Damares justifica abuso de meninas por falta de calcinhas

Como solução, a ministra pretende levar uma fábrica de calcinhas para a Ilha de Marajó

CartaCapital

Acabou o jejum de declarações polêmicas de Damares Alves. Nesta quarta-feira 24, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos justificou o abuso sofrido pelas meninas da Ilha de Marajó, no Pará, por falta de calcinhas. A declaração foi feita durante um evento no Palácio do Planalto, no qual a ministra mostrou os resultados do programa Abrace o Marajó.

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Bolsonaro tenta se justificar ao cumprir ordem judicial de desculpas a Maria do Rosário, que ‘não merecia ser estuprada’. Advogados vão recorrer

Nota de retratação foi publicada após Bolsonaro ter sido condenado. Em fevereiro, ministro do STF rejeitou recurso da defesa do presidente e manteve indenização por danos morais.

Por Guilherme Mazui, no G1

O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (13) em suas redes sociais uma nota de retratação na qual pede desculpas à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), após determinação judicial (leia a íntegra ao final desta reportagem).

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Marina Ganzarolli: “Queria eu que o Judiciário valorizasse a palavra da vítima”

Advogada que trabalha com mulheres vítimas de violência afirma que PL de deputado do PSL apelidado de “Neymar da Penha” cria ainda mais barreiras às vítimas de estupro e encoraja potenciais agressores

Por Anna Beatriz Anjos, Andrea DiP, na Pública

Na última quarta-feira (6), o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) apresentou na Câmara projeto de lei que altera o artigo do Código Penal sobre “denunciação caluniosa”. Se aprovada a proposta, a pessoa condenada por fazer uma falsa acusação envolvendo “crimes contra a dignidade sexual” pode ter a pena aumentada em um terço. Jordy anunciou o fato no Twitter e não demorou para que o PL fosse apelidado como lei “Neymar da Penha”, em referência ao caso do jogador acusado de estupro por uma modelo.

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Licença para estuprar

Três mil estupros em serviços de saúde: nem em centros cirúrgicos e UTIs mulheres estão a salvo

Por Bruna de Lara, The Intercept Brasil

Era impossível gritar. O peso do enfermeiro sobre o corpo de Amélia da Cruz*, a mão que tapava sua boca e a que apertava seu pescoço garantiam seu silêncio. Imobilizada em um sofá do Hospital Santa Catarina no meio da madrugada, a cuidadora foi estuprada a poucos passos da idosa adormecida de que tomava conta. No quarto de um dos hospitais mais caros da cidade de São Paulo, em 15 de agosto de 2018, ela teve medo de morrer.

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Quem foi Alfredo Stroessner, ditador homenageado por Bolsonaro?

Mais de 18 mil pessoas foram torturadas e mais de 400 foram executadas ou desapareceram no stroessnismo

por Giovanna Galvani, em CartaCapital

Reverenciado por Jair Bolsonaro na posse do novo diretor-geral da Usina Itaipu-Binacional, em Foz do Iguaçu (PR) nesta terça-feira 26, o general paraguaio Alfredo Stroessner entra no rol dos repressores publicamente citados – e admirados – pelo presidente brasileiro. Bolsonaro o definiu como “um homem de visão, um estatista” pela atuação do ditador na construção da Usina. Foi no governo de Stroessner que as relações entre ambos países se estreitaram – devido, em grande parte, à existência de governos autoritários de militares dos dois lados.

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“O problema da violência sexual é político, não moral”. Entrevista com Rita Segato

IHU On-Line

“A notícia de uma agressão sexual se instala como um espetáculo nos meios de comunicação e isso tem que mudar”, disse a antropóloga Rita Segato, uma das grandes intelectuais latino-americanas, ao analisar o tratamento dado, na televisão, à denúncia de estupro de Thelma Fardin contra Juan Darthés. Também chamou a atenção sobre o risco de que se produza um efeito imitação como ocorre com as notícias de suicídios, e sobre a necessidade de superar o lugar de vítima da atriz. “Não quero somente consolar uma vítima que chora. O ponto é como educamos a sociedade para entender o problema da violência sexual como um problema político e não moral”, destacou Segato

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