Mais de 5 mil crianças teriam frequentado atividades religiosas e culturais promovidas por homem acusado de abuso e violência sexual

Por Elisangela Colodeti, Naiana Andrade, Agência Pública
Todos os dias, dos 9 aos 11 anos, Ana Paula olhava apavorada para sua barriga imaginando que poderia haver dentro dela outra criança. Sem coragem de contar à mãe que havia sido estuprada, a menina escrevia cartas para si mesma numa tentativa de elaborar o que tinha vivido, e depois as queimava para que ninguém mais lesse. Foram dezenas de cartas escritas e queimadas ao longo de seis anos, e Ana Paula só parou o ritual aos 15, porque a mãe começou a perguntar o que a filha tanto queimava.
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