Agroecologia: garantindo segurança alimentar e meios de vida sustentável num planeta em crises

Agronegócio é voltado a gerar lucros e não alimentos para combater a fome

Aldrin M. Pérez-Marin, José Jonas Duarte da Costa e Pedro Paulo Carvalho, Brasil de Fato

A agricultura praticada no mundo no Pós-2ª Guerra foi e é, hegemonicamente, uma agricultura capitalista, submetida à lógica da concentração e centralização de capitais e de rendas. Desta forma, se provocou um descompasso entre o aumento da população e a segurança e soberania alimentar dos povos. Voltado a gerar lucros e não alimentos para combater a fome, o chamado agronegócio aprofundou desigualdades e desequilíbrios socioambientais insustentáveis. De um lado, alimentou a sanha financeira e de monopólios industriais. Do outro, expulsou camponeses de suas terras, criou desertos verdes, degradou solos e aprofundou desigualdades sociais. (mais…)

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Jornada das Mulheres Sem Terra denuncia violências do agronegócio com ações nacionais

Com o lema “O agronegócio lucra com a fome e a violência. Por Terra e democracia, mulheres em resistência!”, de 6 a 8 de março, as mulheres Sem Terra projetam lutas por todo país

Por Solange Engelmann, na Página do MST

Mais um mês de março se aproximando e já é possível sentir os aromas das lutas, da rebeldia e resistência das mulheres Sem Terra, que se preparam nos territórios da Reforma Agrária para um conjunto de ações que serão realizadas por todo país, de 6 a 8 de março deste ano, como parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra. (mais…)

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Llamado de Acción : 8 de Marzo 2023 – Día Internacional de Lucha de las Mujerxs Trabajadoras

¡Con rebeldía germinamos el Feminismo Campesino y Popular, producimos Soberanía Alimentaria y nos organizamos contra las crisis y las violencias!

La Via Campesina

La Vía Campesina llama a acciones globales de solidaridad y denuncia este 8 de marzo de 2023, Día Internacional de Lucha de las Mujeres Trabajadoras.  Como campesinas, sin tierras, indígenas, pescadoras, pastoras, asalariadas agrícolas, migrantes y diversidades organizadas en La Vía Campesina, saludamos las luchas concretas, la organización, la construcción de feminismos populares y la rebeldía de las mujerxs que resisten en sus territorios, y en todo el mundo, en defensa de sustentabilidad de la vida, la soberanía alimentaria y la justicia social. (mais…)

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Luta pela terra e pelas necessidades básicas gera emancipação. Por frei Gilvander Moreira*

Que tipo de utopia os camponeses e camponesas Sem Terra cultivam e se nutrem na luta pela terra enquanto pedagogia de emancipação humana? Não pode ser a simples estatização de todas as propriedades rurais. Também não pode ser qualquer tipo de socialização da terra. Há de se considerar as diversidades culturais, regionais, históricas e de identidades do campesinato. A autonomia dos Sem Terra, sujeitos sociais coletivos que lutam pela terra no campo, se torna impossível sem a autonomia dos sujeitos individuais, isto é, das camponesas e dos camponeses Sem Terra que se comprometem em tal luta. Logo, toda e qualquer posição pessoal ou dos movimentos sociais populares, relação interpessoal ou social, que cerceia o processo de autonomização obstaculariza a emancipação pessoal e social, que é um grande objetivo da luta pela terra como pedagogia de emancipação humana. Não nos referimos aqui à autonomia no sentido de poder fazer o que quiser, mas no sentido de fazer história com as próprias mãos desenvolvendo o infinito potencial de humanização existente em cada ser humano. (mais…)

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Tamanho da população rural é subestimado no Brasil e falta representação política, afirmam cientistas

José Tadeu Arantes, Agência FAPESP

Quatro décadas transcorridas desde a redemocratização do país, a extrema desigualdade no meio rural, que é um traço estrutural da formação social brasileira e uma das principais causas de seus desequilíbrios e conflitos, pouco ou quase nada mudou. Essa desigualdade não se verifica apenas em termos de renda, mas também de propriedade e posse da terra. (mais…)

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Dois camponeses são assassinados em operação da PM em Rondônia

Dois camponeses foram assassinados no último sábado (28) em operação da PM-RO no Acampamento Tiago Campin dos Santos, em Nova Mutum Paraná (RO). O mês de janeiro já soma três assassinatos de camponeses, apenas no estado, totalizando o número de dez mortes nesta área de conflito desde 2021

Por Andressa Zumpano, em CPT

Forças de segurança do estado de Rondônia deflagraram uma operação de reintegração de posse, no último sábado (28), no Acampamento Tiago Campin dos Santos – organizado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), na Fazenda NORBRASIL, região marcada por grave conflito agrário, em Nova Mutum Paraná (RO). Na ocasião, os camponeses Raniel Barbosa (24) e Rodrigo Hawerroth (34) foram executados ainda durante a operação. (mais…)

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