Em série de ataques, seguranças privados queimam casas Guarani Kaiowá em Dourados (MS)

Último ataque aconteceu na manhã desta segunda-feira (6), à luz do dia. Seguranças privados não se intimidaram com indígenas filmando ação e ameaçaram retornar à noite

Por Tiago Miotto, no Cimi

Desde a semana passada, pelo menos três casas do povo Guarani Kaiowá foram queimadas por seguranças privados de fazendeiros no tekoha Avae’te, em Dourados (MS). O ataque mais recente ocorreu hoje (6), por volta das 11h da manhã, quando os seguranças atearam fogo à casa de uma família. Segundo relatos dos indígenas, os ataques na área são constantes e se intensificaram nos últimos dias.

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7 de Setembro. Por Eliane Brum

O que fazer quando um presidente se comporta como terrorista e impõe terror de Estado sobre seus opositores na data cívica mais simbólica do país?

No El País

Não sabemos o que será o Brasil depois deste 7 de Setembro. É como se vivêssemos uma contagem regressiva para algo muito pior do que o muito pior que já vivemos. O “nós”, aqui, é o nós que não compactua com genocídio nem com destruição da Amazônia nem de outros ecossistemas nem com o crime de quadrilhas chamado “rachadinhas” nem com corrupção na compra de vacinas nem com disseminação do coronavírus para produzir “imunidade de rebanho” nem com o extermínio da democracia nem com rasgar a Constituição. Nós que não somos bolsonaristas nem antes de Bolsonaro, nem com Bolsonaro nem depois dele. Estabelecido o “nós”, o que temos para hoje?

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Em carta aberta, líderes de mais de 25 países alertam para risco à democracia e insurreição no Brasil

Personalidades estrangeiras apontam que “uma

insurreição colocará em risco a democracia no Brasil”
. Carta é publicada no momento em que organismos internacionais planejam acompanhar atos promovidos por apoiadores de Bolsonaro

Por Jamil Chade, no Uol

Os atos planejados para o dia 7 de setembro, organizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ameaçam a democracia e representam uma “insurreição” no Brasil. O alerta faz parte de uma carta aberta assinada por líderes de todo o mundo e que deixam claro que a comunidade internacional não irá tolerar qualquer ruptura democrática.

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‘A possibilidade de ruptura institucional vem pelas PMs’, diz Adilson Souza

Doutor em Psicologia e mestre em Direitos Humanos, tenente-coronel Adilson Paes de Souza comentou sobre o bolsonarismo nas PMs e as projeções para os atos de 7 de setembro no Da Ponte pra Cá

Por Elisa Fontes, na Ponte

Desde o mês de agosto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem estimulado seus apoiadores a participarem dos atos do dia 7 de setembro ao proferir ataques às instituições democráticas, ao sistema eleitoral e fazer ameaças golpistas. Parte desta base de apoio ao presidente é formada por policiais militares que também convocaram e prometem aderir às manifestações bolsonaristas previstas em diferentes estados do país.

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Por ocasião do Dia da Pátria, presidente da CNBB pede a brasileiros que não se deixem convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário

CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo divulgou nesta sexta-feira, 3 de setembro, um vídeo por ocasião do próximo Dia da Pátria, 7 de setembro. De acordo com o presidente da CNBB, a data deve inspirar em cada brasileiro o reconhecimento de que todos são irmãos, inclusive daqueles com quem não se concorda.

Essa verdade, segundo do Walmor, precisa ser contemplada e ajudar no reconfiguramento da interioridade de cada um frente a um contexto no qual o Brasil está sendo contaminado pela raiva e pela intolerância. De acordo com o arcebispo de Belo Horizonte, em nome de ideologias muitos dedicam-se à ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população.

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Religiosos evangélicos criticam e ‘desconvocam’ Igrejas Batistas para atos do 7/9

O Movimento Batistas por Princípios criticou líderes religiosos em declarar apoio a ‘iniciativas autoritárias e pouco democráticas’ de Bolsonaro

Por Natasha Werneck, no EM

O Movimento Batistas por Princípios, um grupo de religiosos, emitiu nota para desconvocar os fiéis para as manifestações do feriado de 7 de Setembro, Dia da Independência. Eles lamentaram o posicionamento de líderes religiosos em declarar apoio a “iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual presidente da República” Jair Bolsonaro (sem partido).

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Necropolítica: Os sobrenomes e códigos do racismo no Brasil

Por Nilma Bentes [1]

Sim, muitos são os sobrenomes do racismo: institucional, ambiental, cultural, educacional, religioso, alimentar, recreativo, são alguns. Tal como fala o prof. Luiz Hanns sobre corrupção[2], o racismo no Brasil é sindrômico, endêmico e sistêmico. No institucional, o ‘corpo normativo’ naturaliza práticas racistas de tal forma, que ninguém sente culpa pois é assim que funciona; no ambiental, a gentrificação é forte exemplo (sobretudo em áreas urbanas), da mesma forma que a construção de estradas, de hidrelétricas, colocação de linhas de transmissão de energia (e tudo o mais, em nome do ‘desenvolvimento’), dentro de áreas indígenas, quilombolas e de outros segmentos fincados nas áreas que ocupam há séculos; no cultural, além de ultravalorizar produções eurocêntricas (músicas, ballet clássicos), segmentos da branquidade se apropriam da criatividade negra e enriquecem; na educação formal,  é só entrar na escola que logo vamos nos europeizando; no religioso, além de importantes segmentos do cristianismo não valorizarem  negros e mulheres (em uns, não ordenam, ou pouco ordenam como sacerdotes ou é diminuto o número de santos e santas pretas ) e, pior, não respeitam as religiões afro-negras, indígenas e afro-indígenas; no racismo alimentar, a qualidade dos alimentos não garante uma nutrição adequada – comer só o que pode comprar, e o que pode comprar, muitas vezes só enche a barriga mas nutre pouco; no recreativo, faz tempo que somos objeto de anedotas pejorativas, humilhantes  e usados para reafirmar teatralmente ou não, nessa modalidade de racismo  ‘engraçado’.

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