O neoliberalismo e a atualidade de Marx. Entrevista com David Harvey

Em entrevista recente ao Mediapart, David Harvey comenta a mercantilização da vida, a violência do neoliberalismo, o populismo e a atualidade de Marx.

Por Mathieu Dejean e Romaric Godin, no Blog da Boitempo

David Harvey é uma das figuras mais importantes do marxismo contemporâneo. De passagem por Paris, reuniu-se com Jean-Luc Mélenchon no dia 12 de abril, a convite do Instituto La Boétie. Grande crítico do capitalismo e incansável intérprete do pensamento de Karl Marx, geógrafo e pensador acerca dos efeitos concretos do capital na sociedade, este britânico de 88 anos sempre fora um observador atento da realidade econômica, social e geográfica. (mais…)

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As entranhas do capitalismo sanguessuga. Por Ladislau Dowbor

No controle da revolução digital, o capital avança à sua fase financista, em que concentra a riqueza em escala jamais vista – sem produzir nada. Para os 99%, trabalho precário e desalento. Governança segue analógica, de mãos atadas e local

Em Outras Palavras

O Dicionário de Cambridge define o mais-valor como “a diferença entre o valor que um trabalhador recebe e o valor que o trabalhador acrescenta aos bens ou serviços produzidos”. Não é preciso ser marxista para entender que os altos lucros obtidos com baixos salários levam à exploração e ao crescimento desequilibrado. Essa ainda é uma questão crucial, pois o ciclo econômico exige não apenas produção, mas também poder de compra para que os bens e serviços possam ser vendidos. Na tradicional economia industrial do século 20, um equilíbrio razoável foi alcançado através do New Deal nos EUA e do Welfare State em alguns países, basicamente do Norte Global, com políticas públicas equilibrando interesses por meio de tributação progressiva e provisão de bens públicos e serviços. Esse equilíbrio foi derrubado pela extração de riqueza atualmente dominante por meio do rentismo, ou geração improdutiva de riqueza, acima e muito além do mais-valor tradicional. Chamamos isso de neoliberalismo, mas não há nada de liberal nessa história. (mais…)

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Construir Desconstruindo Por Candido Grzybowski

No Sentidos e Rumos

As cidadanias ativas se forjam e se renovam na disputa social, a partir dos territórios, afirmando identidade social e, ao mesmo tempo, demando reconhecimento e pertencimento ao coletivo com um todo, com direitos iguais na diversidade. Trata-se de uma prática de liberdade de pensar e agir, para elaborar e disputar narrativas sobre si mesmas e da sociedade como um todo. Assim, se situam no emaranhado de relações, processos e estruturas históricas vividas, suas formas de dominação, exploração e destruição, violência, discriminação e exclusão. No processo se forja a busca da emancipação cidadã indispensável para um agir coletivo. Ao mesmo tempo, para ganhar potência política, a própria prática leva a criar organizações e movimentos sociais, redes, coalizões, partidos, assim como a identificar e qualificar os conjuntos de forças sociais e políticas divergentes e as totalmente opostas. Este processo de pensamento em ação é que pode dar vida e intensidade à democracia, como modo de transformação ecossocial das estruturas e processos políticos e econômicos. (mais…)

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Capitalismo woke. Por Slavoj Žižek

Os woke [acordados] nos acordam – para o racismo e o sexismo – justamente para permitir que continuemos sonhando

No Blog A Terra é Redonda

Há quem diga que a “wokeness” está em declínio. Na verdade, ela está sendo gradualmente normalizada, acatada até mesmo por aqueles que, internamente, duvidam dela, e sendo praticada pela maioria das instituições acadêmicas, empresariais e estatais. É por isso que ela merece, mais do que nunca, nossa crítica – assim como o seu oposto, a obscenidade do novo populismo e do fundamentalismo religioso. (mais…)

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Para Ailton Krenak, o capitalismo “teve metástase”

Xamã, filósofo, líder indígena e escritor brasileiro, é uma das vozes mais reveladoras do pensamento latino-americano contemporâneo. O fundador da União das Nações Indígenas (UNI), autor de Ideias para adiar o fim do mundo e Futuro ancestral, entre outros livros, se opõe ao utilitarismo atual e argumenta que “os governos deixaram de existir”.

A reportagem é de Silvina Friera, Página/A tradução é do Cepat, no IHU

“Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, o ser humano, ou melhor, esse clube seleto da humanidade, vem devastando tudo ao seu redor”, adverte Ailton Krenak em “Não se come dinheiro”, um dos textos que compõem um livrinho extraordinário, A vida não é útil, editado na Argentina pela Eterna Cadencia, com tradução de Cecília Palmeiro e prefácio de Natalia Brizuela. (mais…)

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O mercado não gostou… e daí?! Por Fernando Nogueira da Costa

Este governo eleito de Frente Ampla democrática é contra a extrema-direita e a favor dos pobres

Em A Terra é Redonda

A posse do presidente Lula foi um sucesso popular. Teve repercussão internacional com fotos na primeira página dos principais jornais do mundo ocidental. A posse dos ministros demonstrou o acerto de suas nomeações. Todos são políticos experientes – governadores, senadores, deputados e líderes em suas áreas de atuação. (mais…)

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A Copa do Mundo e suas perplexidades. Por Elaine Tavares

No Correio da Cidadania

Pouco antes da Copa do Mundo no Brasil, o Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC promoveu uma edição das Jornadas Bolivarianas tratando do tema dos megaeventos e seus impactos, tanto para a América Latina quanto para o mundo no que diz respeito a uma mirada de classe: ou seja, as consequências para os trabalhadores. Foi um momento muito bom para compreendermos como os países se curvam aos interesses da FIFA, ou, em última instância, do capital. (mais…)

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