MPF cobra indenização por etnocídio do povo Krenak durante ditadura

Dispersados, indígenas sofreram processo de degeneração cultural

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça em busca de indenização de ao menos R$ 14,4 milhões por danos morais e coletivos causados ao povo Krenak, que sofre até os dias atuais as consequências de uma política de genocídio e etnocídio da qual foi vítima a partir dos anos 1960, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). (mais…)

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“São Eunices que seguram a onda e que buscam justiça”, diz Vera Paiva

Agência Pública

Na semana que se completam 61 anos do golpe militar de 1964, a Agência Pública recebeu Vera Paiva, a filha mais velha de Eunice e Rubens Paiva, para um bate-papo com Marina Amaral, diretora executiva e co-fundadora da Pública. A conversa foi transmitida ao vivo no canal de YouTube da Pública e está disponível neste link. (mais…)

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MPF recebe relator especial da ONU para debater avanços e desafios do Brasil na reparação às vítimas da Ditadura Militar

Procurador Federal dos Direitos do Cidadão destacou empenho em garantir a responsabilização de agentes que cometeram crimes durante o regime

Procuradoria-Geral da República

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Nicolao Dino, recebeu em Brasília, nesta terça-feira (1º), o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não-Repetição, Bernard Duhaime. O representante da ONU está no Brasil a convite do governo federal para analisar as medidas adotadas pelo país em relação à reparação às vítimas de violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar (1964-1985). Para isso, nos próximos dias, ele também se reunirá com autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de organizações da sociedade civil, vítimas e seus representantes, acadêmicos e profissionais especializados no tema. (mais…)

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MPF cobra compensação de danos a remanescentes do povo Krenak em SP após expulsão de seu território na ditadura

Aldeia indígena em Arco-Íris (SP) sofre consequências de desintegração cultural e traumas da expulsão de suas terras no governo militar

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para a compensação e indenização dos danos causados desde a ditadura aos indígenas do povo Krenak que habitam a aldeia Vanuíre, em Arco-Íris (SP). O grupo sofre, há mais de 50 anos, as consequências da política de genocídio e etnocídio que o governo militar impôs a partir do fim dos anos 1960 para remover a comunidade de seu território original, localizado em Resplendor (MG), às margens do Rio Doce. A conduta dos órgãos oficiais levou à dispersão dos Krenak, com a fixação de parte deles no município do interior paulista. Além da inviabilidade de retornar à terra natal, o grupo enfrenta as sequelas da violência e do processo de degeneração cultural a que foi submetido. (mais…)

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Um resgate do Massacre de Manguinhos

Revista HCSM

Durante os anos de chumbo, a ciência brasileira sofreu um baque que marcaria sua história como um dos tristes episódios protagonizados pela ditadura militar. Em 1970, na vigência do Ato Institucional nº 5 — que suspendia garantias constitucionais e dava poderes extraordinários ao Presidente da República — dez pesquisadores vinculados ao então Instituto Oswaldo Cruz (IOC) foram cassados, tiveram seus direitos políticos suspensos e foram impedidos de trabalhar. Era o auge das perseguições e do cerceamento que desde 1964 vinham sofrendo esses aguerridos e competentes profissionais, reconhecidos em todo o mundo e que haviam ajudado a construir a tradição do IOC. (mais…)

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Ditadura: Vala de Perus e o pedido de desculpa do Estado por um “velório” de quase 40 anos

Criada na ditadura, vala de Perus em SP teve cinco identificados desde 1990; outros 42 podem ser desaparecidos políticos

Por Marcelo Oliveira | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

O engenheiro Gilberto Molina, 81, passou 34 anos dedicado a localizar, exumar, identificar e sepultar dignamente o corpo do irmão, o estudante de química Flávio Carvalho Molina. O militante do Movimento de Libertação Popular (Molipo) de 23 anos foi morto sob tortura no DOI-Codi de São Paulo em novembro de 1971. (mais…)

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