EUA: quem lucra com as crianças separadas

Capitalismo e barbárie: Washington oferece contratos multimilionários para que corporações envolvidas em guerras ganhem com o aprisionamento infantil. Prática remete a história oculta do regime nazista

Por Marianna Braghini*, em Outras Palavras

Encarcerar crianças imigrantes, em atentado aos direitos humanos, pode ser também fonte de lucros? No mês passado o site norte-americano The Daily Beast publicou reportagem denunciando algumas das empresas que ganham muito, com a nova política de imigração do governo Trump. Como se sabe, elas vêm sendo sistematicamente separadas de seus pais e abrigadas em instalações provisórias do Estado. Conforme os relatos e imagens dos jornais, pode-se dizer, no mínimo, que se trata de condições inadequadas para crianças em situação de vulnerabilidade. Mas as revelações de agora fazem lembrar episódios mais dramáticos: o papel de grandes empresas alemãs (como a Volkswagen e a Krupp) e mesmo norte-americanas (Ford e General Motors) no apoio industrial e tecnológico ao regime nazista – e a seus campos de concentração. (mais…)

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Bolivia: Proyecto hidroeléctrico Rositas: El despojo detrás de un “sueño”

Proyecto hidroeléctrico Rositas es un ejemplo de la ocupación capitalista de los territorios en Bolivia

Por Claudia Cuellar Suárez y Huáscar Salazar Lohman, en Servindi

Rimay Pampa – A doce años de iniciarse el gobierno del MAS, asistimos a la consolidación de una inercia estatal en la que el mando político y su posibilidad de sostenerse materialmente en el tiempo se nutre del despojo depredador de la naturaleza y de la ocupación capitalista de los territorios comunitarios, de una manera que ni el propio neoliberalismo logró hacerlo, no porque aquel modelo no lo haya intentando, sino que el actual gobierno y la lógica misma del Estado Plurinacional se funda, como condición de existencia, en la desarticulación de las organizaciones sociales que históricamente resistieron y lucharon contra este tipo de políticas. (mais…)

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Força de trabalho e ideologia, oxigênio das relações do capital. Por Gilvander Moreira[1]

Em muitas passagens de O Capital, o filósofo Karl Marx se refere à classe dominante, integrada por capitalistas, especuladores de bolsa, proprietários de terra, e à classe proletária, que é composta pelos trabalhadores: todos aqueles que, não tendo outra coisa, são obrigados a vender sua força de trabalho. São trabalhadores das indústrias, das fábricas, assalariados, trabalhadores camponeses, entre outros, que vendem sua força de trabalho como mercadoria para os capitalistas. De uma forma analógica, podemos dizer que “a molécula Trabalho encontra-se com a molécula Capital e produzem o ser do Capital” (IASI, 2006, p. 91). A força de trabalho é uma espécie de oxigênio para manter vivas as relações do capital.  (mais…)

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Polêmica com um ambientalismo ingênuo

Sim, é preciso salvar a Terra. Mas será tolo tentar fazê-lo condenando abstratamente a Humanidade e perdoando o sistema que a coloca contra a Natureza

Por John Bellamy Foster, na Montly Review/Outras Palavras

O filme de Raoul Peck O Jovem Karl Marx, de 2017, abre com uma silenciosa cena de pobres “camponeses proletários”, homens, mulheres e crianças sujos e maltrapilhos, catando madeira morta numa floresta. De repente são atacados por uma tropa de polícia montada armada com porretes e espadas. Alguns dos catadores são mortos; o resto é capturado. A cena corta para Karl Marx com 24 anos, na redação do Rheinische Zeitung [Gazeta Renana] de Colônia, onde era editor, escrevendo o artigo “Os Debates sobre a Lei do Roubo de Madeira”. (mais…)

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Impacto destrutivo do capitalismo já é maior do que todas as destruições anteriores da vida no planeta. Entrevista especial com Marildo Menegat

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Ao analisar a Revolução 4.0 e seus efeitos, Marildo Menegat destaca que ela é um aprofundamento da Terceira Revolução Tecnocientífica, a da microeletrônica. “Ela amplia soluções na elaboração de informações em alguns pontos que não eram ainda suficientemente rentáveis para o capital, quando essa transformação tecnológica iniciou-se nos anos 1950-60”, contextualiza. “Na década de 1980, ela já era dominante na indústria automobilística em países como o Japão. Mas ainda faltava se desenvolver o robô, que poderia ser definido como uma máquina com ‘órgãos de sentidos e inteligência artificial’. Essas máquinas – que parecem ‘quase humanos’ – são o eixo central da Revolução 4.0.” (mais…)

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A “crise fiscal” e a queixa das hienas

Mídia conservadora e empresários abrem nova campanha pelo “contole dos gastos públicos”. Números demonstram: são eles que precisam pagar impostos, por meio de uma Reforma Tributária

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O quadro de dificuldades proporcionadas pela crise fiscal tem oferecido um vasto cardápio de interpretações a respeito das alternativas a serem adotadas para a superação do quadro atual. A cada dia que passa parece ampliar-se o entendimento mais adequado a respeito das principais causas que levaram ao aprofundamento da situação de desequilíbrio nas contas públicas. (mais…)

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Psiquiatras, Capitalismo e Lava Jato

Cada vez mais a operação vai me lembrando o Manual de Desordens Mentais. Sugiro, então, incluir novas patologias — como o Transtorno de Acumulação e o messianismo jurídico

Por Priscila Figueiredo, no Outras Palavras

Já tinha lido algumas semanas atrás que o processo contra o reitor de Santa Catarina que se suicidou tem 817 páginas e nenhuma prova, mas a intervenção do último domingo, que acabou por impedir que se resgatasse Lula da masmorra da Polícia Federal em Curitiba, recrudesceu meu interesse pela Lava Jato e o alienista-chefe, Sérgio Moro, este que sobe nas tamancas quando descobre um petista solto sem tornozeleira. (mais…)

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