Funai pode ser mediadora de mineração em terra indígena

Informações obtidas pela Pública com integrantes do grupo que debate minuta do projeto de mineração apontam Funai como futura representante de “interesses indígenas” na negociação

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

Órgão governamental que “coordena e executa a política indigenista”, a Fundação Nacional do índio (Funai) está se afastando de suas atribuições legais para assumir um novo papel: o de mediadora nos empreendimentos de mineração em terras indígenas (TIs). A informação foi obtida pela Agência Pública com um dos integrantes do grupo técnico interministerial que discute a minuta do novo projeto de mineração e confirmada com mais duas fontes. O funcionário pediu para não ser identificado.

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A morte de indigenistas na região da Amazônia e o efeito Bolsonaro

Neste sábado 7, o indigenista Maxciel dos Santos foi morto com um tiro na nunca; crime levanta suspeita de encomenda com viés político

por Felipe Milanez*, em CartaCapital

O indigenista Maxciel Pereira dos Santos foi morto na noite de sábado 7 nas ruas de Tabatinga (AM), na frente da família, por um pistoleiro, com tiro na nuca. O crime levanta suspeitas de encomenda com viés político e precisa ser investigado pela Polícia Federal. Santos trabalhava há mais de uma década na Funai na proteção e fiscalização da Terra Indígena Vale do Javari, especializado na proteção aos povos indígenas em isolamento voluntário na região. A região tem inúmeros conflitos que envolvem diretamente o trabalho de servidores da Funai para proteger os direitos territoriais indígenas: caça e pesca ilegal, ação ilegal de madeireiros, garimpeiros, e narcotráfico internacional (rota de cocaína e tráfico de armas).

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Nota da Redes da Maré sobre operação policial no Conjunto de Favelas no dia 6 de setembro de 2019

A violência não é normal …
O uso da força contra a população das favelas não é normal …
O Estado matar não é normal …
Viver é Normal …

Essa poderia ser qualquer sexta-feira de qualquer mês ou ano. Mas foi o dia 06 de setembro de 2019. O dia que um grupo de crianças e adolescentes moradoras de algumas das 16 favelas que formam a Maré, acompanhadas por mães e educadores da Redes da Maré, foram à Bienal do Livro, no espaço Riocentro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa era a primeira vez que algumas dessas pessoas participavam de um evento literário do porte da Bienal, em que puderam ter contato com um número significativo de livros e autores. Seria um desses dias para não se esquecer, mágico pelas fantasias de muitas histórias novas, se não fosse atravessado pelas notícias que chegavam, a todo momento, pelas redes sociais sobre mais uma ação violenta das polícias em determinadas partes da Maré. Uma intervenção que durou o dia todo em que estiveram na Feira Literária e se estendeu ao período da noite.

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Colaborador da Funai é assassinado em área marcada por conflitos no Amazonas

Polícia Federal investiga se o assassinato está relacionado ao trabalho do funcionário

Por Fabiano Maisonnave, da Folhapress / Zero Hora

O colaborador da Funai Maxciel Pereira dos Santos foi assassinado a tiros na noite de sexta-feira (6), em Tabatinga, Amazonas, na fronteira com Peru e Colômbia. Ele trabalhava em uma base do órgão indigenista no Vale do Javari, atacada quatro vezes desde o ano passado.

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“Eu queria que os soldados do Exército fossem a júri popular”

Cinco meses após o fuzilamento de Evaldo Rosa pelo Exército, seu sogro, que também foi atingido, conta à Pública por que não acredita na Justiça Militar

Por Natalia Viana, Agência Pública

A entrevista acontece cedinho pela manhã, às 7 horas, quando Sérgio Gonçalves de Araújo sai do trabalho de manobrista na zona do sul do Rio de Janeiro. Depois de tantos anos manobrando carros é difícil para esse senhor de 60 anos recém completados, magro e simpático, entender por que nove membros do Exército brasileiro decidiram disparar 257 vezes contra o Ford Ka em que ele estava. Isso aconteceu há exatos cinco meses. Os soldados afirmam ter confundido o carro com outro veículo, semelhante, que havia sido roubado poucos minutos antes. “Acho que eles visaram mais a cor do carro, porque era a mesma cor: branca. Mas todo carro tem uma placa, todo carro tem uma coisa diferente do outro. Um tem insulfilme nas laterais, não tem na frente, tem atrás, e assim vai… Então, eles visaram a cor do carro e o tamanho do carro. Poderia ser um Ford Ka simples, branco. Ford Ka tem dois, tem o sedan e tem o comum. E aí?”.

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Chacina do Vigário Geral e a violência do Estado brasileiro

Ameaças, milícias e demonstrações de violência; Como isso reflete nossa percepção da realidade?

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

Há 26 anos, em um final de tarde após um jogo de futebol do Brasil, uma chacina brutal estava prestes a se tornar pauta nos noticiários. Embora nos dias atuais seja rotineira, muitas vezes fazendo parecer que perdemos certa sensibilidade, a execução sumária de 21 moradores em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, seria um marco na história do país. 

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Ossos humanos são encontrados em casa do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner

Residência fica em um prédio localizado no terreno conhecido na cidade como “A Casa do Terror”, por conta das torturas que aconteceram no local contra opositores do regime

Por Opera Mundi

Ossos humanos foram encontrados nesta quarta-feira (04/09) em uma das casas do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1912-2006), que governou o país de maneira autoritária entre 1954 e 1989.

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