Raúl Zibechi é um dos pensadores latino-americanos que melhor explicou, com seu trabalho como ensaísta e jornalista, as transformações vividas nas últimas décadas e o papel dos movimentos no passado e no futuro da região.
A entrevista é de Berta Camprubí, publicada por El Salto / IHU
Raul Zibechi (Montevidéu, 1952) começa a ser o que algumas comunidades chamam de ancião, um pensador com visão global, localizado na América Latina, com experiência e com um longo caminho a percorrer. Uma pessoa idosa que, além disso, dá cada vez mais importância à espiritualidade e ao cuidado. Ele gosta de voltar a lugares – Chiapas, Wallmapu, Cauca… – de vez em quando, para ver como os processos de luta, as comunidades organizadas, os povos resilientes e os territórios vivos avançam, regridem ou se transformam. Ele é um daqueles que traz à tona o patriarcado e o machismo em qualquer resposta, sem precisar nomeá-los de propósito, algo raro em homens brancos relativamente privilegiados. E está em Barcelona apenas alguns dias, para apresentar o livro Veus per una transició ecosocial (Pol·len Edicions, 2024) no qual colaborou com um artigo sobre a descolonização da transição ecossocial, basicamente um apelo a não fingir que esta transição é liderada pelos Estados, mas pelas pessoas e pelos processos. Conversamos em Ona Llibres em uma grata tarde chuvosa. (mais…)
Ler Mais