600 dias sem Marielle – e sem uma investigação decente

Por Cecília Olliveira, The Intercept Brasil

A ÚLTIMA VEZ que vi Marielle era Carnaval. Quando cheguei no beco das sardinhas, famoso reduto do samba e boemia no centro do Rio de Janeiro, ela já estava lá. Na mão, adesivos da campanha contra assédio “não é não”. O ambiente era ótimo. Cerveja, sol, samba, alegria. 100% Rio de Janeiro. Tão Rio de janeiro quanto ser executada pela milícia.

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Sobrevivente da emboscada, indígena Guajajara relata o que viu

Atingido por dois tiros, Laércio Guajajara contou a Fabiana Guajajara e ao cineasta Taciano Brito como foi o ataque, dentro da TI, que matou Paulo Paulino no Maranhão

Por Thiago Domenici, Vasconcelo Quadros, na Agência Pública

“A luta continua, não vamos parar. Mesmo que ele [Paulo Paulino] tenha morrido, mesmo que outros morram, enquanto tiver indígenas, enquanto tiver guerreiros, a luta vai continuar”, disse Laércio Guajajara ao cineasta Taciano Brito e à liderança indígena, Fabiana Guajajara. Ambos estiveram com ele entre sexta e sábado, após o indígena receber alta do hospital na cidade de Imperatriz do Maranhão. 

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APIB: Nota de repúdio e pesar pelo assassinato do guardião Paulo Paulino Guajajara

Maranhão, 2 de novembro de 2019 – É com profunda tristeza e revolta, que nós, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), vimos a público denunciar e prestar solidariedade ao Povo Guajajara pelo assassinato do guardião Paulo Paulino Guajajara após o grupo dos agentes florestais indígenas “Guardiões da Floresta” ter sido emboscado por madeireiros dentro de seu próprio território. O líder indígena guardião Laércio Guajajara também foi ferido, ele está internado e seu quadro é estável.

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Nota de Repúdio do Cimi: Responsabilizamos o Estado e o governo federal pelo assassinato de Paulo Paulino Guajajara

Durante ataque de madeireiros, Laércio Souza Silva Guajajara foi atingido por tiros no braço e nas costas

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), com indignação e tristeza, acusa e responsabiliza o Estado e o governo brasileiro pelo covarde assassinato de Paulo Paulino Guajajara, ocorrido na noite desta sexta-feira (1) no interior da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. O indígena tinha 26 anos e deixa esposa e um filho.

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‘Guardião da floresta’, líder indígena Guajajara é morto em conflito com madeireiros no Maranhão

Organizações lamentaram o ocorrido e denunciaram violência na região amazônica

Por Cristina Camargo, na Folha

O líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi assassinado na sexta-feira (1) em um confronto com madeireiros na Terra Indígena Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão. Ele era integrante de um grupo de agentes florestais indígenas autodenominados “guardiões da floresta”.

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Quantos atos de genocídio serão necessários para chamarmos de genocídio o extermínio do povo negro?

Esta é a quarta matéria de uma série gerada por uma parceria, de um ano, com o Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, para produzir matérias sobre direitos humanos para o RioOnWatch.

No RioOnWatch

Genocídio como definido na Convenção para a Prevenção e Punição de Crimes de Genocídio de 1948 das Nações Unidas é composto por atos “cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. A palavra genocídio evoca imagens imediatas do Holocausto e de Ruanda, e a palavra foi de fato criada por um jurista judeu para se referir ao Holocausto. O Holocausto ocupa uma posição crucial na memória humana como o genocídio mais substancial da história. Ao mesmo tempo, o caso do genocídio de Ruanda é cristalino e aceito como paradigma de atrocidade.

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Perícia incompleta em áudios do condomínio de Bolsonaro expõe nova falha em caso Marielle

Laudo feito pela promotoria mostra que investigadores não auditaram material original, mas o recebido dos funcionários do complexo de luxo. Laudo ficou pronto no mesmo dia da coletiva de imprensa das promotoras, na quarta

por Daniel Haidar, em El País

Em uma investigação marcada por falsos testemunhos e versões conflitantes, um laudo produzido pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro escancarou nesta quinta-feira mais uma falha nos trabalhos de elucidação do assassinato de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Documento anexado aos autos do caso mostra que a Promotoria não examinou a possibilidade de que os arquivos de áudio que tratam da entrada de visitantes no condomínio do presidente Jair Bolsonaro e do ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o atirador que matou a vereadora, tenham sido alterados antes de enviados às autoridades.

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