Resistir e reorganizar

Boletim Venezuela em Foco #13

Da Página do MST

A resposta política ao sequestro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores segue ganhando corpo dentro e fora da Venezuela. Ao anunciar a mobilização nacional para 23 de janeiro, em Caracas, com um chamado direto pela libertação e retorno do presidente e da primeira-dama, o ministro do Interior Diosdado Cabello reafirma que a Revolução Bolivariana permanece ativa e que a pressão popular segue como eixo central da resistência diante da ofensiva externa. (mais…)

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O precedente venezuelano na Groenlândia

Boletim Venezuela em Foco #12. Com novas declarações de Trump crescem riscos de imposição da força sobre o direito internacional e avanço sobre territórios estratégicos do Atlântico Norte

Da Página do MST

Um novo-velho padrão para os Estados Unidos. O governo brasileiro passou a enxergar na Groenlândia sinais claros de repetição do “roteiro Venezuela”: pressão política, retórica expansionista e desprezo por normas de soberania. A avaliação, tornada pública por autoridades em Brasília, aponta para riscos concretos de que a lógica da força se imponha sobre o direito internacional, agora extrapolando o Sul Global e avançando sobre territórios estratégicos do Atlântico Norte. (mais…)

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Esporte, imperialismo e a “neutralidade” seletiva

Se a Rússia foi banida de competições internacionais após invadir a Ucrânia, por que os EUA continuam impunes, desde o sequestro de Maduro? E como a FIFA homenageia Trump? Silêncio da entidade, e do Comitê Olímpico Internacional, não é mero lapso

Por Wellington Araújo Silva*, em Outras Palavras

Introdução

O banimento da Rússia das competições esportivas internacionais, promovido pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) após o início da guerra na Ucrânia, foi apresentado como uma medida ética, civilizatória e em defesa da paz mundial. Em nome da “neutralidade política” e da “proteção dos valores universais do esporte”, atletas, seleções e delegações russas passaram a ser impedidas de participar oficialmente de eventos esportivos globais. Contudo, quando se observa o comportamento dessas mesmas instituições diante de ações belicosas, intervencionistas e flagrantemente violadoras do direito internacional por parte dos Estados Unidos — incluindo golpes de Estado, invasões militares, bloqueios econômicos e, mais recentemente, o sequestro de um chefe de Estado estrangeiro — se expressa uma contradição estrutural: a neutralidade esportiva é, na prática, seletiva, ideológica e funcional à ordem imperial vigente, atendendo aos interesses do capital internacional. (mais…)

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Trump: A guerra global à vista – e como evitá-la

O monstro nasceu e está atuante. Ao violar regras do direito internacional, ele engendra o risco de uma guerra em larga escala. Mas perde aliados e pode enfrentar resistências internas e internacionais. Nelas está a esperança de que o desastre não se realize

Por Liszt Vieira*, em Outras Palavras

O mundo inteiro fala e escreve sobre Trump, mas nem todos arriscaram fazer a relação entre Trump e a possibilidade de uma guerra mundial. Não que ele deseje, mas suas ações criam as condições para que tal venha ocorrer. (mais…)

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Soberania nacional x interesses externos

Boletim Venezuela em Foco #11: a Venezuela segue no centro de uma disputa que combina pressão externa, rearranjos internos e permanente tensão entre autodeterminação e intervenção dos EUA

Da Página do MST

Em artigo publicado neste domingo no New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma crítica direta aos bombardeios dos Estados Unidos contra a Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro. Ao afirmar que “esse hemisfério nos pertence”, Lula sinalizou desconforto com a reedição de uma política intervencionista na América Latina e defendeu a soberania regional como princípio inegociável. (mais…)

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Fiori: No caminho do caos

Por trás das agressões de Trump, que agora cobiça Groenlândia, estão o projeto radical de um mundo unipolar e a importância crescente do Ártico. Mas haverá reações de China, Rússia e talvez da Europa – além de corrida armamentista perigosa. Virão tempos complexos…

Por José Luís Fiori*, em Outras Palavras

Na última semana de 2025, o sistema mundial entrou em estado de hipertensão caótica. Em apenas sete dias, e quase simultaneamente, os Estados Unidos fecharam o cerco marítimo e proibiram a circulação aérea sobre a Venezuela, sem que ambos os países estivessem em guerra. A China cercou a ilha de Taiwan e realizou um exercício de guerra com fogo real, incluindo a interdição de alguns segmentos de seu espaço aéreo, em resposta às ameaças militaristas do Japão. (mais…)

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Geopolítica: como escapar do cerco midiático?

Do assalto à Venezuela aos eventos no Irã, o jornalismo torna-se arma de guerra e isola os países em conflito com os EUA. O que a velha mídia não conta? Por onde se informar? Qual o desafio de contextualizar processos históricos? E o papel dos meios alternativos?

Por Anna Júlia C. da Silva, em Outras Palavras

A geopolítica, como outras pautas que durante anos permaneceram isoladas em editorias especializadas no jornalismo, tem atravessado grande parte das notícias diárias. Um exemplo recente é a cobertura do sequestro do presidente venezuelano, o chavista Nicolás Maduro, pelo governo estadunidense do republicano Donald Trump. Em meio a essa atenção intensificada, marcada tanto pela força dos veículos jornalísticos tradicionais quanto pela ascensão de perfis informais nas redes sociais e pelo avanço de deepfakes geradas por inteligência artificial, é cada vez mais urgente fornecer explicações suficientes para que o público tenha condições de escolher refletidamente de que modo prefere se informar. (mais…)

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