Documentário que retrata comunidade indígena Yanonami é premiado em Berlim

Filme “A Última Floresta” é dirigido pelo cineasta Luiz Bolognesi e contou com o apoio do xamã Davi Kopenawa Yanomami

por Rui Martins, em Brasil de Fato

O filme brasileiro “A Última Floresta”, dirigido pelo cineasta e antropólogo Luiz Bolognesi com o apoio do xamã Davi Kopenawa Yanomami, ganhou o Prêmio do Público, na seção Panorama Documentário, no Festival de Berlim, que se encerrou neste domingo (20).

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10° International Uranium Film Festival, online e gratuito, ocorre de 20 a 30 de maio

Uranium Film Festival

De 20 a 30 de maio de 2021, online e gratuito com o apoio da Cinemateca do MAM Rio 34 documentários e ficções de 26 cineastas de 15 países. Dois filmes sobre Fukushima e um filme sobre a criação da bomba atômica são estreias mundiais. Seis filmes são estreias na América Latina.

Dois eventos ao vivo online completam a programação. 

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‘A Última Floresta’, filme do xamã Davi Kopenawa Yanomami, estreia no Festival É Tudo Verdade

Longa-metragem dirigido pelo cineasta Luiz Bolognesi, que escreveu o roteiro em parceria com a liderança indígena, é exibido neste domingo (18/04)

ISA

“A Última Floresta”, longa-metragem dirigido pelo cineasta Luiz Bolognesi e escrito em parceria com o líder indígena e xamã Davi Kopenawa Yanomami, será transmitido pela primeira vez no Brasil neste domingo (18/04), na 26º edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Para assistir ao filme é necessário se cadastrar gratuitamente na plataforma Looke. Há limite de 2 mil vagas.

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A imagem do pobre nos filmes de Pasolini e Glauber como chave para compreender a ação do capitalismo. Entrevista especial com Vladimir Santafé

Pesquisador mergulha nas concepções dos cineastas e relaciona com as transformações do capitalismo e a geração de outras formas de pobreza com o trabalho imaterial

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

O cinema do italiano Pier Paolo Pasolini e o do brasileiro Glauber Rocha são marcos, revelando duras críticas sociais sem nenhum anestésico hollywoodiano. É por isso que muitos têm se detido a análises das produções dos cineastas para compreender os dramas da sociedade em que estavam inseridos. No entanto, para o pesquisador Vladimir Santafé, a imagem que ambos constituem do pobre e da pobreza pode não só servir para compreender a crítica feita à época, como também pode servir de chave para que entendamos como o capitalismo se transforma e reconfigura a pobreza no século XXI. “Estudar a imagem da pobreza produzida pelo cinema de Glauber Rocha e Pier Paolo Pasolini é estudar as potencialidades da produção imaterial e, consequentemente, a maneira como essa produtividade é capturada pelo capitalismo e vivenciada pelos indivíduos e coletivos que a produzem”, detalha, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Sobre Wakanda e o socialismo

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Chadwick Boseman é um ator negro que morreu aos 40 e poucos anos e causou uma grande comoção nos Estados Unidos. Ele interpretou um rei africano de uma terra imaginária, Wakanda, no cinema. Um filme sobre um reino negro, feito só com pessoas negras. Um marco nos Estados Unidos. Não vou entrar aqui no debate sobre a mensagem do filme, absolutamente liberal. Vou apenas perguntar: e poderia ser diferente? 

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Do apartheid sulafricano ao racismo brasileiro

Por Rui Martins*, em Observatório da Imprensa

A primeira exibição, dentro de quatro semanas, do filme Todos os mortos, na principal competição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, vai abrir um grande debate no grande país mestiço que é o Brasil. Um debate sobre a escravidão de negros importados da África, que durou cerca de trezentos anos, e deveria ter terminado com a abolição, mas se transformou num racismo disfarçado, praticado pelos próprios descendentes de escravos branqueados nas últimas gerações.

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Filme ‘Democracia em Vertigem’ é indicado ao Oscar de Melhor Documentário

Longa da diretora Petra Costa, disponível na Netflix, conta a história do colapso da democracia brasileira do impeachment de Dilma Rousseff até a eleição de Bolsonaro

por Redação RBA 

São Paulo – O longa brasileiro Democracia em Vertigem, disponível desde 19 de junho no catálogo da plataforma de streaming Netflix, está entre os finalistas na categoria de Melhor Documentário do Oscar 2020. O filme concorre com  American FactoryThe CaveHoneyland  e  For Sama.

O documentário da cineasta Petra Costa narra os eventos que transformaram o panorama político do Brasil desde o golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016, culminando, em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.

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“Acredito na unidade, mesmo quando existem diferenças políticas grandes”

Paulo Portugal entrevistou Costa-Gavras durante o festival de cinema de San Sebastian sobre o seu mais recente filme no qual “o lendário realizador franco-grego encena a crise financeira como uma tragédia grega”. Aos 86 anos não promete novo filme mas busca “nova paixão”. Pensa que esta “é necessária para sobreviver”.

por Paulo Portugal, em Esquerda.net

Todo o cinema é político dir-se-á, mas quando se trata de encarar a carreira de mais de 50 anos do realizador Costa-Gavras, esse envolvimento assume proporções quase épicas. O cineasta comunista e ativista que nos deu em 1969 Z – Orgia de Poder, um filme dominado por convicções sobre relato do assassinato de um político em plena ditadura militar grega (que duraria até o início dos anos 70), recuperaria em 82 o golpe militar chileno que derrubou Salvador Allende, em 1973, com Jack Lemmon e Sissy Spacek à procura do filho desaparecido em Missing – Desaparecido. Pelo meio ainda, entregou-nos a história do colaboracionismo nazi de Music Box e outros tantos momentos políticos marcantes.

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Oniropolítica: alegorias da violência no Brasil contemporâneo

Mais do que a regressão da biopolítica para a necropolítica e do círculo fechado e inversivo entre soberania e violência, o que “Bacurau”, lido junto com a peça “Casa Submersa”, propõe é uma oniropolítica: a restauração de nossa capacidade de sonhar, de olhar para o lado e de coabitar várias temporalidades contraditórias

Por Christian Ingo Lenz Dunker*, no blog da Boitempo

Bacurau (2019), de Kleber Mendonça e Juliano Dornelles pode ser visto como um filme previsível sobre a violência, particularmente no Brasil profundo do sertão onde o Estado só chega em nome da corrupção. Um nordeastern que reforça o preconceito de que nosso inimigo fala inglês, que o sul usa o nordeste para empreender sua miséria em estrutura de vídeo game, que a pobreza traz necessariamente violência e que todos os políticos são corruptos. Um filme que usa a paratopia, baseada no fato de que o enredo se passa no futuro, apenas para mostrar como o tempo não passa e que no fundo repetimos padrões do cangaço, da ditadura militar, da escravidão e do colonialismo. Resultado: em vez de recriar um presente a partir da sua exageração no futuro, como em Terra em Transe, por exemplo, estamos apenas mitificando o presente a partir da alegorização do passado.

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