A crise climática é uma questão de classe

Estamos vivendo as consequências de um sistema que coloca os bilionários em primeiro lugar e o resto de nós por último. Precisamos travar uma guerra de classe para transformar nossas economias e salvar a humanidade do apocalipse climático.

Por Jeremy Corbyn, na Jacobin

O secretário-geral da ONU declarar o relatório dos cientistas do clima como um “alerta vermelho para a humanidade” é um alerta crítico.

(mais…)

Ler Mais

Quanto mais capitalismo, mais superexploração. E a luz da cruz? Por Gilvander Moreira*

Durante a marcha histórica do capitalismo, “a força externa que impunha a atividade ao indivíduo se internalizou; agora no contexto da igualdade “natural” dos indivíduos, cada um aparece como um sujeito atomizado buscando seu próprio interesse enquanto, de fato, realiza o interesse do capital social total” (IASI, 2006, p. 217). Mas como tudo o que é sólido se desmancha no ar, com a evolução desenfreada das forças produtivas, o que faz aumentar a exploração dos trabalhadores, dos camponeses, da terra, das águas e de toda a biodiversidade, as ideias da classe dominante por si mesmas não conseguem mais justificar a crescente opressão: exploração e expropriação, crescentes em progressão geométrica. Cria-se uma crise ideológica e muitos trabalhadores adquirem uma consciência diferente ao perceber que o interesse da classe dominante não é interesse universal, mas ilusões e hipocrisias deliberadas que sopram vento no moinho do capital. “Quanto mais a forma normal das relações sociais e, com ela, as condições da classe dominante acusam a sua contradição com as forças produtivas, quanto mais cresce, em decorrência, o fosso cavado no seio da própria classe dominante, fosso que separa esta classe da classe dominada, mais naturalmente se torna nestas circunstâncias, que a consciência que originalmente correspondia a esta forma de relações sociais se torna inautêntica: dito por outras palavras, essa consciência deixa de ser correspondente, e as representações anteriores que são tradicionais desse sistema de relações […] degradam-se progressivamente em meras fórmulas idealizantes, em ilusão consciente, em hipocrisia deliberada” (MARX; ENGELS, 2007, p. 283).

(mais…)

Ler Mais

Round 6 é uma alegoria do inferno capitalista

Como Parasita, a nova série de sobrevivência da Netflix, Round 6, dramatiza os horrores da desigualdade e da exploração contemporânea na Coreia do Sul – e destrói o mito capitalista de que o trabalho árduo garante a prosperidade.

Por Caitlyn Clark, na Jacobin

Embora o mundo conheça a indústria do entretenimento sul-coreana principalmente por sua prolífica produção de K-Pop, um punhado de filmes e séries de TV também tem atraído atenção internacional nos últimos anos. As exportações de filmes do país são muito mais sombrias e abordam direta e alegoricamente a dura realidade da vida na Coréia sob o capitalismo.

(mais…)

Ler Mais

(De)formação da consciência no sistema do capital. Por Gilvander Moreira[1]

Cada passo do movimento real é mais importante do que uma dúzia de programas” (MARX [1875], 2012, p. 22, em carta a Wilhelm Bracke). Na sociedade do capital, “mundo antagônico ao humano e à vida” (IASI, 2011, p. 9), e especificamente no capitalismo, sistema histórico atual da sociedade em que vivemos, a sociabilidade é organizada em classes – a dos proprietários dos meios de produção (terra, indústria, fábrica etc.) e do capital financeiro, a dos trabalhadores expropriados da propriedade dos meios de produção – classe trabalhadora e campesinato -, uma pequena burguesia, eufemisticamente chamada de ‘classe média’, classes com interesses antagônicos inconciliáveis. A classe dominante, ao dominar, espolia e superexplora cada vez mais a classe trabalhadora e o campesinato. Acontece assim opressão de classe, o que suscita indignação e desencadeia rebeliões fazendo eclodir a luta de classes, que na sua dinâmica articula os aspectos objetivos e subjetivos que podem caminhar para a formação dos trabalhadores enquanto classe proletariada, não apenas como uma classe explorada da sociedade do capital, mas uma classe que se opõe ao capital e pode se tornar portadora de novas relações sociais para além do capital, em um novo tipo de sociabilidade humana emancipada.

(mais…)

Ler Mais

Autoritarismo e neoextrativismo

O sistema informal de normas pelo qual o capitalismo extrativo repõe em circulação formas autoritárias de atuação

Por *Henri Acselrad, em A Terra é Redonda

A discussão sobre a crise da democracia brasileira repõe na pauta o papel político das elites empresariais no país. Pergunta-se como se fez possível a normalização dos discursos e atos criminosos efetuados por grupos no poder e por qual jogo de conveniências os poderosos empurraram o país nas mãos de agentes empenhados em desmontar as dimensões públicas do Estado. Para avançar nesta discussão, há que observar as transformações mais estruturais que reconfiguraram o capitalismo brasileiro nas últimas duas décadas. É em seu âmbito que a trama política autoritária veio se desenrolando, em particular em conexão com a forma neoextrativista deste capitalismo, um modelo fundado na exploração de recursos naturais voltada à exportação de commodities, com inserção subordinada da economia na divisão internacional do trabalho.

(mais…)

Ler Mais

Ser humano reduzido à máquina e à mercadoria? Por Gilvander Moreira*

A Constituição Federal de 1988 tem como um dos seus princípios basilares o respeito à dignidade humana. Segundo a mística e espiritualidade bíblica, o ser humano é “imagem e semelhança de Deus” (Gênesis 1,26) e nosso corpo é “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6,19), segundo o apóstolo Paulo. Ou seja, toda pessoa é sagrada, portadora de uma dignidade infinita que precisa ser respeitada e valorizada. No entanto, temos que perguntar: em uma sociedade capitalista, o ser humano é reduzido à máquina e à mercadoria e as mercadorias são fetichizadas e reificadas? Para respondermos a estas perguntas precisamos analisar o mais profundo das relações sociais e não acreditar em ideologia dominante, que sempre cumpre o papel de oprimir e explorar.

(mais…)

Ler Mais

Começa neste sábado (11) curso gratuito sobre crise ambiental e capitalismo

Renomados ativistas, pesquisadores e professores debatem a crise ambiental em quatro encontros

Redação Brasil de Fato

A crise ambiental avança cada vez mais no mundo e se torna urgente debater os desafios, as ameaças globais e as saídas possíveis. Para aprofundar os estudos sobre o assunto, o Coletivo Internacional de Formação Política e a Assembleia Internacional dos Povos estão realizando a série de Seminários Capitalismo e Crise Ambiental.

(mais…)

Ler Mais