Está aberta para assinaturas a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!”

Ex-ministros da Justiça e do STF, artistas, intelectuais, banqueiros, personalidades dos mais diversos campos, como Chico Buarque e o ex-jogador Walter Casagrande, empresários e entidades da sociedade civil integram as mais de três mil assinaturas iniciais com as quais foi aberto para adesões no final desta tarde um manifesto em defesa da democracia. O documento será lançado no dia 11 de agosto, em ato nas arcadas do Largo de São Francisco, no centro de São Paulo, mas você pode assiná-lo no site da Faculdade de Direito da USP, a partir do link apresentado ao final da Carta, abaixo:

Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos cursos jurídicos no país, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

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Brasil: cinco teses sobre o golpismo. Por Guilherme Boulos

Bolsonaro não tem condições de aplicar um golpe clássico, mas aposta na desordem para melar as eleições. Diante deste tabuleiro temos dois grandes desafios: não nos deixarmos levar pelo ambiente de medo fomentado pelo bolsonarismo; apostarmos na mobilização democrática

No Esquerda.net

Tese 1

Bolsonaro está desesperado. Para ele, o que está em jogo não é simplesmente perder a eleição e retirar-se como ex-presidente. Sabe perfeitamente que pode ser preso – ele, os filhos e os milicianos de seu entorno – quando deixar a Presidência. Perderá a prerrogativa de intervir em investigações pela indicação de chefes regionais da Polícia Federal, pela influência na Procuradoria-Geral da República e pelos fatídicos decretos de sigilo por cem anos. Suas condições para costurar um “grande acordo nacional” de imunidade são mínimas, dado seu desgaste permanente com o Supremo. Por isso, joga todas as fichas numa batalha de vida ou morte. Como última tentativa de ganhar no voto, o que é cada dia mais improvável, aprovou a PEC dos Auxílios. Na outra trincheira, opera desde o início do mandato no sentido golpista: inflama a retórica, trocou comandantes das Forças Armadas, reuniu embaixadores estrangeiros e seguirá nesta mesma toada. No que depender dele, irá até as últimas consequências. É inimaginável uma transição amistosa. Vai esticar a corda, movido pelo instinto de sobrevivência e pelo medo da cadeia.

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Novo coordenador de indígenas isolados da Funai boicotou provas para registro de povo no Pará

Geovanio Katukina, que assumiu no último dia 15 cargo que já foi do indigenista Bruno Pereira, emitiu parecer controverso que coloca em risco a terra Ituna Itatá, cuja proteção depende de evidências de que é habitada

Por Isabel Harari e Naira Hofmeister, no Repórter Brasil

No dia em que voltou de férias, em 15 de julho, Geovanio Oitaiã Pantoja recebeu uma boa notícia: foi efetivado no cargo de coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai, a Fundação Nacional do Índio. Esse foi o último posto ocupado no órgão pelo indigenista Bruno Pereira, assassinado no Vale do Javari no início de junho.

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Com arcos e flechas, indígenas expulsam coordenador da Funai no Maranhão: “Não aceitamos”

Novo coordenador não tem experiência na área e substituiu indigenista de carreira que tinha aval das comunidades

Por Murilo Pajolla, no Brasil de Fato

Indígenas do Maranhão expulsaram de suas terras um coordenador da Funai nomeado para o cargo sem qualquer experiência em indigenismo. Ele substituiu uma servidora de carreira elogiada pelos indígenas da região, considerados um dos mais fragilizados do planeta. 

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OAB-AM cria Comissão Indígena e empossa advogada da etnia Kanamari

OAB AM

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), criou a Comissão Indígena e empossou como presidente uma advogada da etnia Kanamari. O ato aconteceu na noite de quinta-feira (21/07), na sede da instituição, localizada no bairro Adrianópolis, zona sul. Na ocasião, Adriana Inori e Fernando Cruz foram nomeados como presidente e vice-presidente da comissão, respectivamente.

Para o presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, o objetivo da comissão é assegurar a proteção dos direitos dos povos indígenas, fiscalizar as pautas  análogas em todo estado, estando sempre atento para defender os povos e as comunidades, pautados no princípio da constituição federal, que garante proteção a todos.

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Corregedoria do TRF-3 edita recomendação sobre povos indígenas 

Na Conjur

A Corregedoria Regional da Justiça Federal da 3ª Região editou nesta semana a Recomendação 8.851.728, que trata de procedimentos a serem adotados por magistrados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em processos envolvendo indígenas. 

A norma determina a observância, nos processos cíveis e criminais, das Resoluções CNJ nº 287/19 e CNJ nº 454/22, especialmente quanto à nomeação de intérpretes e realização de perícias antropológicas.

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