Liberdade de expressão dos Povos Indígenas. Por Eduardo Viveiros de Castro

Os povos indígenas têm o direito de continuarem a ser indígenas, de continuarem a exprimir sua indigeneidade, exercendo os direitos originários que lhes são reconhecidos pela Constituição Federal de 1988

No A Terra é Redonda

A questão da liberdade de expressão dos povos indígenas, para além das recentes e repugnantes iniciativas da FUNAI de atacar a liberdade de expressão de lideranças indígenas, diz respeito primeiro de tudo à liberdade dos povos indígenas de continuarem a ser indígenas, de continuarem a exprimir sua indigeneidade, exercendo os direitos originários que lhes são reconhecidos pela Constituição Federal de 1988 no caput do artigo 231.[i]

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Atuação de ruralistas para adiar julgamento no STF expõe ‘operação casada’

Por Rubens Valente, no Uol

Se ainda pairava no ar alguma dúvida sobre a estratégia, ela se dissipou com a palavra do vice-presidente da bancada ruralista no Congresso, o deputado Neri Geller (PP-MT). Em entrevista a um portal que propõe ser “meio de comunicação do produtor rural” publicada na última quarta-feira (25), Geller explicou que a bancada, com apoio da Casa Civil e do Ministério da Agricultura do governo Bolsonaro, trabalhava junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ganhar mais tempo no julgamento sobre a tese jurídica do “marco temporal” enquanto tenta passar um projeto de lei, o de nº 490, no plenário da Câmara dos Deputados.

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Ruralistas trabalharam para adiar julgamento do Marco Temporal, revela Neri Geller

Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado disse que bancada prioriza a aprovação na Câmara do PL 490/2007, que trata do mesmo tema; ele tentou se encontrar com Luiz Fux antes da discussão em plenário; decisão ficou para o dia 1º de setembro

Por Mariana Franco Ramos, no De Olho nos Ruralistas

Não foi por acaso. Um dia antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar, pela segunda vez seguida, o julgamento do Marco Temporal, o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) revelou que líderes do setor trabalhavam justamente para postergar a discussão. O tema mobiliza indígenas de todo o país, 6 mil deles reunidos em Brasília.

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Carta Primavera Indígena: mobilização permanente pela vida e democracia

APIB

“Em memória dos nossos ancestrais, que entregaram as suas vidas para existirmos. Dos encantados que nos trouxeram até aqui para dar continuidade às suas lutas em defesa dos nossos corpos, terras e territórios, a nossa identidade e culturas diferenciadas, dizemos à sociedade brasileira e internacional que estamos em mobilização permanente em defesa da VIDA e da DEMOCRACIA.

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Mobilização Permanente: Indígenas decidem permanecer em luta contra marco temporal na capital federal e nos territórios

APIB

Em plenária, os 6 mil indígenas presentes no acampamento “Luta Pela Vida”, decidem manter a mobilização, de forma permanente, em Brasília e nos territórios em todo país, até o julgamento do Marco Temporal. Em memória a seus ancestrais e encantados, em defesa de seus corpos, terras e territórios, identidade e culturas diferentes, reafirmam a mobilização em defesa da vida.

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Tribunal ordena a Funai que conclua demarcação de terra indígena do povo Suruí Aikewara, no Pará

Marco temporal não está em vigor no país, diz desembargador

Decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região ordenou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) conclua, no prazo de 30 dias, a demarcação da Terra Indígena Tuwa Apekuokawera, do povo Suruí Aikewara, do Pará. O processo de reconhecimento do território tradicional indígena se arrasta desde 2004 e, em 2021, o Ministério Público Federal (MPF) foi à Justiça para obrigar sua conclusão. No entanto, a Funai alegou que suspendeu a demarcação enquanto não há decisão final sobre a aplicação do marco temporal às demarcações de terras indígenas no país.

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STF retoma julgamento histórico sobre terras indígenas, na quarta (25)

Em Brasília, centenas de lideranças indígenas participarão do acampamento Luta pela Vida e acompanharão julgamento que definirá futuro das demarcações

Na Apib

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia amanhã, 25, o julgamento que definirá o futuro das demarcações de Terras Indígenas (TIs) no Brasil. Povos indígenas de todo o país estarão reunidos em Brasília na semana do julgamento, no Acampamento Luta pela Vida, que ocorre entre os dias 22 e 28 de agosto. Retomando a intensa mobilização realizada em junho no Levante pela Terra, centenas de lideranças indígenas farão uma semana de lutas em defesa de seus direitos constitucionais e acompanharão de perto a votação da Suprema Corte.

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