A dor do pai de Gaza: ele volta após registrar os gêmeos e descobre que eles estão mortos. A IDF: “Não temos informações sobre esta história”

As crianças e a mãe teriam morrido em Deir al Balah. A mulher, uma jovem farmacêutica, escreveu há poucos dias no seu perfil no Facebook: “Assim que a passagem reabrir temos que fugir daqui”

A reportagem é de Gabriella Colarusso, publicada por Repubblica / IHU

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“Por favor, por favor, deixe-me vê-los, deixe-me vê-los”, grita Mohammad Abu Al Qumsan, chorando desesperadamente em frente ao hospital para onde lhe disseram que tinham levado a sua família. Um amigo tenta acalmá-lo, acaricia-lhe a cabeça, ele continua a tremer: estas são as imagens captadas em Deir al Balah por um freelancer que colabora com a CNN. (mais…)

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A luta pela terra é a luta pela vida: o extermínio de palestinos é a versão médio-oriental da necropolítica que no Brasil mata negros e indígenas. Entrevista especial com Bruno Huberman

Para o professor e pesquisador de origem judaica, o assassinato de povos nativos – palestinos ou indígenas – busca desenraizar as pessoas de seu locais e, com isso, facilitar a acumulação de terras pelos colonizadores

Por: IHU e Baleia Comunicação

Há um ator central na guerra empreendida por Israel contra o território palestino e alhures: o capitalismo de acumulação. Há algo que está em jogo no conflito, mas que é pouco explorado, que é, precisamente, a questão dos assentamentos de colonos israelenses em territórios antes ocupados pela população palestina, criando enclaves desta população dentro da área controlada politicamente pelos sionistas. Qualquer ameaça a este projeto, de várias décadas, acende-se a luz vermelha e um novo massacre palestino é colocado em marcha, como ocorreu diversas vezes desde a segunda metade do século XX. (mais…)

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As digitais das Big Techs no genocídio em Gaza

Investigação revela: Amazon, Google e Microsoft colaboram com Tel-Aviv e são essenciais ao massacre dos palestinos, ao armazenar os dados e fornecer a IA necessária aos ataques. Participação nos crimes de guerra é intensa e consciente

por Yuval Abraão, no +972 Magazine | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Em 10 de julho, o comandante da unidade Centro de Informática e Sistemas de Informação do exército israelense, que fornece processamento de dados para todo o exército, falou em uma conferência intitulada “Tecnologias de Informação para as Forças de Defesa de Israel” em Rishon Lezion, perto de Tel Aviv. Em seu discurso para um público de cerca de 100 militares e industriais, dos quais a +972 Magazine Local Call obtiveram uma gravação, a Coronel Racheli Dembinsky confirmou publicamente pela primeira vez que os militares israelenses estão usando armazenamento em nuvem e serviços de inteligência artificial fornecidos por gigantes da tecnologia civil no seu ataque contínuo à Faixa de Gaza. Nos slides da conferência de Dembinsky, os logotipos da Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft Azure puderam ser vistos duas vezes. (mais…)

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O significado global de Gaza

Por William I. Robinson, no Rebelión

A indescritível selvageria do genocídio que se desenrola em Gaza e a impunidade absoluta dos genocidas israelenses e dos seus patrocinadores ocidentais enviaram ondas de indignação por todo o mundo e desencadearam uma intifada global de solidariedade com a Palestina. Os palestinos lutam há mais de 75 anos no colonialismo, ocupação e apartheid, sem dúvida. Mas há mais no genocídio do que aparenta. Mostra-nos tanto o passado como o futuro, uma reedição da história sombria do colonialismo europeu que atingiu o seu apogeu nos séculos XIX e XX e também uma visão horrível do futuro de um capitalismo global cujo impulso para o extermínio está em plena exibição e diante de uma crise sem precedentes. (mais…)

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É exatamente assim que se parece um genocídio. Entrevista com Amos Goldberg

O historiador israelense Amos Goldberg tem sido um crítico de primeira hora da guerra de Israel em Gaza, que ele chama de genocídio. Em uma entrevista exclusiva, ele contou à Jacobin por que o termo se aplica — e por que a comunidade internacional precisa acordar para essa realidade e reagir imediatamente.

Por Elias Feroz, Jacobin

Mais de nove meses desde que os ataques do Hamas em 7 de outubro massacraram mais de mil israelenses, ainda não há uma perspectiva de resolução do conflito na Palestina. A guerra de Israel em nome da eliminação física do Hamas reduziu grande parte da Faixa de Gaza a escombros e matou dezenas de milhares de pessoas, em sua grande maioria civis. Mesmo que a guerra terminasse amanhã, a maior parte de Gaza ficaria inabitável por anos. (mais…)

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A Unicamp na hora da verdade. Por Francisco Foot Hardman

No próximo dia 6 de agosto o Conselho Universitário da Unicamp terá de deliberar se susta as atuais relações com uma das instituições empenhadas no massacre em Gaza

No A Terra é Redonda

1.

Há na vida e na história momentos que são decisivos. No próximo dia 6 de agosto o Conselho Universitário da Unicamp terá que deliberar sobre matéria cuja gravidade e urgência demandam muita atenção e comprometimento na reafirmação dos valores pedagógicos, morais e humanitários que justificam nosso trabalho e vocação como universidade pública. Tais valores, ao contrário do que podem imaginar os se que creem em redomas de cristais ilusórios, são indissociáveis. A vida nos cobra aqui e agora. A história nos julga amanhã pelo que formos dignos de construir e compartilhar hoje, como agentes culturais pacificadores e, só assim, civilizatórios. (mais…)

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