Quando os seres humanos hesitam em matar ou torturar, a IA assume seu lugar. Como Tel Aviv pinça, nas redes sociais, suas vítimas. Por que, agora, as guerras nunca serão as mesmas. Como esta deriva está desintegrando o Estado sionista
Por Bifo Berardi, em Il disertore| Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras
As guerras do século XXI são cada vez menos combatidas por seres humanos. Os seres humanos são as vítimas, mas quem executa o extermínio são máquinas. Máquinas que, por sua vez, são cada vez menos controladas por seres humanos, pois a tendência implícita nos sistemas de inteligência artificial, dotados de capacidades de autoaprendizagem e de deep learning, é liberar esses organismos, aleatórios e muitas vezes dotados de consciência e sensibilidade, da tarefa de torturar, mutilar, matar e exterminar, e deixar essa função nas mãos de sistemas dotados de inteligência. (mais…)
