente.

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Documentário retrata vida de ativista assassinado por lutar contra o uso de agrotóxicos no Ceará

“Doce Veneno” foi baseado em reportagem que denunciou o adoecimento da população na região

Na Página do MST

O Ceará foi o primeiro estado brasileiro a proibir a pulverização aérea de agrotóxicos nas plantações, por meio da lei Zé Maria do Tomé (16.820/19). No entanto, a vitória das comunidades agricultoras contra o veneno foi vencida à muito custo. A lei leva o nome do ativista José Maria do Tomé, assassinado no dia 21 de abril de 2010 com 20 tiros à queima roupa por lutar contra o agronegócio da região. Após dez anos da tragédia, a história do líder comunitário pode ser conhecida no documentário “Doce Veneno”.  

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Sobrevivente do massacre de Eldorado do Carajás sente falta dos acampamentos

Rubenita da Silva vive hoje na Ilha de Cotijuba, em Belém; documentário mostra cotidiano dela 24 anos após o dia 17 de abril de 1996, que se tornou o Dia Mundial da Luta Camponesa; “atiravam sem parar e para matar”, lembra-se ela

Por Maria Fernanda Ribeiro, em De Olho nos Ruralistas

Aos 56 anos, Rubenita da Silva saltou cedo da cama, como de costume, para ir até o terreno desocupado que emprestou da amiga para plantar macaxeira, cujas mudas e canteiros haviam sido preparados no dia anterior. Mas a chuva torrencial que atingia pela manhã a Ilha de Cotijuba, em Belém, adiou os planos, mesmo com a lona que ela montara para se proteger das intempéries do tempo, lição aprendida durante os anos que participou do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Nita, como é conhecida, é uma sobrevivente do Massacre de Eldorado do Carajás, conflito ocorrido há 24 anos entre a Polícia Militar e camponeses que deixou 21 trabalhadores rurais mortos e dezenas de mutilados.

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A cada três famílias vítimas de conflitos no campo, em 2019, uma era indígena

Relatório da Comissão Pastoral da Terra mostra que o discurso anti-indigenista de Bolsonaro foi o estopim perfeito para avalizar e legitimar ataques contra as terras indígenas no primeiro ano de seu governo 

Por Ludmilla Balduino, em De Olho nos Ruralistas

Depois de uma violenta campanha anti-demarcação, a vitória nas urnas e a posse em janeiro, o primeiro ano do governo Bolsonaro ficou marcado na história do Brasil como o ano em que as famílias indígenas brasileiras protagonizaram a luta pela terra, segundo o relatório Conflitos no Campo Brasil 2019, divulgado na manhã desta sexta-feira (17) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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