Empresas autorizadas a exportar carne para a China descumprem especificações contra o desmatamento

Novo levantamento do Radar Verde revela que as plantas frigoríficas autorizadas a exportar para China e Hong Kong não atendem as especificações da Associação Chinesa da Carne contra o desmatamento 

Radar Verde

Um estudo inédito feito pelo Radar Verde identificou que frigoríficos autorizados a exportar para China e Hong Kong descumprem especificações chinesas contra o desmatamento da Amazônia. Em 2021, a Associação Chinesa da Carne (CMA) publicou regras para evitar a importação de carne associada ao desmatamento. Embora ainda não tenha uma data específica para começar a valer, a norma demonstra que as preocupações ambientais aumentaram e é necessário que a indústria tenha controle total da cadeia de fornecimento. A CMA é composta por empresas da cadeia da carne, órgãos governamentais e acadêmicos chineses. Hong Kong foi incluída na avaliação, pois a carne exportada para o território pode ser re-exportada para a China continental. (mais…)

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Junto à PF, agentes da Funai atuam no combate a crimes ambientais na TI Igarapé Lage (RO)

Funai

A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira (5) a Operação Retomada III na Terra Indígena Igarapé Lage, no estado de Rondônia, para combater crimes ambientais e de grilagem de terras. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Exército e a Força Nacional apoiaram a ação, realizada no Dia Mundial do Meio Ambiente. (mais…)

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Um rio, duas margens: tragédia no Vale do Taquari foi maior em lado menos preservado

Com apenas 31% de cobertura em locais que deveriam ser APP, região viu contraste da destruição nas enchentes no RS

Por Gabriel Gama | Edição: Giovana Girardi, Agência Pública

Uma das regiões mais afetadas pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no último mês, o entorno do rio Taquari carece de um tipo de proteção que poderia ter ajudado ao menos a reduzir o impacto da tragédia. Apenas 31% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) – margens dos rios, que são protegidas por lei – estão, de fato, cobertas com vegetação nativa. É o que revela um levantamento de pesquisadores do Movimento Pró-Matas Ciliares do Vale do Taquari a partir de dados da plataforma MapBiomas. (mais…)

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Governo Federal começa processo de desintrusão na TI Karipuna, em Rondônia

Funai

O Governo Federal deu início, no último sábado (1°),  ao processo de desintrusão na Terra Indígena (TI) Karipuna. Localizado nos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré, no estado de Rondônia, o território tem cerca de 153 mil hectares. A operação conta com 210 servidores de 20 órgãos federais envolvidos, entre eles a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que acompanha e orienta a ação para qualificar o atendimento aos indígenas da região. (mais…)

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Cerrado supera Amazônia e se torna o bioma mais desmatado do país, mostra MapBiomas

Mais da metade do desmatamento total no Brasil em 2023 ocorreu no Cerrado, principalmente no MATOPIBA; Maranhão assumiu a dianteira dos estados que mais desmataram.

ClimaInfo

novo relatório sobre desmatamento no Brasil divulgado pelo MapBiomas nesta 3ª feira (28/5) trouxe algumas notícias boas e outras bem preocupantes. Por um lado, a área desmatada em todo o país em 2023 registrou uma queda de 11,6% na comparação com o ano anterior, sendo que a Amazônia experimentou uma redução ainda mais significativa, de 62%. Por outro, o desmatamento no Cerrado disparou 68%, colocando o bioma pela 1ª vez no topo da destruição ambiental no Brasil. (mais…)

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Agro responde por 97% do desmatamento do país nos últimos 5 anos, mostra MapBiomas

Outro efeito nefasto da atividade econômica sobre o meio ambiente: bem mais da metade (61%) de todo desmate em 2023 está no Cerrado, estratégico para o controle hídrico

Por Redação RBA

O agronegócio é responsável por 97% do desmatamento do Brasil nos últimos cinco anos, segundo relatório anual divulgado nesta terça-feira (28) pelo MapBiomas. Outro efeito nefasto da ação da atividade econômica sobre o meio ambiente: bem mais da metade (61%) de toda a área desmatada em 2023 está localizada no Cerrado. (mais…)

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Para reconstruir o RS e as cidades do Brasil

Catástrofe convida a superar o curto-prazismo e consolidar outra relação cidade-natureza. Reverter desmontes de leis ambientais e de estruturas de prevenção de riscos é urgente. E criar novas formas de cooperação entre sociedade e poder público

por 

Os desastres socioambientais no Rio Grande do Sul, deflagrados pelas chuvas torrenciais em volume recorde, deflagraram nova rodada de reflexões sobre a emergência climática. Salta aos olhos mas não surpreende que, nos últimos anos, muitas capitais brasileiras seguiram a linha do afrouxamento de marcos legais ligados à proteção do meio ambiente. No Rio Grande do Sul, foram flexibilizadas 480 normas do código ambiental. Entre elas, destaque para a liberação de construções em áreas de preservação, passíveis de alagamento, e a eliminação de vegetação com função de drenagem. Mas o estado seguiu a tendência conhecida como “deixar passar a boiada”. Em 2021 o Congresso Nacional aprovou a Lei 14.285, cuja letra além de flexibilizar construções e impermeabilização às margens de cursos d’água, beneficiou obras irregulares em andamento e transferiu a municípios a competência de determinar faixa de Área de Preservação Permanente. Já o projeto de Lei 3.729, aprovado na Câmara mas em tramitação no Senado, libera diversos setores do licenciamento ambiental, bem como reduz penas aos delitos. À época especialistas da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência já alertavam para uma “fragilização da atuação das entidades/órgãos intervenientes”, “anistia” a quem desenvolveu atividade ilegalmente”1 (mais…)

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