Presente distópico: Hungria estimula procriação… contra a imigração

Governo de extrema-direita estatizou clínicas de fertilização in vitro para garantir acesso a casais, desde que não sejam imigrantes. Leia também: número de mortos pelo coronavírus passa de mil

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, no Outra Saúde

“Procriação, não imigração”. Pois é. Uma frase dessas só poderia vir de um governo de extrema-direita. No caso, foi forjada como propaganda na Hungria de Viktor Orban que pôs em andamento um plano muito, muito questionável: comprou as seis maiores clínicas de fertilização e reprodução in vitro do país com o objetivo de facilitar a técnica a 150 mil casais – desde que as pessoas que busquem esses serviços não sejam imigrantes.

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‘Minha identidade negra está ferida’, relata adolescente agredido por PM

Mãe do jovem diz que ele ‘dorme e acorda assustado’ após abordagem truculenta

Por Bruno Wendel e Hilza Cordeiro, no Correio*

O símbolo de resistência não suportou a truculência da Polícia Militar baiana. “Estou com medo até de sair de casa, tenho receio que algo aconteça comigo e com a minha família”, declarou o adolescente 16 anos que levou murros, chutes e insultos racistas por parte de um policial militar durante uma abordagem. Até então, ele mantinha o penteado black power como forma de autoafirmação. “É mais que moda, é a minha identidade negra que agora está ferida”, complementou o jovem que disse querer cortar o cabelo. 

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Não há “fascismo”, mas “malignidade” no Brasil, diz sociólogo

Antonio Cattani, da UFRGS, aponta raízes históricas e econômicas do fenômeno em ‘A síndrome do mal’

Por André Barrocal, no Carta Capital

“Fascistas” e “fascismo” são palavras muito usadas para descrever Jair Bolsonaro, o bolsonarismo e os brasileiros de extrema-direita. São adequadas? Não, na visão de um sociólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Antonio David Cattani. Para ele, é mais apropriado falar em “maus” e “malignidade”, características que seriam fomentadas por “forças econômicas poderosas movidas pela ganância sem limites”.

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O massacre do Lami. Por Marcos Rolim

No Sul21

Um jovem de 24 anos, sem antecedentes criminais, sem histórico de doença mental, ex-militar, membro de uma “família estruturada”, defendia o porte de armas para “se defender de bandidos” e se declarava evangélico e temente a Deus. Após discussão banal de trânsito no Lami, zona sul de Porto Alegre, assassinou três pessoas de uma mesma família (marido, esposa e filho). O autor do triplo homicídio, atirador treinado, mirou nas cabeças das vítimas, acertando vários disparos, com uma pistola 9mm. Depois de trucidar a família, fugiu do local, tendo sido preso nesta terça-feira (28).

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Nota Pública do Núcleo de Apoio à Pesquisa EDEVO-Darwin, da USP, sobre criacionismo na presidência da Capes

O Núcleo de Apoio à Pesquisa em Educação, Divulgação e Epistemologia da Evolução “Charles Darwin” (NAP EDEVO-Darwin), ligado à PróReitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo, que reúne diversos cientistas atuantes na área da evolução biológica, diante de matéria divulgada no site do jornal Folha de São Paulo de hoje (24/01/2020), sobre opinião emitida por pessoa que será encarregada de dirigir a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES), ligada ao Ministério da Educação (MEC), vem a público esclarecer que:

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‘Vida sustentável é vaidade pessoal’, diz Ailton Krenak

Em entrevista, autor de Ideias Para Adiar o Fim do Mundo, que está em Salvador, diz que nem mesmo ele pode se considerar uma pessoa sustentável

Por Fernanda Santana, no Correio*

Ailton Krenak, 67 anos, balança o braço esquerdo no ar, enquanto diz: “Um voo de um pássaro no céu, um instante depois que ele passou, não há rastro nenhum”. Uma das lideranças indígenas da tribo dos Krenak, às margens do Rio Doce, em Minas Gerais, está certo de que a passagem humana na Terra, ao contrário do voo dos pássaros, deixa rastros de destruição. Por isso, ele sempre pensa formas de adiar o fim do mundo.  

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A guerra de Bolsonaro contra a verdade. Por Petra Costa

O Brasil está imerso em um drama sem fim, enquanto o governo leva a democracia à beira do abismo.

No The New York Times

SÃO PAULO, Brasil — Na semana passada, meu documentário Democracia em Vertigem foi indicado ao Oscar na categoria melhor documentário. No filme, entrelaço a ascensão e queda dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e a eleição de Jair Bolsonaro com a minha própria história familiar — tenho a mesma idade da democracia brasileira e, em grande parte, a divisão do país está refletida na minha família.

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