Dia 22 de março – Greve contra a Reforma da Previdência

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Lá ia eu para uma conversa sobre a previdência que acontecia na UFSC. Pelo caminho encontrei uma colega. “Bora lá saber da reforma”, chamei. E ela: “Não tô nem aí, essa reforma não vai me pegar”. Por um minuto, pasmei. Depois, respirando fundo, decidi parar e conversar. Alto lá, amiguinha. A reforma vai pegar todo mundo. Mesmo aqueles e aquelas que já estão aposentados.

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A cruel demolição da previdência social

Para pôr em prática a demolição, o plano de Bolsonaro prevê um processo de esfacelamento gradual do atual regime de repartição até sua provável extinção, enquanto os regimes de capitalização privados e públicos se fortalecem

IHU / MST

O plano de Bolsonaro prevê o esfacelamento gradual do atual regime de repartição até sua provável extinção, enquanto os regimes de capitalização privados e públicos se fortalecem, escreve Guilherme Santos Mello, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (CECON-UNICAMP), em artigo publicado por Brasil Debate.

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Previdência: por que é possível resistir

Governo Bolsonaro inicia ataque às aposentadorias enfraquecido, e apoiado basicamente pelo baronato financeiro. Apontar esta associação será essencial para derrotar proposta apresentada

Por Paulo Kliass, em Outras Palavras

O governo do capitão acaba de apresentar ao Congresso Nacional a grande maldade que pretende cometer contra a maioria da população brasileira. Refiro-me ao tão propalado pacote da Reforma Previdenciária. Aliás, melhor seria se chamasse o bicho logo por seu verdadeiro nome: deforma.

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Mudança na Previdência rural fragiliza sindicatos e dificulta acesso à aposentadoria

Medida Provisória de Bolsonaro (PSL) transfere para as prefeituras a comprovação que era feita nos sindicatos rurais

Por Juca Guimarães, em Brasil de Fato / MST

O agricultor familiar Lucindo Alves é assentado da reforma agrária no município de São Domingo (GO) e está preocupado com sua aposentadoria. Ele produz milho, arroz, feijão e abóbora e cria galinhas para subsistência. A modalidade de cultivo em que Alves atua é conhecida como “sequeiro”, ou seja, só produz no período das chuvas. Com a mudança na Previdência Rural, encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL), o agricultor tem o receio de não conseguir comprovar o tempo trabalhado e, com isso, ficar sem o benefício: “Se o governo está querendo fazer isso, é para o trabalhador morrer sem o benefício que ele tanto luta, no fim da sua vida”.

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Empobrecimento e naturalização das desigualdades são as primeiras consequências da Reforma Trabalhista. Entrevista especial com Barbara Vallejos Vazquez

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Seis meses depois da implementação da Reforma Trabalhista, aprovada em novembro de 2017, os setores mais afetados pelas mudanças na legislação são aqueles que convivem com baixos saláriosalta rotatividade e informalidade, mas as consequências também serão sentidas pela classe média, diz Barbara Vallejos Vazquez à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. “Muitos setores ainda estão começando a aplicar as novas regras. Infelizmente, penso que a Reforma será pesada para os setores mais pauperizados, mas não irá poupar as ocupações de classe média. Diversas empresas públicas que geram empregos estáveis e com maior remuneração, como CaixaBBPetrobras, abriram programas de demissão voluntária após aprovação da Reforma. Estes empregos estão sendo substituídos por formas atípicas de contratação. O Banco do Brasil, por exemplo, abriu este ano uma agência completamente terceirizada na Zona Leste de São Paulo, empregando trabalhadores que recebem aproximadamente 75% menos que um bancário”, informa.

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“Reforma” da Previdência: as vítimas e os algozes

Ao desvincular benefícios do salário-mínimo, proposta de Paulo Guedes atinge em especial os mais pobres – enquanto preserva privilégios e acelera “capitalização” elitista

Por Nayara Damião, em Outras Palavras

Seu José nunca trabalhou registrado. Sempre esteve às margens das leis trabalhistas. Não por vontade própria. Trabalho precarizado dez, doze horas por dia. Trabalhou muito, teve várias doenças em decorrência de suas atividades. Dia inteiro trabalhando com a preocupação da comida na mesa. Autonomia? Malemá a de escolher o que comer. Única esperança de aposentar é o Benefício de Prestação Continuada (BPC)¹ quando fizer 65 anos.

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