Empresário e trabalhador vão perceber que jornada intermitente é uma bomba, por Leonardo Sakamoto

no blog do Sakamoto

Há duas tragédias anunciadas quanto à jornada intermitente de trabalho.

Primeiro, no que diz respeito à qualidade de vida dos trabalhadores envolvidos. Quando alguém assina um contrato com jornada intermitente ou ”jornada zero hora” fica à disposição do empregador, recebendo apenas pelas horas trabalhadas. Que pode ser nenhuma. Essa possibilidade, trazida pela Reforma Trabalhista desde novembro passado, pode ser muito boa para alguns empregadores que terão sempre alguém de ”sobreaviso” à sua disposição, mas ruim para uma parte dos trabalhadores que terão segurança zero. (mais…)

Ler Mais

Empobrecimento e naturalização das desigualdades são as primeiras consequências da Reforma Trabalhista. Entrevista especial com Barbara Vallejos Vazquez

Por: João Vitor Santos | Edição: Patricia Fachin, no IHU

Seis meses depois da implementação da Reforma Trabalhista, aprovada em novembro de 2017, os setores mais afetados pelas mudanças na legislação são aqueles que convivem com baixos salários, alta rotatividade e informalidade, mas as consequências também serão sentidas pela classe média, diz Barbara Vallejos Vazquez à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. “Muitos setores ainda estão começando a aplicar as novas regras. Infelizmente, penso que a Reforma será pesada para os setores mais pauperizados, mas não irá poupar as ocupações de classe média. Diversas empresas públicas que geram empregos estáveis e com maior remuneração, como Caixa, BB, Petrobras, abriram programas de demissão voluntária após aprovação da Reforma. Estes empregos estão sendo substituídos por formas atípicas de contratação. O Banco do Brasil, por exemplo, abriu este ano uma agência completamente terceirizada na Zona Leste de São Paulo, empregando trabalhadores que recebem aproximadamente 75% menos que um bancário”, informa. (mais…)

Ler Mais

OIT ainda analisa denúncia sobre reforma trabalhista

Órgão internacional colocou o país em lista provisória sobre violações e pediu esclarecimentos; ainda não é possível saber o impacto das mudanças

Ethel Rudnitzki, Felipe Sakamoto, Patrícia Figueiredo, da Agência Pública

A reforma trabalhista alterou disposições da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e tem sido alvo de críticas, intensificadas desde que as mudanças entraram em vigor, em novembro de 2017. Denúncias de que as mudanças na lei teriam reduzido ou suprimido direitos foram apresentadas por entidades sindicais à Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal acusação é de que a reforma fere uma convenção internacional, por conta da prevalência de acordos negociados entre patrões e alguns tipos de empregados. (mais…)

Ler Mais

Nova lei trabalhista só vale para contratos firmados a partir de novembro de 2017, decide TST

Instrução, aprovada em sessão administrativa do TST, diverge de entendimento da AGU e do Ministério do Trabalho. Nova lei trabalhista entrou em vigor em 11 de novembro do ano passado.

Por Laís Lis, G1, Brasília

O plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (21) que a nova lei trabalhista só poderá ser aplicada em contratos assinados após a sua entrada em vigor, em 11 de novembro de 2017.

(mais…)

Ler Mais

Sob Temer, o que despencou não foi desemprego, mas proteção ao trabalhador, por Leonardo Sakamoto

no blog do Sakamoto

Qual a diferença entre Maria, que vende bolo na rua para alimentar os filhos desde que perdeu o emprego e tinha certeza que sua vida não melhorava, e membros do governo, economistas e analistas que proferiam discursos triunfantes sobre a retomada da economia e diziam que estava […]? Ela, que não tem o ensino médio completo ao contrário dos doutores, estava com a razão. (mais…)

Ler Mais

A crise dos governos progressistas, 40 anos depois da queda do socialismo real, e a falta de clareza política da esquerda. Entrevista especial com Paulo Kliass

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

A crise dos governos progressistas latino-americanos que ascenderam ao poder depois dos anos 2000 está relacionada a processos políticos e momentos históricos anteriores, como a eleição de partidos de esquerda na Europa na década de 1980 e suas políticas pragmáticas, e a derrota da experiência do socialismo real e a hegemonia do capitalismo, poucos anos depois. Essa avaliação é feita pelo economista Paulo Kliass, ao rebater as análises de que os chamados governos progressistas da América Latina não foram de fato governos de esquerda. “Se quisermos pensar os casos dos países latino-americanos nesses últimos anos, é difícil dizer que houve um projeto claro que poderíamos chamar de progressista, o qual era limitado intencionalmente; o processo é o contrário. Não existia um projeto e, por não existir uma clareza, cada país com sua particularidade teve governos limitados justamente pela questão de uma necessidade pragmática de estabelecer o governo”, resume. (mais…)

Ler Mais