Nada confirma mais os tempos obscuros, a obtusidade e a desinformação de certos setores da direita brasileira que protestaram no último dia 27 contra a presença da filósofa norte-americana Judith Butler no Brasil para participar do seminário Os Fins da Democracia, em novembro, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Nem mesmo a própria professora de Berkeley sequer entendeu a reação à sua presença. (mais…)
gênero
“A violência de gênero é um dos fenômenos mais democráticos que existem”. Entrevista especial com Marlene Strey
Vitor Necchi – IHU On-Line
Existem inúmeras definições de gênero, mas, de uma maneira geral, “pode ser conceituado como uma pressão social para correspondermos aos ideais que as culturas e as sociedades têm sobre o que é ser homem ou mulher, dicotomizando o mundo em masculino e feminino”, explica a psicóloga e professora Marlene Strey, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. As pessoas buscam corresponder ao que se espera delas, e esses processos são permeados “por questões de poder nem sempre visíveis, mas que atuam disfarçada e insistentemente empurrando as pessoas a tentarem se adequar às formas disponíveis”. (mais…)
Quando a mídia incita à violência de gênero
Por que os jornais e TVs contribuem para chacinas como a de Campinas. De que modo Espanha, Argentina e outros países impedem a difusão gratuita do ódio
Por Rachel Moreno – Outras Palavras
O artigo de Carol Patrocínio, replicado pelo Ópera Mundi, faz uma excelente análise dos diversos trechos da carta de Sidnei Ramis de Araújo, que matou a mulher, o filho de 8 anos, dez convidados de uma festa de fim de ano – oito delas mulheres – e depois se suicidou, em Campinas. (mais…)
Parada LGBT do Rio defende aprovação de lei de identidade de gênero
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil
Dezenas de milhares de manifestantes ocuparam a orla da Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (11), durante da 21ª Parada do Orgulho LGBT Rio, que procurou chamar a atenção para a necessidade do respeito à diversidade de gênero. O número oficial de participantes não foi divulgado. (mais…)
O ideal de corpo sexuado e a normatização da vida: binarismo de gênero X despatologização das identidades trans e travestis. Entrevista especial com Tatiana Lionço
“A Medicina moderna ocultou sistematicamente a evidência material de corpos intersexo, que passaram a ser invisibilizados por meio do binômio patologização/normalização. A Medicina encara estes corpos não como sinais do limite de suas verdades, mas como erros essenciais”, ressalta a psicóloga
Por Leslie Chaves – IHU On-Line
Quais são os limites éticos e da dita precisão científica? Esse é um questionamento importante de se refletir quando se tem em perspectiva áreas que alicerçam suas premissas em resultados de análises laboratoriais, que acabam conferindo o status de “verdade absoluta” a tais concepções. (mais…)
“Escola sem partido”, escola silenciada
Como surgiram projetos que ameaçam professores até com prisão. Por que sua proposta, contrária a ideologias é primária, silenciadora de opiniões divergentes e, no fundo… profundamente ideológica
Por Cleo Manhas* | Imagem: Adnan Yahya – Outras Palavras
O que seria a tão falada, e pouco explicada “escola sem partido”? Basicamente, trata-se de uma falsa dicotomia, pois não diz respeito à não partidarização das escolas, mas sim à retirada do pensamento crítico, da problematização e da possibilidade de se democratizar a escola, esse espaço de partilhas e aprendizados ainda tão fechado, que precisa de abertura e diálogo. (mais…)
Escola sem Partido e a falsa ideia de neutralidade
Projetos de lei nos três âmbitos federativos visam proibir qualquer discussão sobre gênero nas escolas
Por Ivanilda Figueiredo* – Brasil de Fato
Brasileiras e brasileiros querem um país melhor, onde possam viver em segurança, terem uma vida produtiva, divertida, saudável, exercer suas crenças e viver de acordo com suas convicções. Esses sentimentos em si unem grande parte da nação. No entanto, o debate sobre como conquistar tais objetivos divide a sociedade. Para uns, é preciso maiores garantias de direitos. Para outros, maior rigor penal. Para uns, é preciso se falar sobre cidadania, gênero, raça, orientação sexual, identidade de gênero e discriminação em sala de aula. Para outros, tais assuntos devem ser debatidos apenas no seio familiar sem qualquer interferência do Estado. Para uns, retomar o respeito a valores religiosos em todas as esferas da vida seria a solução para a pacificação social. Para outros, o respeito à Constituição é o único modo de viver numa sociedade plural, com inúmeras crenças e convicções diferentes, todas elas igualmente válidas. (mais…)
