Como líderes indígenas estão lutando para adiar o fim do mundo

Por Fred Di Giacomo, Colaboração para Ecoa

“2019 não foi; está sendo ainda um ano pesado, [um ano] de chumbo. Foram contabilizadas as mortes de lideranças indígenas em 2019, [o número] foi maior que o do ano passado. Foram assassinatos selecionados de lideranças que estão trabalhando na defesa dos direitos do seu povo. Não tinha ninguém fazendo nada ilegal. Então, nós estamos abalados com esse ano, com a violência que invadiu o nosso cotidiano. Nós estamos vivendo um período de assombro. 2019 é um desafio enorme e [o livro] ‘Ideias para adiar o fim do mundo’ aparece como uma espécie de revelação da crise que nós estamos passando globalmente”.

(mais…)

Ler Mais

Quantos anos a gente voltou só no ano passado? Por Gregorio Duvivier

“Foi a partir de 2015 que tudo começou a passar tão rápido que a duração dos anos foi negativa. Terminávamos os anos antes do começo. No final de 2015 estávamos em 2010, e com o impeachment de 2016 voltamos pra 2002. O MDB no poder em 2017 nos levou de volta a 1985. E a eleição de Bolsonaro em 2018 jogou a gente pra 1964. (…) Agora, no final de 2019, chegamos aos anos 1930. “

Na Folha

As últimas eleições foram marcadas pelo saudosismo. “O Brasil feliz de novo”, dizia o slogan do PT, mas poderia ser todos os outros partidos. Todos concordavam: 1) que o Brasil não estava feliz, e 2) que a chave pra felicidade estava no retorno a algum passado. Só restava debater qual seria o ano de destino da nossa máquina do tempo.

(mais…)

Ler Mais

SP: Vídeo flagra agressão de PM com barra de concreto em motoqueiro que passava

Homem, atingido na noite de Natal (25/12), permaneceu internado por quatro dias e recebeu dezenas de pontos na cabeça

Por Arthur Stabile, na Ponte

Um PM pega uma barra de concreto, anda alguns metros, se prepara. Logo na sequência, ele dá um golpe certeiro na cabeça de um motoqueiro que passava pela rua, sem nem sequer abordá-lo antes disso. O caso aconteceu no Jardim Jaqueline, zona oeste da cidade de São Paulo, na noite de Natal (25/12) e foi flagrado por câmeras de segurança.

(mais…)

Ler Mais

Sobre o “Mais Médicos” e a experiência de uma cubana entre nós

Por André Reichhardt

Me hospedei na casa de uma médica cubana que fez parte do programa Mais Médicos em 2014, no município de Capim Grosso, interior da Bahia. Perguntei como foi a sua experiência e, claro, sobre os mitos e fatos que ouvimos no Brasil a respeito do programa.

Quanto ao pagamento recebido por cada médico cubano, o governo Dilma havia feito um acordo com o governo cubano de que cada médico custaria 10 mil reais ao Brasil, por mês. Destes 10 mil, cada médico ficava com 2800,00 reais, que na época correspondia a 1400,00 CUC (moeda convertível cubana). Para termos comparação, o salário que recebiam aqui era em torno de 60 CUCs.

(mais…)

Ler Mais

Cláudio Santoro: um século de silêncio no Amazonas. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. (Gabriel Garcia Márquez: Cem anos de solidão. 1967)

Há cem anos, nascia em Manaus, na rua Oriental, nº 16, Cláudio Franco de Sá Santoro, o primogênito dos 12 filhos de Cecília e Giotto Michelangelo, no momento em que a gripe espanhola, conhecida como “La dansarina”, devastava o planeta, deixando mais de 50 milhões de mortos, incluindo no Brasil o presidente da República, Rodrigues Alves. Na capital do Amazonas, a média diária pulou de 5 cadáveres para 80, segundo a estatística mortuária registrada no relatório do médico Alfredo da Matta. Os coveiros fizeram greve reclamando do excesso de trabalho e os cadáveres começaram a apodrecer nas casas, praças, ruas, hospitais, atraindo urubus.

(mais…)

Ler Mais

A esquerda, os militares, o imperialismo e o desenvolvimento. Por José Luís Fiori

“As grandes potências são aqueles Estados de toda parte da Terra que possuem elevada capacidade militar perante os outros, perseguem interesses continentais ou globais e defendem estes interesses por meio de uma ampla gama de instrumentos, entre eles a força e ameaças de força, sendo reconhecidos pelos Estados menos poderosos como atores principais que exercem direitos formais excepcionais nas relações internacionais.” (Charles Tilly, Coerção, Capital e Estados Europeus. São Paulo: EDUSP, 1996, p. 247)

(mais…)

Ler Mais