Argentina colocou seus torturadores na cadeia. Já o Brasil…

Nossos vizinhos, quando erram, saem a reparar o erro. Nós optamos por afundar na lama

Na Carta Capital

A Argentina, país que o Brasil adora odiar, terá cruzado duas vezes com o eterno rival nestes últimos dias no terreno em que os rancores costumam ser mais exacerbados: o futebol. Num amistoso pouco amistoso em Riad, na Arábia Saudita, a burocrática seleção do Tite perdeu do conjunto de Messi numa partida que, pontapés à parte, foi um convite à narcolepsia. 

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Câmara foi racista ao passar pano em racismo de deputados do PSL. Por João Filho

No The Intercept Brasil

OS DEPUTADOS DO PSL têm se sentido cada vez mais à vontade para barbarizar a vida política brasileira. Até o ano passado, Jair Bolsonaro era um dos poucos parlamentares que usava o mandato para expressar seu desprezo pelos valores democráticos. Com o bolsonarismo, isso virou padrão. Todo dia tem um figurão do PSL xingando opositores, atacando as instituições, perseguindo jornalistas, exaltando assassinos e fazendo ameaças de todo tipo contra a democracia. A coisa já está fora de controle.

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Ao negro escravizado eram oferecidos pão, pano e pau, pancada. Isso acabou? Por Chico Alencar

Horrizamo-nos diante do Holocausto dos judeus no século XX. Esquecemo-nos do Holocausto e da Diáspora africana

Chico Alencar*, no Brasil de Fato

Para Joel Rufino dos Santos (1941-2015), mestre eterno, suave quilombola dos nossos tempos

Joaquim Nabuco (1849-1910), nascido na aristocracia, constatou: “a escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Escravidão, além de exploração brutal da mão de obra, é a negação do outro como pessoa, sua invisibilização. Durante um, dois, três, quatro séculos a escravidão vigorou oficialmente no Brasil. Aos negros escravizados eram “oferecidos” três pês: pão, pano e pau, pancada. Isso acabou?

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Entrevista: ‘Negar e silenciar é confirmar o racismo’, diz Roger Machado

Por Bruno Sousa, no The Intercept Brasil

VOCÊS DEVEM TER VISTO ou ao menos ouvido falar da entrevista coletiva de Roger Machado, técnico do Esporte Clube Bahia, no mês passado. A derrota por 2×0 para o Fluminense ficou em segundo plano depois da pergunta feita pela repórter Caroline Patatt, do canal FoxSports: ‘Queria que você falasse sobre a importância dessa campanha’, se referindo a iniciativa feita pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em que os dois únicos técnicos negros da Série A do Campeonato brasileiro se enfrentaram e entraram juntos em campo com uma camisa contra o racismo no esporte.

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‘A maioria das sentenças são machistas, racistas e excludentes’, diz estudioso da branquitude na Justiça brasileira

Por Annie Castro, no Sul21

Dos mais de 700 mil presos cumprindo pena nas prisões brasileiras, 61,7% são pessoas pretas ou pardas, de acordo com o Infopen, plataforma do Ministério da Justiça que reúne estatísticas do sistema penitenciário brasileiro. Para o pesquisador e professor Edileny Tomé da Mata, natural de São Tomé e Príncipe, a realidade do sistema carcerário do Brasil é um reflexo da branquitude na Justiça, ou seja, de privilégios simbólicos e subjetivos vivenciados pela maioria dos magistrados e magistradas do país.

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Para a imprensa ‘isenta’, vale tudo: do lavajatismo cego ao tapa na cara. Por João Filho

No The Intercept Brasil

ALGUNS JORNALISTAS brasileiros entraram em parafuso após as primeiras publicações da Vaza Jato. De repente, um veículo pequeno e independente revelou ao país não apenas um conluio político entre parte do judiciário e do Ministério Público, mas a vassalagem de parte do jornalismo mainstream brasileiro. Ficou escancarado que as arbitrariedades da Lava Jato e os seus sucessivos ataques à Constituição não seriam possíveis sem a cobertura dócil dos grandes meios de comunicação, que ajudaram a impulsioná-la e acabaram se tornando reféns da sua popularidade. Os jornalistas lavajatistas passaram anos comprando acriticamente as versões oficiais, tolerando ilegalidades flagrantes e transformando maus funcionários públicos em heróis nacionais. Prestaram um serviço de assessoria de imprensa que foi fundamental para transformar uma operação policial na maior força política do país. A Vaza Jato jogou luz sobre esse mau jornalismo.

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Žižek: “Coringa” e o grau zero da revolução

A elegância do filme novo do Coringa é como a passagem crucial do impulso autodestrutivo a um “novo desejo” por um projeto político emancipatório se encontra ausente da trama. Assim, nós, os espectadores, somos convocados a preencher essa lacuna.

Por Slavoj Žižek, no Blog da Boitempo

Os críticos não souberam muito bem como categorizar o novo filme do Coringa: seria ele uma mera peça de entretenimento (como toda a série de filmes do Batman), um estudo aprofundado da gênese da violência patológica, ou um ensaio de crítica social? Partindo de uma perspectiva mais radical de esquerda, o cineasta Michael Moore leu Coringa como uma “peça muito oportuna de crítica social e uma ilustração perfeita das consequências dos atuais males sociais da América”: afinal, ao investigar a transformação de Arthur Fleck em Coringa, o filme traz à tona o papel dos banqueiros, o colapso da saúde pública e o abismo entre os ricos e os pobres. Contudo, para Moore, Coringa não apenas retrata essa América, como também levanta uma “questão desconcertante”: e se um dia os despossuídos decidirem revidar?

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