Mulheres vitimas de estupro, o que os números dizem?

Emanuelle Goes* – População Negra e Saúde

33 homens
33 homens esperando
33 homens esperando a novinha
33 homens esperando a novinha pro abate
Carne fresca no mercado
As vezes em promoção é mais barata
Depois de passada
Descarta-se
Ela segue morta

Demorei um pouco para escrever sobre esta temática para o blog, a cultura do estupro, ainda estava digerindo tudo que aconteceu sobre o estupro coletivo, fiquei pensando sobre o que iria escrever, pois as minhas irmãs muitas delas já tinham escrito e falado por mim, no entanto inquieta continuei. (mais…)

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Duas visões: o horror do estupro coletivo

A antropóloga Alba Zaluar e a professora Barbara Nascimento, que mora no Vidigal (RJ), escrevem sobre a violência sexual cometida contra adolescente de 16 anos, no Rio

Em Márcia Peltier/Ponte Jornalismo

Os abusos

Alba Zaluar*

Outro dia um repórter me perguntou o que poderia mudar o quadro da segurança pública no Rio de Janeiro. E eu respondi que teria que ser algo dramático para deixar claros os erros e as narrativas tortuosas que os escondiam. Talvez a menina estuprada por 33 homens ligados à boca de fumo de uma favela na Zona Oeste seja o que vai nos permitir entender melhor o que acontece e propor políticas públicas mais eficientes. (mais…)

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As vozes da multidão que grita contra a cultura do estupro em São Paulo

Milhares de mulheres e homens foram à Paulista em protesto contra o estupro coletivo no Rio. O EL PAÍS colheu depoimentos dos que marcharam contra a “ditadura do medo do machismo”

Marina Rossi – El País

“Nós, da primavera feminista, viemos dar um recado: a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil e a culpa nunca é da vítima”, gritaram elas, em jogral, diante do Masp na av. Paulista em São Paulo. Foram as vozes multiplicadas que deram o início à marcha de uma multidão de mulheres e homens nesta quarta-feira para protestar contra o machismo e lembrar do estupro coletivo sofrido por uma adolescente no Rio de Janeiro da semana passada. (mais…)

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Estupro, ato político

Retrospecto histórico da violência machista revela: cultura da mulher como objeto vem do escravismo e é alimentada até hoje por elites que jamais saíram da Casa Grande

Por Inês Castilho – Outras Palavras

A cada 11 minutos uma mulher ou menina é estuprada nalgum lugar do Brasil, por um ou mais homens. Numa cidadezinha do Piauí ou na maior metrópole do país. Em casa ou na rua. Com saia curta, calça comprida ou roupa de mãe de santo. Uma ínfima parte desses crimes chega ao nosso conhecimento, como revela pesquisa do Ipea. (mais…)

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Ato reúne milhares de mulheres no Rio contra cultura do estupro

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Um ato contra a cultura do estupro reuniu pelo menos 5 mil pessoas no início da noite de ontem (1º), no centro do Rio de Janeiro. A concentração ocorreu na Igreja da Candelária e seguiu em passeata pela Avenida Presidente Vargas até a Central do Brasil. A estimativa de público é da organização do ato. A Polícia Militar (PM) ressaltou apenas que “o metro quadrado está muito denso”.

Com muitas faixas, cartazes, instrumentos musicais e gritos de ordem, as mulheres diziam: “Eu não me dou ao respeito porque ele é meu por direito”, “Meu corpo, minhas regras”, “A culpa não é da vítima”, “Não é o tamanho da nossa saia que envergonha a sociedade, mas o tamanho do seu machismo”, “O estuprador não é doente mental, ele é filho saudável do patriarcado” e “O feminismo nunca matou ninguém, o machismo mata todos os dias”, entre outros. (mais…)

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Carta do EXTRA aos leitores que não viram um estupro no estupro

Extra

O EXTRA foi o primeiro jornal a denunciar as violências sexuais sofridas por uma menor de 16 anos no Morro do Barão, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Desde a primeira notícia, publicada às 17h16 do dia 25 de maio, tratamos o caso como estupro. Na edição impressa, no dia seguinte, a manchete usou a expressão “estupro coletivo”. A notícia e abordagem do EXTRA geraram polêmica, e milhares de leitores criticaram o jornal nas redes sociais porque não acreditam que a jovem tenha sido vítima de violência. Ao contrário. Muitos garantem que a notícia está distorcida porque a menina, sim, teria sido a única responsável pelo que aconteceu.

Reunimos em tópicos a essência das críticas recebidas e compartilhamos nossos argumentos. Senta, que lá vem textão. (mais…)

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Morte do que há de humano em nós

“Quando uma pessoa que ostenta, a sério ou de brincadeira, ter estuprado uma mulher, chamando-a reiteradamente pelo nome de “mãe de santo”, é recebida com pompa e circunstância pelo novo ministro da Educação, apresentando ao governo propostas retrógradas e inúteis, algo de sinistro paira no ar’, constata Noemi Jaffe, escritora e professora, em artigo publicado por Folha de S. Paulo. Segundo ela, “não há mais ar, e o que era sinistro se anuncia como a própria morte: da educação, dos direitos humanos e da tolerância, das reivindicações mais básicas do feminismo e do que há de humano em nós”

IHU On-Line

O novo ministro da Educação, Mendonça Filho, recebeu, no dia 25 de maio, visita do ator Alexandre Frota, que apresentou na ocasião propostas para a educação brasileira. Diante da repercussão que o encontro atingiu nas redes sociais, o ministro justificou que o ministério está aberto a quem o requisitar. (mais…)

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