Piketty: a ‘reforma agrária’ do século XXI

O modelo de propriedade social e temporária de Piketty “é inspirado na reforma agrária reivindicada pelo radical britânico Thomas Paine, um dos referenciais ideológicos da Revolução Americana. Concretamente, cita o trabalho de Paine, Justiça agrária (1795), no qual defendia o estabelecimento de um imposto sucessório para financiar uma renda básica. Um liberalismo igualitário também defendido na França por Maximilien de Robespierre, mas que foi abortado no final do século XVIII em benefício da sacralização da propriedade no século XIX”, escreve Enric Bonet

por Ctxt / IHU On-Line*

Superar o capitalismo por meio da democracia. Pode parecer ousado em uma conjuntura em que são escassas as utopias e são abundantes os relatos apocalípticos. Contudo, esse é o objetivo de Capital et idéologie (Capitalismo e ideologia), o último livro de Thomas Piketty, publicado em francês, em setembro.

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Cuidado e compartilhamento para vida sustentável. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

I – Por que necessitamos de um novo paradigma civilizatório?

Inicio uma série de cinco crônicas levantando algumas questões que tem a ver com a difícil conjuntura e o momento histórico do Brasil e do mundo, mas que apontam para além, para a necessidade de transformações profundas. Aliás, no meu modo de ver, são as questões estratégicas do horizonte histórico (como bem definiu Boaventura Souza Santos), de mudança do próprio paradigma civilizatório, que devem orientar tanto a incontornável análise da conjuntura, buscando sinais e possibilidades de ação no aqui e agora, como construir visões, propostas e ideários mobilizadores da cidadania, definindo caminhos a seguir para a transformação ecossocial necessária na cultura, na sociedade, no poder e na economia. Esta é uma reflexão em que estou engajado há vários anos, começando com um longo texto e um seminário internacional no Ibase, em 2011, esboçando as condições éticas de uma “biocivilização” em oposição ao capitalismo atual. Penso que é oportuno por em debate mais amplo algumas das ideias desenvolvidas de forma mais sistemática desde então. Começo pela questão do cuidado na base da economia para outro mundo. Baseio-me num texto que escrevi a respeito, em 2018, e recentemente publicado na Alemanha, como parte do livro Ethics for Life.

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“Precisamos de uma grande rede de solidariedade para combater o capitalismo e a destruição do planeta”. Entrevista com Judith Butler

Desde o seu nascimento, os estudos de gênero suscitaram debates cada vez mais amplos, que se tornaram cada vez mais importantes em todo o planeta, graças às diferentes ondas feministas. Judith Butler é uma das principais teóricas dessa corrente. Le vent se lève conversou com ela por e-mail para perguntar sobre os principais conceitos de seu trabalho, bem como sobre sua visão do futuro político, em um momento em que a questão da reformulação da masculinidade se tornou crucial para qualquer pessoa que queira lutar contra o patriarcado.

por Lilith Verstrynge e Lenny Benbara, em Ctxt / IHU On-Line*

Você nasceu em uma família judia tradicional, em Ohio. Seu tio foi preso por ser transexual e faleceu na prisão. Seus primos foram expulsos de suas casas por serem homossexuais e você foi levada a um psiquiatra, com 15 anos, quando anunciou sua homossexualidade. Como você desconstrói o gênero em sua difícil história pessoal? Para aquelas e aqueles que não lhe conhecem, como se descreveria?

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Costa Rica: campeona mundial del capitalismo verde

Pronunciamiento del Colectivo de Geografía Crítica “24 de Abril” por motivo del premio “Campeones de la Tierra”, recientemente otorgado a Costa Rica por parte de la ONU

Hablar de ambiente en Costa Rica es una polémica tarea. Por un lado, se ha convertido en un signo de orgullo internacional, un amplificador del nacionalismo y una noticia agradable que nos conforta en medio de nuestras angustias cotidianas. Por otro, es un triste conteo de fracasos, un interminable recuento de las consecuencias más perversas -por lo general ocultas- del modelo de desarrollo y una alerta de que no estamos haciendo las cosas tan bien como nos dicen. 

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O que há por trás de Greta Thunberg

Como se articulou a Greve Climática Global – em que milhões questionaram corporações e governos. Por que a garota sueca tornou-se símbolo. A progressiva politização: da esperança ao desencanto e protestos. O que esperar agora

Por Nick Engelfried, no CTXT | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Começou com um chamado à ação de um grupo de jovens ativistas espalhados pelo mundo, e logo tornou-se o que está se configurando como o maior protesto em favor do clima já visto, em escala planetária. A Greve Global pelo Clima, que terminou nesta sexta-feira (27/9) não foi a primeira ocasião em que pessoas de todo o mundo foram às ruas num único dia contra a destruição da natureza. Mas talvez seja um ponto de virada na resistência de base aos combustíveis fósseis.

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O luxo arrasador dos super ricos. Por George Monbiot*

Um voo, em seus jatos, consome o combustível de um ano, numa cidade africana. É preciso cortar seu poder. Um começo: limitar a renda e a riqueza individuais; e defender a frugalidade pessoal, combinada com vida coletiva abundante

No The Guardian| Outras Palavras

Não é exatamente verdade que por trás de cada grande fortuna há um grande crime. Músicos e romancistas, por exemplo, podem tornar-se extremamente ricos oferecendo prazer a outras pessoas. Mas parece ser uma verdade universal de que diante de toda grande fortuna está um grande crime. Riquezas imensas traduzem-se automaticamente em imensos impactos ao meio ambiente, independentemente das intenções daqueles que as possuem. Os muito ricos, quase por definição, estão cometendo ecocídio.

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Uma semana contra o Capitalismo de Desastre

Greve Global pelo Clima, que começa sexta, já contagia centenas de cidades. Autora de “A Doutrina do Choque” afirma: sistema não é invencível; mas é preciso superar o “sentimento de apocalipse inevitável que permeia nossa cultura”

Por Naomi Klein*, em Outras Palavras

Estamos vivendo tempos assustadores. Como Greta Thunberg tem dito com frequência: “Nossa casa está pegando fogo”. E eu acredito firmemente que três coisas devem estar alinhadas, se quisermos extinguir as chamas. Para começar, precisamos de coragem para sonhar com outro tipo de futuro. Para afastar o sentimento de apocalipse inevitável que permeia nossa cultura. Para nos dar orientação, um objetivo comum, um vislumbre do mundo pelo qual estamos trabalhando.

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