Referência no combate à violência sexual diz que Damares não protegeu crianças do Marajó

Irmã Henriqueta rebate falas da ex-ministra e diz que “governo trouxe o caos à proteção de crianças e adolescentes”

Por Andrea DiP, Agência Pública

Irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante é uma referência no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no Marajó. Nos conhecemos quando fiz uma reportagem no arquipélago em 2019 para a Agência Pública. Na época, Damares Alves, então ministra da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos havia dito que o alto índice de exploração sexual de crianças na região era porque as meninas “não usavam calcinhas” e sugeria como política pública a construção de uma fábrica de lingerie. Caminhamos juntas por alguns municípios e Marie me mostrou a real situação local: a falta de políticas públicas voltadas à proteção das crianças e ao combate à violência, escolas em situação precária, e um total abandono por parte do poder público ao arquipélago que na época tinha 14 dos seus 16 municípios na lista dos menores IDHs do país, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil. (mais…)

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PL inspirado no Caso Klein quer ampliar reparação civil para vítimas de abusos sexuais

Proposta da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi motivada por reportagem da Pública que revelou denúncias de esquema de exploração sexual mantido pelo fundador das Casas Bahia

Por Ciro Barros, Clarissa Levy, em Agência Pública

No final de outubro de 2021, uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo negou à Francielle Wolff Reis o direito de ser indenizada pelos abusos sexuais aos quais diz ter sido submetida por Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, quando tinha entre 14 e 16 anos de idade. A sentença dos desembargadores Costa Neto e Ademir Modesto de Souza argumenta que o prazo para que Francielle entrasse na justiça contra seu suposto agressor tinha estourado, declarando o caso prescrito sem julgar os fatos. Segundo a sentença, o prazo de três anos para recorrer à justiça havia acabado cerca de dois meses antes de Francielle ter iniciado o processo, em 2013. 

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Depoimentos ampliam indícios de crimes sexuais de Samuel Klein para três décadas

Mulheres contam que ocorreram “orgias” com meninas na sede da Casas Bahia até 2013, período de criação da Globex e Via Varejo

Por Ciro Barros, Clarissa Levy, Thiago Domenici, Andrea DiP, em Agência Pública

“Depois do almoço a gente sentava e ele mandava colocar o filme. Era uma reportagem que conta a história dele, de como fugiu da guerra. Era sempre o mesmo [filme] e quando acabava todo mundo aplaudia”, relata Malu* sobre as últimas vezes em que diz ter frequentado, entre 2009 e 2013, o escritório de Samuel Klein, na sede da Casas Bahia, em São Caetano do Sul (SP). 

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MPT vai apurar relação da Casas Bahia com denúncias de exploração sexual de meninas

Inquérito do Ministério Público do Trabalho é motivado por reportagem da Agência Pública que detalhou as acusações de crimes sexuais de Samuel Klein, fundador da empresa

Por Thiago Domenici, Rute Pina, em Agência Pública

Tramita desde o fim de abril na Procuradoria do Trabalho no Município de São Bernardo do Campo (MPT São Bernardo do Campo) um inquérito civil para apurar possíveis responsabilidades da empresa Casas Bahia após denúncia de exploração sexual de crianças e adolescentes pelo seu fundador, Samuel Klein, feita pela Agência Pública em 15 de abril.

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Desemprego, fome e aumento da miséria fazem crescer os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Dados do Observatório do Terceiro Setor, de março deste ano, apontam que 500 mil crianças são vítimas de exploração sexual no Brasil, a cada ano. O país ocupa o 2º lugar no ranking de exploração sexual infantojuvenil, e estima-se que apenas 10% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes sejam notificados O primeiro país no ranking é a Tailândia.

por Pedro Calvi / CLP

Já o Projeto Justiceiras, informa que em 2021, a quantidade de denúncias saiu de 340 casos por mês para 658 denúncias em março. A violência doméstica atingiria principalmente mulheres, crianças, adolescentes e idosos. Denúncias de abuso contra crianças cresceram até 12 vezes durante a pandemia em São Paulo.

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As acusações de crimes sexuais de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia

Falecido em 2014, empresário teria mantido, durante décadas, um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de exploração sexual dentro da icônica sede da empresa, em São Caetano do Sul, além de outros locais em Santos, São Vicente, Guarujá e Angra dos Reis

Ciro Barros, Clarissa Levy, Mariama Correia, Rute Pina, Thiago Domenici, Andrea DiP, Agência Pública

Uma história de violência sexual na infância marcou para sempre a trajetória de Karina Lopes Carvalhal, hoje com 40 anos. Aos 9, ela soube pelas irmãs que um grande empresário de sua cidade natal, São Caetano do Sul (SP), dava dinheiro e presentes a crianças e adolescentes que fossem à sede da empresa na av. Conde Francisco Matarazzo, número 100. À época com 12 anos, a irmã mais velha de Karina avisou que poderia conseguir um tênis novo se fosse até lá. “Eu não tinha um tênis pra pôr, usava o das minhas irmãs, meus dedos eram todos tortos.” 

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Iate da festa clandestina no AM pertence a acusado de desmatamento e exploração sexual de adolescentes

Reportagem divulgada no Fantástico mostrou que grupo de 52 turistas desrespeitou restrições e expôs a risco os indígenas de quatro aldeias próximas do Rio Negro, a bordo do iate do empresário; ataque a ribeirinhos ocorreu em dezembro de 2020

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

No momento mais grave da pandemia de Covid no Brasil, país que hoje lidera o número de mortes diárias pela doença no mundo, um grupo de 52 turistas resolveu viver “la dolce vita” em águas amazônicas. Desembolsaram até R$ 12 mil para fazer um passeio pelo Rio Negro, com saída de Manaus. Com muita festa e praticamente nenhuma máscara, passaram cinco dias de imersão na “cultura, natureza, música e gastronomia” da região. Um tipo de festa que está proibida por decreto estadual do governo do Amazonas. Participavam dela 31 brasileiros radicados no país, 7 que moram no exterior e 14 estrangeiros.

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