Primeira reitora negra toma posse na UFRB, universidade na Bahia com 81% dos estudantes negros

Georgina Gonçalves foi eleita reitora da UFRB em 2019 e não empossada pelo então presidente Jair Bolsonaro

Por Gabriela Amorim, no Brasil de Fato | Itaparica (BA)

Nesta quinta-feira (14), aconteceu a cerimônia de transmissão de cargo para a nova reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), professora Georgina Gonçalves.

A professora Gina Gonçalves tomou posse oficialmente em 30 de agosto, em cerimônia celebrada em Brasília. Ela é graduada em Serviço Social pela Universidade Católica do Salvador, mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia e doutora em Ciências da Educação pela Universidade de Paris VIII. É professora associada do Centro de Artes, Humanidade e Letras (CAHL) da UFRB. Ela foi vice-reitora da universidade de 2015-2019. E em 2019, foi eleita reitora da UFRB e não empossada pelo então presidente Jair Bolsonaro. (mais…)

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Diário de uma mulher indígena na USP

Finalista do Troféu Mulher Imprensa pelo podcast na Rádio SUMAÚMA, Elizângela Baré é a primeira indígena a fazer mestrado em Saúde Pública na Universidade de São Paulo, com bolsa da Fapesp, e quer provar que a ciência milenar dos povos originários pode ser usada no SUS

por ELIZÂNGELA BARÉ, em Sumaúma

Uma horta pode curar as feridas da solidão?
Por Malu Delgado*

Existe um ritual que precede a fala. Elizângela Baré pega em sua mochila a tinta vermelha feita com folhas de carajuru, pede licença e se dirige ao banheiro, no segundo andar da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), para se preparar. Sai de lá minutos depois com três pinturas no rosto: no queixo, o Aru, sapo criador do mundo e o dono do frio – “a pintura dos Baré”; nas duas bochechas, as flores – o símbolo das mulheres do rio Negro e que “chamam a beleza”; na testa, a marca da tradição, da resistência, da força e da guerra do povo Baré. “Nós, os povos do rio Negro, somos guerreiros. Essa é a pintura da peneira que a gente usa para fazer beiju; é a pintura do cumatá, que a gente usa para tirar goma [da mandioca]”, explica Elizângela. (mais…)

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Mestrado inédito em Saúde Coletiva para indígenas reafirma compromisso da Fiocruz

Júlio Pedrosa, da Fiocruz Amazônia*

No Dia Internacional dos Povos Indígenas (9/8), a Fiocruz reafirma seu compromisso e política institucional de aprofundamento de ações afirmativas e inclusivas das populações indígenas do país, através de parcerias que oferecem acesso à educação. O Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia) lança o primeiro curso de mestrado em Saúde Coletiva voltado exclusivamente para formação de profissionais, docentes e pesquisadores indígenas do Alto Solimões, como forma de diminuir a desigualdade nas regiões mais remotas do país. (mais…)

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Por que a Suécia desistiu da educação 100% digital e gastará milhões de euros para voltar aos livros impressos?

Entre os mais ricos do mundo, país vinha, desde a década de 1990, adotando uma estratégia massiva de informatizar os materiais didáticos e as aulas. Resultados em provas de leitura e conselhos de órgãos de saúde fizeram novo governo mudar a postura.

Por Luiza Tenente, g1

A Suécia, único país que, desde a década de 1990, buscou implementar a educação 100% digital nas escolas, voltou atrás e decidiu investir, ao longo de 2023, 45 milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) na distribuição de livros didáticos impressos.

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A locomotiva que queimava livros. Por Tadeu Alencar Arrais

Os impactos pedagógicos e econômicos da exclusão do estado de São Paulo do Programa Nacional do Livro Didático

No A Terra é Redonda

“Enquanto isso, os livros, entreabertos,
morriam na varanda e no gramado da casa”
(Ray Bradbury, Fahrenheit 451, p. 13).

É motivo de espanto a decisão da Secretaria de Educação do estado de São Paulo de abandonar o Programa Nacional do Livro Didático a partir do ano de 2024. Falta, ao Secretário de Educação do Estado de São Paulo, aquela preocupação com o futuro própria de homens públicos que ainda preservam algum pudor. Sobra, por outro lado, arrogância e despreparo para lidar com um conjunto de políticas provenientes de articulações institucionais históricas e que traduzem, sem margem para dúvidas, o conflituoso pacto federativo brasileiro. (mais…)

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Educação: lobby pela terceirização volta à cena

Um contestado relatório sobre as “escolas charter” dos EUA recoloca em circulação a defesa da gestão privada nas escolas públicas do Brasil. Entidades ligadas a corporações estão de olho nas verbas do setor e na propagação da mentalidade neoliberal

por Nora Krawczyk, em Outras Palavras

Em muitos aspectos o cenário educacional norte-americano tem sido uma fonte importante de legitimação das políticas educacionais nos últimos 30 anos no Brasil. É o caso da governança educacional nos EUA, apresentada como modelo exitoso, principalmente por uma fração do empresariado brasileiro que tem assumido a renovação da racionalidade organizacional da escola pública em nosso país.[1] (mais…)

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Especialistas em educação questionam autonomia dos estados em manter escolas cívico-militares

Omissão do Governo Federal na criação de normativas que restrinjam modelos de escolas militarizadas no país, permite que estados decidam sobre sua manutenção

Por Fernanda Pessoa, Portal Catarinas

Em 19 de julho, o Governo Federal publicou o decreto que revoga o Programa das Escolas Cívico-Militares (Pecim), uma das principais bandeiras de Bolsonaro para a educação. A extinção do programa, no entanto, gerou um efeito contrário do esperado por especialistas da educação que defendem a desmilitarização da educação, porque o Governo Federal está deixando a decisão da manutenção das escolas a cargo das/os governadoras/es. (mais…)

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