O pequeno Marco Rubio de Trump tem um grande plano: entregar Cuba para Miami

Um perfil do secretário de estado de Trump para os americanos do lado sul do hemisfério

Por Marina Amaral | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Um dado falseado na biografia do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Antonio Rubio, faz suspeitar logo de cara da imagem de “bom rapaz, idealista de direita” cuidadosamente construída por esse político de 54 anos, nascido na comunidade cubana-americana de Miami: seus pais e seu avô materno vieram de Cuba para os Estados Unidos dois anos e meio antes da revolução de Fidel Castro, contrariando um ponto fundamental da narrativa familiar de fuga e exílio forçado pela ditadura comunista que, de acordo com o próprio personagem, teria forjado suas convicções políticas. (mais…)

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A ultradireita nos EUA: do macarthismo a Trump

Presidente assimila a cartilha de perseguição política dos anos 50. Reveste o racismo de patriotismo e busca sustentar o poder a partir do medo. Só trocou alguns espantalhos, como a ameaça comunista pelo marxismo cultural e imigração. Como antes, o excesso pode levá-lo à implosão

Por Celso Pinto de Melo, em Outras Palavras

Até os grandes palácios se desfazem no ar rarefeito. Como recorda Shakespeare em A Tempestade, toda glória humana é efêmera — e o mesmo destino aguarda projetos políticos erguidos sobre o medo. Em momentos de crise e transição, surgem fantasmas coletivos: nos Estados Unidos dos anos 1950, o comunismo; no presente, sob Donald Trump em sua segunda administração, o chamado “Estado profundo” (deep state) e o espectro de uma conspiração cultural global. Hoje, documentos estruturantes da Nova Direita norte-americana como o Project 2025 (Heritage Foundation, 2023) e o Project Esther (Coates, 2024; Abrams, 2025) retomam, sob novas formas, o mesmo propósito do macarthismo: reorganizar a vida pública pela manipulação do medo. (mais…)

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Venezuela e Groenlândia: o plano maior dos EUA

A nova disputa do poder global para além da cobiça por recursos naturais. Como o reposicionamento estratégico estadunidense resgata doutrina de controle do “Grande Caribe” e a Eurásia como linha de defesa à expansão comercial e geopolítica da China

Por Raphael Padula, em Outras Palavras

Nas análises recorrentemente veiculadas sobre os fatores que influenciam as ações e ameaças sobre outros países empreendidas pelo governo Donald Trump, a busca por acesso a recursos naturais estratégicos vem sendo frequentemente abordada como elemento central. Mesmo questões políticas internas vêm sendo pouco mencionadas como fator motivador. Para além destes fatores e sem desprezar suas contribuições, esta Nota chama atenção para a necessidade de reposicionamento na disputa de poder global e para a relevância da posição geográfica de determinados territórios na estratégia dos Estados Unidos. (mais…)

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Mais um crime contra a humanidade

Boletim Venezuela em Foco #7

Da Página do MST

Mais de duzentos juristas, parlamentares e organizações de direitos humanos apresentaram ao Tribunal Penal Internacional um pedido formal para que sejam investigadas as responsabilidades de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, e de outras autoridades norte-americanas por crimes de guerra no ataque contra o território venezuelano, em 3 de janeiro. O grupo sustenta que o atentado, que resultou no sequestro do presidente Maduro, configura violação do direito internacional e crime contra a humanidade, sobretudo pelos impactos sobre a soberania nacional e pela ameaça direta à população civil. (mais…)

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O cerco a Cuba

Boletim Venezuela em Foco #6

Da Página do MST

A Venezuela ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de países com as maiores reservas de petróleo do mundo — fator que, como já destacamos em edições anteriores do Boletim Venezuela em Foco, figura entre as principais motivações para os ataques e a ofensiva política dos Estados Unidos contra o país, intensificados no início de janeiro. Na sequência da lista aparecem Emirados Árabes Unidos, Irã e Canadá. O Brasil ocupa a 15ª posição e Cuba, por sua vez, não aparece no ranking. (mais…)

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Entrevista: Revolução Bolivariana resiste após ato de guerra dos Estados Unidos contra Venezuela

Carlos Ron, ex-vice-ministro das Relações Exteriores do governo de Nicolás Maduro e pesquisador, conta que o povo segue mobilizado e exigindo o retorno do Presidente Maduro e de Cilia Flores, sequestrados e presos nos EUA

Por Solange Engelmann, da Página do MST

Após ataque dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, contra a Venezuela, no último dia 3 de janeiro, que resultou no sequestro e prisão nos EUA do Presidente Nicolás Maduro Morose e sua esposa e deputada Cilia Flores, e a morte de cerca de 100 pessoas, entre militares e civis, a Revolução Bolivariana segue resistindo a ofensiva dos Estados Unidos de se apropriar das reservadas de petróleo do país e do ataque a sua soberania. (mais…)

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Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Nicolás Maduro preso foi a imagem mais curtida e compartilhada da Casa Branca no X desde outubro de 2025

Por Guilherme Cavalcanti, Wanessa Celina | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, completa 10 dias nesta segunda-feira, 12 de janeiro. Mesmo com o repúdio das Nações Unidas e da maioria dos países membros da Organização e do esforço do jornalismo local para transmitir informações seguras, a realidade da Venezuela sem Maduro está colocada, mesmo com a possível manutenção do chavismo. (mais…)

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