Punitivismo não resolve: analistas criticam lei sobre crime organizado sancionada por Lula

Aprovar lei foi “bola fora” de Lula, diz Nilo Batista; analistas citam mais leis que focam nas penas e foram “inúteis”

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

A morte das 121 pessoas nas favelas do Alemão e da Penha, durante a Operação Contenção, a mais letal da história do Brasil, acendeu um novo ciclo de endurecimento penal no Brasil, avaliam especialistas ouvidos pela Pública. (mais…)

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Após críticas, Conselho libera MPF para acompanhar investigação sobre megaoperação no Rio

Megaoperação no Alemão e na Penha contra o Comando Vermelho teve 121 mortos e 113 presos. Segundo a promotoria, o objetivo do MPF não é investigar diretamente a operação, mas garantir o cumprimento de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e da ADPF das Favelas

Por Rafael Nascimento, g1 Rio

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu nesta quinta-feira (6) que o Ministério Público Federal (MPF) poderá acompanhar a apuração sobre a operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que deixou ao menos 121 mortos.

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Segurança Pública: O que fazer

Após ação brutal no Rio, direita busca explorar eleitoralmente o medo e colocá-lo no centro da agenda brasileira. Governo hesita. Mas alternativas, concretas e já testadas em diversos pontos do mundo, pode refundar a Segurança e as Polícias

Por Luiz Eduardo Soares, Marcos Rolim e Miriam Krenzinger, em Outras Palavras

O controle territorial por grupos armados no Rio de Janeiro submete a população residente nessas áreas a um domínio tirânico e a toda sorte de abusos, incluindo a cobrança de taxas por bens e serviços e interdições ao exercício de direitos básicos. Trata-se, portanto, não apenas de um sério problema de segurança pública como de uma forma de negar aos mais pobres o respeito e a condição plena de cidadania. Esse controle territorial armado é exercido por dois tipos de organizações criminosas: as fações criminais e as milícias. (mais…)

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Secretário de Segurança vê risco à soberania em ação de Castro e minimiza carta dos EUA

Mario Sarrubbo, secretário Nacional de Segurança Pública, diz que pedido de governador do Rio abre precedentes perigosos

Por Rafael Custódio | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, minimizou a importância da correspondência enviada pelo governo dos Estados Unidos ao secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, em entrevista à Agência Pública nesta quarta-feira (5). Para ele, a carta é reflexo da política de cooperação internacional que o Brasil já exerce. (mais…)

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A paz (que nunca houve) acabou

O que ocorre quando parte da esquerda abraça os pressupostos da extrema direita?

Por Douglas Barros*, no blog da Boitempo

O céu amanheceu acinzentado quando os primeiros corpos começavam a ser enfileirados. Vizinhos, amigos e parentes retiravam das matas os “sem nomes”. Indigentes — em todo caso, sem nenhum julgamento — prontamente sentenciados como bandidos mortos. Tiros na nuca e corpos decapitados eram expostos. Para quem ainda estava acordando e coçando os olhos, confundia-se a cena com algo ocorrido em Gaza. (mais…)

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Identificação de jovens com o fascismo é sintoma de uma época em que gerações temem o futuro. Entrevista especial com Rose Gurski

“O fascismo contemporâneo é o nome político do desespero produzido pela precariedade do laço social”, sintetiza a psicanalista e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Por: Patricia Fachin, em IHU

Múltiplas são as formas de explicar o desejo pelo fascismo, aquela atração que jovens e adultos sentem pelo autoritarismo. À luz da psicanálise, esse sentimento pode ser compreendido como “a nomeação de um sintoma político que descreve uma parte da gramática do desamparo contemporâneo”, diz Rose Gurski. É nesse terreno de desamparo e fragmentação que novos fascismos emergem, segundo a psicanalista. “Eles prosperam não mais como ideologias centralizadas, mas como formas afetivas e micropolíticas de gozo autoritário disseminadas nas redes e nos discursos cotidianos”, afirma. (mais…)

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