Jeremy Corbyn junta-se a milhares de manifestantes em Londres contra visita de Trump

Da Lusa, na RTP

Milhares de manifestantes, incluindo o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, concentraram-se hoje no centro de Londres para protestar contra a visita de Estado do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao Reino Unido.

“Somos novos, somos velhos, somos brancos, somos negros, somos deficientes, somos LGBT, somos um mosaico completo de diversidade e inclusão”, saudou Corbyn, num discurso para os manifestantes.

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A sociedade do cubículo

Por Guilherme Carvalho, em Macaréu Amazônico

O ar anda carregado. O clima tenso. A negatividade parece dominar as mentes e as energias. O pior das pessoas a quem dedicávamos afeto e considerávamos próximas veio à tona de uma maneira que nos pegou de surpresa. Muitos(as) agora preferem que seus filhos manuseiem armas do que o lápis, que profiram impropérios em vez de palavras construtivas; que sintam orgulho das maldades praticadas contra pobres, pretos(as), favelados(as), gays, lésbicas, indígenas e quilombolas do que defender os direitos humanos, que se deliciem com a destruição da nossa casa comum do que defendê-la contra as atrocidades do capitalismo globalizado. Não esperávamos. Contudo, de alguma forma foi bom que isso tenha acontecido. Máscaras caíram. O “eu” de cada um(a) não consegue mais ser abafado. Para o bem ou para o mal.

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Brasileiro abandonou ‘máscara’ de cordial e assumiu sua intolerância, diz Lilia Schwarcz

Por Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil

As manifestações em 2013 e o impeachment da presidente Dilma Rousseff “abriram a tampa da democracia no Brasil e permitiram aflorar sentimentos que andavam um pouco reclusos”, diz a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz.

Para ela, até então o brasileiro zelava por uma imagem “de muito receptivo, muito aberto”, que servia de verniz para uma intolerância e um autoritarismo que ficavam escondidos e que estavam enraizados na própria história do país – a característica mais marcante do “homem cordial” descrito em 1936 pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda.

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Deep Fake, a mais recente ameaça distópica

Estas pessoas não existem: são “criadas” por Inteligência Artificial. Fotos, vídeos e textos muito verossímeis multiplicam os riscos de manipulação total. Emerge imenso problema: como regular a ciência, em meio à crise civilizatória?

Por Michael K. Spencer | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

Em 2019, vivemos em um mundo no qual vídeos e imagens deepfake de pessoas, totalmente fabricadas, podem ser criadas por inteligência artificial

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“Os privilegiados são analisados por pessoas; as massas, por máquinas”

Doutora em Matemática pela Universidade Harvard luta para conscientizar sobre como, segundo ela, o ‘big data’ aumenta a desigualdade

Por Ana Torres Menárguez, em El País

Cathy O’Neil (Cambridge, 1972), doutora em matemática pela Universidade Harvard, trocou o mundo acadêmico pela análise de risco de investimento dos bancos. Achava que esses recursos eram neutros do ponto de vista ético, mas sua ideia não tardou a desmoronar. Percebeu como a matemática poderia ser “destrutiva” e empreendeu uma mudança radical: somou-se ao grupo de finanças alternativas do movimento Occupy Wall Street, que nasceu em 2011 em Nova York para protestar contra os abusos do poder financeiro, e começou sua luta para conscientizar sobre como o big data “aumenta” a desigualdade e “ameaça” a democracia.

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