Ventos para a vida, não para a morte

Os parques eólicos, que se multiplicam pelo semiárido brasileiro como a promessa de energia “limpa” e renovável, provocam danos irreversíveis aos povos da terra e à natureza. Confira no quinto artigo da série Para “adiar o fim do mundo”: as verdadeiras soluções verdes brotam da terra

por João do Vale, em Le Monde Diplomatique Brasil

Chega a noite e Maria[1], antes de ir para a cama, repete o ritual que a tem acompanhado nos últimos dez anos: confere se as portas estão devidamente fechadas, toma os três medicamentos que talvez lhe ajudem a dormir e pergunta a si mesma se aquela vida, que tinha antes da chegada das torres, um dia irá voltar. Apesar dos questionamentos que se faz, ela mesma já sabe a resposta, sabe que o mal que atingiu a ela, sua família e praticamente toda a sua comunidade provocou sequelas irreversíveis. (mais…)

Ler Mais

Ecocídio: A agonia do Cerrado

Em artigo, professor defende como saída para enfrentar a destruíção do Cerrado, o fim do modelo do agronegócio e promoção da Reforma Agrária, para uma agricultura geradora de prosperidade

Por Luiz Marques*, na Página do MST

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. O Ministério do Meio Ambiente assim define esse bioma¹: “O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. (…) Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1.200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. (…) De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos”. (mais…)

Ler Mais

A aniquilação da biosfera e a contribuição do Brasil. Por Luiz Marques

Em artigo escrito para o Le Monde Diplomatique Brasil como um posfácio ao seu novo livro Ecocídio. Por uma (agri)cultura da vida, o professor Luiz Marques apresenta a publicação e os principais pontos de seu tema central: a malignidade do agronegócio para a vida na Terra

por Luiz Marques, em Le Monde Diplomatique Brasil

Escrevo o presente texto à maneira de um posfácio ao meu livro Ecocídio. Por uma (agri)cultura da vida, lançado neste mês de agosto pela Editora Expressão Popular. O livro analisa a malignidade do agronegócio para a vida planetária, sobretudo para os países tropicais e, maximamente, para o Brasil, o país biologicamente mais rico do mundo. O que o motiva é a necessidade de dar maior evidência ao fato de que o modelo socioeconômico agroexportador vigente no país está inviabilizando não apenas a sociedade brasileira, mas todas as sociedades, que sofrerão, cedo ou tarde, os impactos da atual destruição dos biomas tropicais. De onde o imperativo de superar o agronegócio em prol do modelo proposto, no Brasil, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), baseado na democratização da terra e na produção de alimentos saudáveis, próximos ao consumidor e geradores de segurança alimentar.   (mais…)

Ler Mais

Em Brasília, VPAAPS realiza painel para discutir ecocídio no Cerrado

Por Suzane Durães (Coordenação de Ambiente – VPAAPS/Fiocruz)

Com o objetivo de debater recomendações e evidências que auxiliem os gestores e atores-chave do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de formulação de políticas, que garantam o direito à saúde e à vida dos povos originários e comunidades tradicionais dos cerrados brasileiros, foi realizado no dia 8 de novembro, na Fiocruz Brasília, o painel “Ecocídio do Cerrado: Subsídios para a garantia do direito à saúde dos povos originários e comunidades tradicionais”. (mais…)

Ler Mais