Advogados lançam manifesto pelo confisco de terras de envolvidos com trabalho escravo

Mesmo prevista na Constituição, medida precisa ainda de outras leis para ser posta em prática

Paulo Motoryn, Brasil de Fato

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Rede Lado, um conjunto de escritórios de advocacia trabalhista, lançaram, nesta segunda (6), um manifesto em que defendem a expropriação das terras de empresas flagradas com trabalhadores em condições análogas à escravidão. O documento está disponível no site da ABJD. As entidades estão coletando assinaturas de apoio. (mais…)

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Escravidão contemporânea: uma nova relação laboral de um capitalismo poderoso e estruturado. Entrevista especial com José de Souza Martins

Refletindo sobre o caso de Bento Gonçalves, sociólogo diz que precisamos rever o que achamos que sabemos sobre a sociedade contemporânea brasileira para então compreender os movimentos do capital que converte sujeitos em escravos

Por: João Vitor Santos, em IHU

O caso dos cerca de 200 trabalhadores resgatados da situação de praticamente escravidão, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, tem sido tipificado como escravização contemporânea. Mas do que se trata? Para o sociólogo José de Souza Martins, não há diferenças efetivas com o trabalho escravo como conhecemos. “Antes mesmo que fosse assinada a Lei Áurea, trabalhadores livres e pobres originários justamente do Nordeste, em grande quantidade, eram empregados em atividades complementares da escravidão”, recorda. “Essas relações no capitalismo brasileiro são uma mixagem que o diferencia de um capitalismo baseado em relações juridicamente igualitárias e propriamente salariais, isto é, capitalistas”, completa, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)

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O mito do herói imigrante que faz fortuna com suor e trabalho encobre a escravização do século XXI. Entrevista especial com Carla Menegat

Para historiadora, o caso recente de trabalhadores em situação análoga à escravidão em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, revela “que nem todo trabalhador, mesmo que trabalhe arduamente, tem direito a ter sua própria fortuna”

Por: João Vitor Santos, em IHU

Agora no final de fevereiro, uma notícia aterrorizante encharcou os noticiários: 207 pessoas foram resgatas depois de submetidas a um regime de trabalho análogo à escravidão, com direito a pouca comida, uso de spray de pimenta e banho frio, entre outras atrocidades. O fato ocorreu em Bento Gonçalves, na serra do Rio Grande do Sul, autoproclamada como uma das regiões mais desenvolvidas do Brasil. (mais…)

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CNBB e organizações sociais lançam nota pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Campanha de Olho Aberto Para não Virar Escravo e 6ª Semana Social Brasileira, lançam nota em referência ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que tem como o marco a Chacina de Unaí (MG), ocorrida em 28 de janeiro de 2004

CPT

No dia 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí (MG), três auditores fiscais e um motorista foram executados durante uma fiscalização de propriedades rurais denunciadas pela prática de trabalho escravo na região. Após 19 anos, a justiça começa a ser feita, quando os executores e mandantes do crime passam a ser punidos. (mais…)

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Pesquisa traça perfil de médicos e profissionais de enfermagem mortos por Covid-19

Barbara Souza, Informe Ensp

Uma pesquisa na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) mostrou que profissionais de enfermagem vítimas da Covid-19 morreram mais jovens que os médicos também vítimas da doença. O estudo Óbitos de médicos e da equipe de enfermagem por Covid-19 no Brasil: uma abordagem sociológica, publicado pela revista Ciência & Saúde Coletiva, revelou que cerca de 80% dos enfermeiros e dos técnicos ou auxiliares de enfermagem mortos tinham até 60 anos. Já entre os médicos, 75% das vítimas estavam acima desta faixa etária. Os principais motivos para a diferença apontados no artigo são os tipos de vínculos trabalhistas mais comuns em cada profissão e a média de idade dos profissionais no momento da entrada no mercado de trabalho. (mais…)

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OIT: com economia fraca, muitos se verão obrigados a aceitar empregos de má qualidade

Estimativa é de que o número de desempregados chegue a 208 milhões neste ano

Por Vitor Nuzzi, da RBA

Informe divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que, com a desaceleração econômica, é provável que ainda mais trabalhadores se vejam obrigados “a aceitar empregos de menor qualidade, mal remunerados e carentes de segurança trabalhista e proteção social”. O que acentuaria as desigualdades já exacerbadas pela crise da covid-19. “A necessidade de fomentar o trabalho decente e a justiça social é clara e aguda. Isso requer que todos participem para facilitar a implementação de um novo contrato social em escala mundial”, afirma o diretor-geral da OIT, Gilberto F. Houngbo. (mais…)

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