Há seis meses a ONU alertava: um vírus devastador poderia nos levar a uma pandemia. Governantes ignoraram risco iminente. Agora, enfrentarão nova ordem social – e do confinamento pode emergir uma governança solidária e global
Por Juan Luis Cebrián*, no El País España | Tradução de Simone Paz, em Outras Palavras
Em setembro do ano passado, um relatório das Nações Unidas e do Banco Mundial alertava sobre o sério risco de uma pandemia que, além de dizimar vidas humanas, iria destruir a economia e provocar um caos social. O chamado era para nos prepararmos para o pior: uma epidemia planetária, de uma gripe especialmente letal, transmitida por vias respiratórias. Apontava que um germe patogênico desse tipo poderia tanto surgir de forma natural, como ser projetado e criado num laboratório, com o fim de virar uma arma biológica. E fazia um chamado aos EUA e às instituições internacionais para que tomassem medidas para afastar aquilo que já se mostrava, certamente, à espreita.
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