MPF recomenda que cooperativas de garimpo de Rondônia cumpram exigências da Agência Nacional de Mineração

Barragens de mineração Rio Santa Cruz, Igarapé Mutum e Jacaré Médio devem se adequar aos parâmetros de estabilidade e segurança das estruturas

Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) expediu duas recomendações à Cooperativa Metalúrgica de Rondônia (CooperMetal) e uma à Cooperativa dos Garimpeiros de Santa Cruz (Coopersanta) para que se adéquem, integralmente, aos parâmetros de estabilidade e segurança exigidos pela pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Os documentos tratam das barragens de mineração Rio Santa Cruz e Igarapé Mutum, administradas pela CooperMetal, e da barragem de Jacaré Médio, administrada pela Coopersanta. O MPF estabeleceu o prazo de 30 dias para que as cooperativas apresentarem resposta escrita sobre o atendimento ou não das recomendações. (mais…)

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Lideranças indígenas denunciam garimpo ilegal em Genebra

Representantes de aliança dos povos Kayapó, Yanomami e Munduruku irão falar na 17ª sessão do Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP)

No ISA

De 8 a 12 de julho, integrantes da Aliança em Defesa dos Territórios, formada em 2021 pelos povos Kayapó, Yanomami e Munduruku – os três mais afetados pelo garimpo ilegal no Brasil –, estarão em Genebra, na Suíça, para denunciar as violações a seus territórios na 17ª sessão do Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP), da Organização das Nações Unidas (ONU). (mais…)

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Elon Musk: Governo apreende 50 antenas Starlink em garimpos ilegais na terra Yanomami

Diretor do combate à invasão garimpeira defende que Starlink compartilhe dados para facilitar identificação de garimpos

Por Rubens Valente | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Antenas produzidas pela Starlink, a empresa de comunicação via satélite do bilionário sul-africano Elon Musk, se espalham pelos garimpos ilegais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, facilitando a atividade do crime organizado e dificultando as operações de repressão aos crimes ambientais. O governo federal já apreendeu, desde março, um total de 50 antenas em poder dos garimpeiros. (mais…)

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Comunidades em Rondônia, Amazonas e Acre sofrem com a estiagem dos rios e a contaminação das águas pela poluição e o garimpo ilegal

Por Carlos Henrique Silva, CPT Nacional

Em meio às consequências da crise climática que afetaram mais fortemente a Amazônia em 2023, o ano de 2024 parece trazer perspectivas ainda mais difíceis para a vida das populações tradicionais e ribeirinhas. É o que acontece com as comunidades junto aos rios Madeira (em Rondônia) e Acre (no estado de mesmo nome), que estão percebendo a diminuição rápida dos níveis nos últimos meses, principalmente com o início do “verão amazônico”, como é chamado o período de escassez de chuvas e aumento nas temperaturas de junho a agosto. (mais…)

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Do garimpo à agrofloresta

A história de Adamor Santos, liderança da comunidade Samaúma, no Pará. Após infortúnios em busca de ouro, viu as potencialidades da floresta em pé. Lutou contra o “roubo” de terras – e por recursos para produzir. Hoje, produz óleos certificados para a exportação

por Patrícia Kalil, em Outras Palavras

Aos 58 anos, seu Adamor Santos cuida de 80 hectares de floresta viva com centenas de árvores de andiroba, cumaru, copaíba, cupuaçu, cacau, graviola, coco, consorciados com pimenta-do-reino, maracujá, girassol, gergelim e outros alimentos típicos da Amazônia. Ele é um agroflorestor e uma liderança na comunidade de Samaúma, no Assentamento Tapera Velha.  Em 30 de novembro do ano passado, inaugurou a Agroindústria Samaúma Produtos Naturais, que tem como foco a produção e comercialização dos óleos florestais de andiroba, cumaru, copaíba e graviola prensados a frio, além de produzir manteiga de cupuaçu e de cacau de altíssima qualidade. Todos os seus produtos são analisados no Laboratório de Óleos da Amazônia e certificados. (mais…)

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A não-solução dos militares para a Terra Yanomami

Ministro José Múcio defende uma solução absurda para combater o garimpo ilegal: permitir entrada da mineração privada. Defesa perde ainda mais credibilidade quando deveria apostar na cooperação entre países amazônicos e ampliar fiscalização

Por Márcio Santilli, no Congresso em Foco

No último dia 7, a revista Carta Capital informou que o ministro da Defesa, José Múcio, defendeu o acesso de empresas de mineração à Terra Indígena Yanomami, como forma de substituir o garimpo ilegal, porque o governo não dispõe de recursos para cuidar da segurança regional. “Nós ficamos lutando pela conquista de um território que nós poderíamos estabelecer que a iniciativa privada poderia nos ajudar na ocupação do território”, disse. Segundo ele, “o índio ganharia”. As afirmações foram feitas no Seminário Internacional sobre Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia”. (mais…)

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Como o mercúrio chega ao garimpo e por que é preciso bani-lo do Brasil

Metal pesado que contamina indígenas é altamente tóxico e precisa de mais controle na cadeia de produção e comércio

Murilo Pajolla, Brasil de Fato

Dario Kopenawa, líder na Terra Indígena (TI) Yanomami, descreve uma grave situação de saúde pública. “As crianças [nas aldeias] nascem sem braços, já está acontecendo isso. E as mulheres estão com problema de infecção urinária. Está afetando os problemas de cabeça neurológicos. E as pessoas ficam meio perturbadas. Outras crianças já morreram”, disse ao Brasil de Fato em abril de 2024. (mais…)

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