Pesquisa sobre contaminação de gestantes e bebês indígenas por mercúrio inicia coletas em quatro aldeias do povo Munduruku

Por Barbara Souza, Informe Ensp

A equipe do ‘Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia’, coordenado pelo pesquisador da ENSP/Fiocruz Paulo Basta, realizou seu primeiro trabalho de campo entre os dias 9 e 21 de outubro. Nas Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza, 25 gestantes indígenas foram entrevistadas e matriculadas na pesquisa que vai avaliar se elas estão sendo contaminadas pelo mercúrio resultante do garimpo ilegal e se, no caso de contaminação, haverá consequências para os bebês. A pesquisa está no âmbito do ‘Projeto Proteção de Povos Indígenas e Tradicionais do Brasil’, financiado pelo Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha por intermédio do WWF. (mais…)

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Oprimidos pela mineração, camponeses lamentam: ‘dói viver sem água em pleno Pará’

Como o avanço de mineradoras e garimpos ilegais ‘seca’ as terras da agricultura familiar no sudeste paraense

Por Texto: Caio de Freitas Paes | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Entre pés de açaí, cacau-roxo e cupuaçu, a pequena agricultora Maria Eva Martins caminha preocupada até um pequeno açude em seu lote de terra, conquistado após mais de dez anos de luta pela reforma agrária na zona rural de Marabá, sudeste do Pará. Diante da água turva e esverdeada, ela vê o futuro com pessimismo. (mais…)

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MPF anuncia novas medidas para conter contaminação do povo indígena Munduruku por mercúrio, no Pará

Evidências científicas apontam contaminação da água e de peixes do rio Tapajós, além de povos indígenas e comunidades ribeirinhas que vivem nas proximidades do rio

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou novas providências em procedimento que apura a contaminação de mercúrio do povo indígena Munduruku, que vive ao longo do rio Tapajós, no Pará. Estudos realizados constataram altos índices de mercúrio no sangue dos indígenas, acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e apontam a mineração e o garimpo ilegal como potenciais catalisadores da contaminação na região. O metal possui alta toxicidade. (mais…)

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Garimpo ilegal tem prejuízo de R$ 1 bilhão com operações na Amazônia

A apreensão e destruição de maquinários do garimpo ilegal na Amazônia em 2023 somam cerca de 1,1 bilhão de reais, segundo os cálculos do IBAMA. 

ClimaInfo

As ações contra o garimpo ilegal em 2023 já causaram um rombo bilionário à atividade criminosa. Um levantamento do IBAMA obtido pela Repórter Brasil indica que cerca de R$ 1,1 bilhão em bens e maquinários foram apreendidos ou destruídos nas sete maiores operações contra o garimpo ilegal deflagradas desde o começo do ano na Amazônia Legal. (mais…)

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Garimpo ilegal em Área Protegida cresceu 90% no governo Bolsonaro

Em apenas um ano, a área ocupada pela atividade no país aumentou em 35 mil hectares, o equivalente ao tamanho de uma cidade como Curitiba.

ClimaInfo

O garimpo viveu um boom sem precedentes durante os quatros anos do desgoverno do inominável em todo o país, mas particularmente na Amazônia. Na verdade, o avanço da atividade começou já em 2018, último ano do mandato de Michel Temer, e chegou a recordes em 2022, mostra um levantamento do MapBiomas, feito a partir de imagens de satélite. (mais…)

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Hutukara volta a denunciar violência em território Yanomami: crianças são amarradas e ameaçadas por garimpeiros

Duas crianças na região de Sururucu, na Terra Indígena Yanomami, sofrem violência de garimpeiros em represália a suspeita de furto de celulares

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte

A Hutukara Associação Yanomami recebeu, no dia 19 de setembro, através do seu Sistema de Alertas ‘Wãnori’, uma denúncia de violência extrema contra crianças e adolescentes Yanomami por parte de garimpeiros que ainda estão instalados ilegalmente no território Yanomami. (mais…)

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Tráfico e garimpo ilegal compartilham aviões e pilotos para lavar dinheiro na Amazônia

Investigações da PF revelam laços entre traficantes, garimpeiros e empresários envolvidos com os “narcogarimpos”, que cresceram com os cortes de fiscalização no governo do inominável.

ClimaInfo

Quando a Polícia Federal do Paraná fez uma operação contra o tráfico internacional de drogas, em novembro de 2020, Heverton Soares Oliveira, o “Grota”, não era alvo. Mesmo assim, segundo a PF, ele achou melhor se esconder em um garimpo ilegal de ouro em Itaituba (PA), a 3.000 km de Curitiba. Até então, Grota parecia apenas um empresário de sucesso no Pará, investindo em fazendas, gado e mineração, mas seus negócios na cidade mais garimpeira do país já estavam no radar das autoridades. (mais…)

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