“É urgente rever o processo de fiscalização e segurança de barragens”, diz professor da UFMG

Principal reservatório da Grande Belo Horizonte é rodeado por 11 barragens de rejeitos, sete delas em situação de risco

Por Amélia Gomes, no Brasil de Fato

Além dos deslizamentos e inundações, as chuvas que caíram nos últimos dias em Minas Gerais acenderam alerta para a segurança do fornecimento de água para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). É que o principal reservatório da região, Bela Fama, é rodeado por 11 barragens de rejeitos, sete delas em situação de risco de rompimento.

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PR: após dias sem água e 12 casos de intoxicação, indígenas recebem nova bomba para poço

Por medo do desabastecimento, indígenas chegaram a lançar vaquinha para arrecadar recursos

Isadora Stentzler, Brasil de Fato

Foi entre o Natal e a virada do ano de 2021 para 2022 que a aldeia indígena Tekohá Guarani, no interior da cidade de Guaíra, oeste do Paraná, se viu sem água. A única bomba que funcionava junto ao poço artesiano da comunidade quebrou, impossibilitando que as cerca de 160 pessoas que vivem ali tivessem acesso à água.

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Programa Um Milhão de Cisternas tirou a lata d’água da cabeça das mulheres. Hoje, está paralisado. Entrevista especial com Marcos Jacinto de Sousa

Programa que leva tecnologia social ao semiárido está com investimentos suspensos no governo Bolsonaro, diz coordenador executivo do Instituto Elo Amigo e representante da Coordenação Executiva da Articulação Semiárido Brasileiro – ASA pelo estado do Ceará

Por: Patricia Fachin, em IHU

O Programa Um Milhão de Cisternas, criado em 2003 para garantir o estoque de água da chuva a partir do uso de cisternas construídas com placas de cimento ao lado de cada casa, “mudou a realidade do semiárido brasileiro e contribuiu de forma significativa para a melhoria da qualidade de vida das famílias”, disse Marcos Jacinto de Sousa ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU na entrevista a seguir, concedida por WhatsApp. Depois de ter garantido o acesso à água a mais de cinco milhões de pessoas, o programa enfrenta a maior redução no orçamento federal desde que foi criado.

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Não basta ter água para ser um rio

Enquanto o agronegócio obtém bilhões de litros de água para irrigar suas plantações no Cerrado baiano, pescadores, ribeirinhos e agricultores sofrem com escassez hídrica

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Outubro de 2021. “A água vinha até aqui, ó”, indica o pescador Tonis Souza de Oliveira, de 42 anos. O ponto em que sua mão está, encostada numa enorme pilastra, fica mais ou menos na altura de sua cabeça, a cerca de 1,70 metro do chão. Ele está debaixo de uma ponte para veículos, no caminho entre Barreiras e o povoado de Jupaguá, na cidade de Cotegipe, no oeste do estado da Bahia. Ali, onde ele pisa em terra seca, costumava passar um corpo d’água, conhecido na região como Aguapiranga. Nesse “braço” do rio Grande – um dos principais afluentes do rio São Francisco –, onde a água era abundante o suficiente para que pescadores lançassem suas redes, resta apenas uma ou outra poça, que só estão ali porque nas noites anteriores a chuva veio forte — pela primeira vez em meses. 

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“Crise hídrica no Brasil é crise mundial”, dizem cientistas

Endossado por mais de 90 pesquisadores, texto na “Nature” afirma que o país precisa tratar a água como prioridade de segurança nacional e desenvolver um plano de seca para evitar alta da energia e perda de safras.

Por Laís Modelli, na DW

O Brasil tem a maior quantidade de água doce do mundo. Dois terços do Rio Amazonas, no Norte brasileiro, por exemplo, já seriam capazes de suprir a demanda mundial de água. Apesar disso, o país enfrenta a terceira crise hídrica em 20 anos e a maior já registrada em 91 anos, por causa, principalmente, da má gestão do recurso natural.

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Quem é a servidora por trás do ‘libera geral’ de águas na Bahia

Por quase 10 anos, atual secretária do Meio Ambiente liberou desmatamentos e uso massivo de águas na Bahia; por 7 meses, ela foi chefe de si na pasta

Por Caio de Freitas Paes, Rafael Oliveira, Agência Pública

Na última década, as portarias que autorizam a captação das águas e a supressão de vegetação no oeste baiano têm algo em comum: o nome de Márcia Cristina Telles. Servidora de carreira da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia desde 2006, ela assumiu a direção geral do Inema, responsável por liberar e renovar as outorgas hídricas, em 2012. Em maio de 2021, ela passou também a ser chefe de si mesma, tornando-se supervisora de seu próprio trabalho, quando foi nomeada secretária interina do Meio Ambiente pelo governador Rui Costa (PT). A nomeação foi alvo de críticas de organizações sociais e de uma ação judicial movida por servidores do órgão ambiental. O acúmulo de funções durou até o último sábado, dia 4 de dezembro, quando uma nova diretora foi nomeada para o Inema e Márcia passou a ser secretaria efetiva do Meio Ambiente.

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Os privilegiados com a água do Cerrado baiano

Os nomes ligados a associações do agronegócio que podem captar de graça até 1,8 bilhão de litros diários, volume capaz de abastecer 11 milhões de pessoas

Por Bianca Muniz, Rafael Oliveira, Agência Pública

Cada brasileiro gasta, em média, 154 litros de água diretamente para todas as suas atividades diárias, segundo dados de 2019 do governo federal. Em meio às recorrentes crises hídricas e energéticas, o recado governamental, veiculado em diversas peças publicitárias é sempre o mesmo: tome banhos mais curtos, não lave o carro nem a calçada. 

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