Quarenta famílias do MST são ameaçadas de despejo em Linhares

Ação de reintegração de posse movida pelo governo do Estado reivindica área desapropriada desde 2012

Por Sara Oliveira, Século Diário

Quarenta famílias alocadas no acampamento João Gomes, em Linhares, norte do Espírito Santo, podem ser despejadas após uma liminar do governo estadual. A ação de reintegração de posse é direcionada a uma área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde 2019. De acordo com o movimento, a área, localizada na comunidade de Palhal, no distrito de Bebedouro, está desapropriada desde 2012.Os diálogos em torno da área já acontecem desde 2015, mas ficaram mais incisivos em 2020, após uma notificação do governo. Desde então, as famílias participaram de reuniões na Mesa de Resolução de Conflitos, coordenada pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH).

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MPF manifesta-se por suspensão de reintegração de posse durante pandemia de covid-19

Para órgão, é procedente reclamação, diante do evidente perigo de dano irreparável às famílias que não têm para onde ir em plena pandemia

Procuradoria-Geral da República

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se pela procedência de reclamação que requer a suspensão da reintegração de posse – de imóvel ocupado irregularmente – durante a pandemia de covid-19, até que sejam efetivamente adotadas as medidas necessárias para garantir a devida realocação das famílias em abrigos públicos ou em locais com condições dignas.

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Disputa pela utilização da Orla do Guaíba revela a luta pelo direito à cidade no RS

Segundo especialistas e ativistas, a região tem sofrido intervenções que atendem os interesses de uma minoria

Pedro Neves Dias e Fabiana Reinholz, Brasil de Fato

Da ponta do Gasômetro até a praia do Lami, se estende a Orla do Guaíba por cerca de 70km no entorno da capital gaúcha. Local muito querido, é um ponto de encontro, seja para o lazer, exercícios físicos ou contemplação.

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CPT Goiás denuncia ameaça de despejo arbitrário de 45 famílias no município de Piranhas

A CPT regional Goiás manifesta repúdio a mais uma tentativa de despejo, em plena crise sanitária. Em Nota Pública, a entidade apela “às autoridades para que garantam o direito de permanência das famílias na terra. Ainda vivemos em meio à pandemia de COVID e, mais do que nunca, somos chamados a colocar o cuidado com a vida e a saúde de nossa população em primeiro lugar”. Confira o documento na íntegra:

CPT

Manifestamos nosso apoio à comunidade do Assentamento Popular Chê (Piranhas/GO), ameaçada de despejo por liminar do juiz da comarca local deferida último dia 11 de setembro. Trata-se de uma situação em que o governo federal chegou a pagar 40% do valor da fazenda e depois simplesmente retrocedeu de sua responsabilidade com as famílias no meio do processo de desapropriação pelo qual passa o território desde 2015.

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Dados apresentam aumento de 340% no número de famílias despejadas no Brasil

Até agosto de 2021 foram removidas 21.725 famílias

Por Wesley Lima, na Página do MST

Números atualizados no último dia 30 de agosto pela Campanha Despejo Zero apresentam um aumento significativo e crescente nos números de despejos e remoções no Brasil. Houve aumento de 340% no número de famílias despejadas em 2020. Até agosto do mesmo ano foram 6.373 famílias removidas, enquanto até agosto de 2021 foram 21.725 famílias.

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Um ano da resistência do acampamento Quilombo Campo Grande

Em agosto de 2020, famílias Sem Terra resistiram mais de 50 horas ao despejo violento promovido pelo governo Zema em meio a uma pandemia

Por Iris Pacheco e Larissa Goulart, na Página do MST

Aqui sobre vossos peitos, persistimos,
como uma muralha, famintos, nus,
provocadores, declamando poemas,
somos os guardiões da sombra, das laranjeiras
e das oliveiras, semeamos as idéias
como o fermento na massa…”

Era madrugada, no horizonte o sol anunciava sua chegada e com ele a apreensão da execução da ordem de um despejo, que até então não se sabia que seria um dos mais longos da história do campo brasileiro no século XXI.

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Ratinho, o fazendeiro (I) — Apresentador e família promovem despejos há pelo menos 18 anos

Carlos Roberto Massa, que já sugeriu intervenção militar e fez fala higienista na TV contra “mendigos”, tem conflitos com povos do campo desde 2003; ele é dono de quase 200 mil hectares de terras em Tarauacá, no Acre, onde pretende explorar madeira

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O apresentador Carlos Roberto Massa, mais conhecido como Ratinho, que já tomou conta do noticiário por defender intervenção militar no país, “fuzilamento de denunciados” e “limpar mendigos” das cidades, promove despejos há mais de dezoito anos. Aliado do presidente Jair Bolsonaro e pai do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ele montou um verdadeiro império do agronegócio. Além de empresas em setores diversificados — de emissoras de rádio e TV a marcas de tintas, ração, café e cerveja  —, possui hoje ao menos quinze fazendas.

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