Renato Maluf: ‘A insegurança alimentar no Brasil não é só produto da pandemia’

Por Daiane Batista, no CEE

De acordo com Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, mais da metade da população brasileira está em situação de insegurança alimentar, são 19 milhões de brasileiros passando fome no nível mais grave, cerca de 9% da população. A partir desses e outros dados da pesquisa, o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Renato Maluf, coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), faz uma análise do cenário brasileiro atual, em entrevista ao blog do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, destacando a inversão que vive o país, diante de retrocessos que fizeram com que o Brasil regredisse 17 anos em sete, em relação à segurança alimentar, de volta ao patamar de 2004. 

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Fome no Brasil é destaque em debate da Universidade de Coimbra

Especialistas mostram como as distorções no modelo agrícola brasileiro produzem a fome – em vez dos alimentos necessários

Por Cida de Oliveira, da RBA

A fome no Brasil esteve em destaque em debate promovido na tarde de hoje (26) pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, para discutir, agrotóxicos, transgênicos, desmatamento e alterações climáticas. A distribuição de cortes de ossos bovinos com fragmentos de carne por um açougue de Cuiabá, que tem tido cada vez mais procura por um grupo crescente de pessoas, foi o exemplo usado por especialistas. Afinal, a fila de pessoas ao redor do pequeno comércio, que tem se repetido várias vezes na semana, tornou-se símbolo da fome na capital do estado líder do agronegócio.

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Em mais uma ação de solidariedade, MST doa 4 toneladas de alimentos em Maceió/AL

Ao todo, 200 cestas forma distribuídas para as famílias da comunidade do bairro da Levada, com uma diversidade de produtos da Reforma Agrária

Por Gustavo Marinho, na Página do MST

O último domingo, (11/07) foi marcado com mais uma iniciativa de solidariedade do MST em Alagoas. Cerca de 4 toneladas de alimentos dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária foram distribuídos em Maceió, no bairro da Levada, Zona Sul da capital alagoana.

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No Brasil dos desmontes e da pandemia, um quinto das famílias depende de transferências de renda e seguridade social. Entrevista especial com Sandro Sacchet de Carvalho

Para o pesquisador, os dados revelam que é fundamental “pensar sobre a importância da atuação do Estado no Brasil”

Por: Ricardo Machado, em IHU

Cena 1: governo, aliás, mais de um, prega um liberalismo desenfreado, que o Estado deve ser menor e avança em reformas que mais parecem desmontes.

Cena 2: vem a pandemia e todo mundo corre para o auxílio do Estado.

Conclusão: um Estado mínimo é ruim para todo mundo.

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Fome na Amazônia: ela é rica, mas não produz riqueza; produz ricos. Entrevista especial com Mário Tito Barros Almeida

“O reaparecimento da fome no Brasil significa o retorno de pessoas para classes sociais mais baixas”, alerta o pesquisador

IHU On-Line

O mal da fome, que voltou a estar em evidência ao longo da pandemia de Covid-19, não pode ser atribuído somente à conjuntura mais recente, em que houve um aumento significativo da perda de renda e aumento do desemprego. O crescimento dos graus de insegurança alimentar no mundo todo é observado com mais intensidade desde 2015, segundo o doutor em Relações Internacionais Mário Tito Barros Almeida. “Não obstante os avanços tecnológicos, a globalização e todos os aspectos de inter-relação entre os países, temos o aparecimento e o acréscimo da fome no mundo. (…) Populações não têm o que comer por causa de guerras, por causa da pobreza interna de seus países, por conta de desigualdades regionais, por conta de políticas governamentais completamente erradas e equivocadas”, resume.

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Saciar a fome e combater suas causas. Por Gilvander Moreira[1]

Em palavras de fogo, Carolina Maria de Jesus, no livro Quarto de Despejo, de 1960, denuncia a brutal injustiça social. Diz ela: “Hoje não temos nada para comer. Queria convidar os filhos para suicidar-nos. Desisti. Olhei meus filhos e fiquei com dó. Eles estão cheios de vida. Quem vive, precisa comer. Fiquei nervosa, pensando: será que Deus esqueceu-me? Será que ele ficou de mal comigo?”. Após o Brasil ter sido tirado do Mapa da Fome, durante o Governo Lula, agora o Brasil foi empurrado novamente para o Mapa da Fome. O enorme número de pessoas pedindo comida, e pesquisas recentes indicam que a fome voltou de forma brutal no Brasil. Mais de 19 milhões de pessoas estão na extrema pobreza (renda mensal abaixo de R$89,00 per capita) passando fome e 27,7% da população (58 milhões de pessoas) estão com insegurança alimentar, segundo pesquisa de Food for Justice. Cadê o respeito ao direito à alimentação prescrito na Constituição Federal? O número de pessoas em situação de rua cresce cotidianamente beirando a 500 mil. O desemprego bate recorde diariamente. As campanhas para arrecadação de alimentos se multiplicam. Os clamores são ensurdecedores, tais como: “Estou deixando de tomar café da manhã para que minhas irmãzinhas possam comer alguma coisa”. “Vários dias por semana vou tentar achar algo para comer no resto da feira ou dos sacolões”. “Dói demais ver e ouvir uma criança da gente, em prantos, pedindo pão e a gente não ter como alimentar nossos filhos”.

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