A burrice como trincheira do autoritarismo brasileiro. Por Diogo Almeida Camargo

O bom burro reacionário, afirma estar vivendo em uma ditadura, enquanto clamam pelo retorno da Ditadura e endeusam os torturadores da ditadura brasileira como Carlos Alberto Brilhante Ustra

No Le Monde Diplomatique

No mundo moderno em que vivemos tempos de retrocessos, a ignorância, o idiota e o burro, deixou de ser um problema, uma ofensa e se tornou uma virtude. Aquilo que antes causava vergonha e constrangimento, hoje se tornou motivo de orgulho. A burrice performada, revestida de “liberdade de opinião”, conquistou espaço nas redes, na política e na sociedade. O indivíduo que nega a democracia, os direitos fundamentais, a constituição e que repete frases autoritárias ou que não tem o menor nexo com a realidade, se tornou símbolo de “coragem” e “autenticidade”. Mas não nos deixemos enganar acreditando se tratar de uma ignorância espontânea, pois se trata de um projeto de poder político e econômico. (mais…)

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Confronto no federalismo brasileiro durante a pandemia aumenta riscos sanitários e ameaça a democracia, mostra pesquisa

No Informe Ensp

“Um forte estresse sobre os mecanismos de governança no Brasil fez com que o nosso federalismo institucional, pactuado, democrático e participativo não desse conta de enfrentar uma situação que junta a pandemia e o pandemônio, um autoritarismo exacerbado por um lado e uma situação que exige agilidade para tomadas de decisão de outro”, explica a cientista política Sonia Fleury, pesquisadora do CEE-Fiocruz, ao falar da pesquisa Novo Federalismo no Brasil? Tensões em Tempos de Pandemia de COVID-19, desenvolvida pelo Centro.

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Não é de hoje: relembre outras ocasiões em que Aras foi criticado por autoritarismo

Procurador-geral da República foi repreendido esta semana por ABJD e juiz do STF ao fazer alusão a “estado de defesa”

Redação Brasil de Fato

O Conselho Superior do Ministério Público, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, repreenderam esta semana o procurador-geral da República, Augusto Aras, por divulgar uma nota afirmando que “o estado de calamidade pública é a antessala do estado de defesa.”

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Remédios institucionais contra o autoritarismo

São essenciais para a proteção das minorias, a alternância de poder e a garantia de valores, princípios e objetivos

Murilo Gaspardo, Brasil de Fato

Tornou-se lugar-comum afirmar que o Brasil luta, simultaneamente, contra dois vírus: o novo coronavírus e o autoritarismo. Diferentemente do primeiro, para o qual ainda não temos vacina ou tratamento plenamente eficaz, contra o segundo há remédios institucionais forjados e aperfeiçoados desde as Revoluções Liberais do Século XVIII, e disponíveis na Constituição Federal.

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Ilona Szabó: “A direita está falando em renovação política para chegar ao autoritarismo”

A especialista em segurança pública – exonerada dois dias depois de nomeada suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária por pressão das redes de direita – fala em razão e empatia para lidar com o ódio e a polarização da sociedade

Por Nyle Ferrari, Agência Pública

“Num momento de discurso da aniquilação do inimigo”, em que prevalece “a lógica de quem pensa diferente precisa ser calado”, a cientista política e especialista em segurança pública, Ilona Szabó, propõe “muita inteligência emocional e racional” e “um diálogo franco com a restante da sociedade civil”, para romper a polarização e o ódio nas redes sociais. “Se a gente recuar em todos os espaços de participação, ganha a parte autoritária”, diz.

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Autoritarismo do STF e da Lava Jato nasceu no ‘impeachment’ Tabajara. Por João Filho

No The Intercept Brasil

Quando as elites toparam esgarçar as instituições para forçar a saída de Dilma, uma perigosa linha foi ultrapassada. Não que antes reinasse a mais perfeita a harmonia, mas pelo menos durante duas décadas o país se manteve perto de um eixo de estabilidade política, sem graves crises institucionais. Para o insuspeito ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, o processo que derrubou Dilma foi “patético”, “bizarro”, “uma farsa”, “um impeachment Tabajara” que devolveu ao país o status de “República das Bananas”. Eu chamo de golpe mesmo. De lá para cá, o desrespeito à ordem constitucional virou padrão e, em muitos momentos, contou com o apoio popular.

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